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Revista DBO | Irrigação de pastagens exige planejamento

Em artigo, o zootecnista Adilson de Paula Almeida Aguiar diz que quanto maior o tempo gasto em planejamento, menor a probabilidade de erros

O sistema de irrigação por pivô central tem sido um dos mais usados para irrigação de forrageiras no Brasil, seguido pela aspersão.

Por Adilson de Paula Almeida Aguiar – Zootecnista, professor em cursos de pós-graduação do Rehagro e das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu); consultor associado da Consupec (Consultoria e Planejamento Pecuário), de MG, e investidor nas atividades de pecuária de corte e leite.

Nos últimos 122 anos, os objetivos da irrigação de pastagens tem sido solucionar o problema da estacionalidade forrageira; reduzir custos e tempo de trabalho para alimentar o rebanho; obter maior retorno líquido na produção animal, em comparação com os sistemas que precisam usar grãos e forragens conservadas (silagens, pré-secados, fenos); intensificar o uso da terra e aproveitar águas residuárias ou dejetos líquidos dos bovinos. As bases técnico-econômicas da irrigação de pastagens serão aqui revisadas a partir das dúvidas manifestadas, nos últimos 26 anos, por aqueles que têm interesse nesta tecnologia. A primeira e a mais importante medida que deve ser tomada por parte do pecuarista é a contratação de uma consultoria especializada na área.

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Essa consultoria deverá conhecer as coordenadas geográficas da propriedade (latitude e longitude), bem como sua altitude; estudar as condições climáticas da região onde ela se localiza (índice pluviométrico, evapotranspiração real e potencial, balanço hídrico, temperaturas médias, máxima e mínima, incidência de geadas etc.); estudar os solos da região onde a propriedade se localiza (sua classe, relevo, profundidade, drenagem, fertilidade, capacidade de retenção de umidade etc); deverá medir as vazões dos cursos de água da propriedade (córregos, rios, lagos, represas) no final da seca; verificar, junto aos órgãos estaduais ou federais de gestão de recursos hídricos, se há outorga para uso dos cursos de água existentes na propriedade; saber se a energia é monofásica ou trifásica e os programas de tarifa verde; definir o sistema de irrigação; conhecer o mercado regional (preços de terras, alternativas de uso da terra, preços de venda dos produtos produzidos pelo pecuarista, linhas de financiamento com período de carência e prazo para pagamento, taxas de juros etc) e conhecer o perfil da equipe da propriedade (o produtor e seus colaboradores).

Elaboração de diagnóstico

Com todas essas informações em mãos, a consultoria irá elaborar um diagnóstico e um projeto com viabilidades técnica e econômicas da irrigação de pastagens naquela propriedade, para apresentar para o produtor. Pode parecer complexo, e é mesmo, entretanto, quanto mais tempo for dedicado à fase de planejamento, mais eficaz será a execução do projeto e menor a probabilidade de se cometer erros e perder dinheiro.

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