Instrução normativa 77: como adequá-la nas propriedades leiteiras?

Instrução normativa prevê critérios e procedimentos quanto à produção de leite e entrará em vigor dia 25 de maio

Para quem ainda não conhece, a instrução normativa 77 (IN77) foi criada em novembro de 2018 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para garantir que os laticínios e quaisquer outros estabelecimentos do setor, registrados no serviço de inspeção oficial, adotassem critérios e procedimentos quanto à produção, ao acondicionamento, à conservação, ao transporte, à seleção e à recepção de leite cru.

De acordo com o Mapa, a instrução normativa entrará em vigor 180 dias após a sua publicação no diário oficial da união, ou seja, até o dia 25 de maio de 2019. Esse é o prazo para que os laticínios iniciem sua adequação perante o que foi determinado pelo órgão. Os critérios e procedimentos que terão que ser adequados são encontrados neste link.

Contudo, a grande surpresa e o maior desafio das agroindústrias com a IN77, e que ainda não tinha sido contemplada em nenhuma instrução normativa anterior, é: como realizar o plano de qualificação dos produtores de leite e as boas práticas agropecuárias sem comprometer a gestão de tempo e performance da equipe de campo?

A necessidade de implementação, monitoramento e auditoria em todas as propriedades fornecedoras de leite, com abrangência de vários itens a serem verificados, é o que mais gera desprendimento de tempo da equipe. Uma das alternativas das agroindústrias que tem obtido grande efetividade é a terceirização do trabalho de adequação com uma empresa parceira.

O trabalho prestado por empresas que exercem essa função está baseado em três etapas principais:

A primeira inicia-se com um diagnóstico regional realizado por consultores técnicos. Nesse momento são identificados gargalos e definidas quais serão as principais oportunidades de desenvolvimento durante as implementações e auditorias.

A segunda etapa é realizada com a equipe de campo, apontando o que foi identificado no diagnóstico e como será executado o trabalho. Nessa fase, os profissionais destacam a importância da gestão e segurança alimentar em uma propriedade leiteira e indicam como implementar o plano de qualificação.

É na terceira etapa onde o trabalho será contínuo. Nela serão feitas as implementações no campo e em todas as propriedades, orientando o produtor e sua equipe sobre os fundamentos da instrução que entrará em vigor, a importância da gestão e da segurança alimentar, além da diretriz do plano de qualificação que será cobrada nas auditorias.

Após as implementações, iniciam-se as auditorias propriamente ditas, onde os produtores serão aprovados ou reprovados quanto aos pontos solicitados na implementação. Só serão reconhecidos com uma certificação aqueles que apresentarem conformidade em todos os itens abordados e tiverem evoluído no quesito gestão.

Os ganhos para a agroindústria são inúmeros: desenvolvimento dos produtores sobre segurança alimentar e gestão, maior valor agregado à matéria-prima, fortalecimento da marca da agroindústria no campo (principalmente com o consumidor final), atendimento à instrução normativa e, consequentemente, ao órgão fiscalizador, entre outros.

Além disso, existem várias outras vertentes de trabalho de acordo com a empresa contratada. Com isso, cabe a agroindústria avaliar qual melhor se adequa à sua demanda e o melhor custo benefício.

*As opiniões expressas nos artigos não necessariamente refletem a posição do Portal DBO.

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