JBS tem lucro líquido de R$ 5,142 bilhões no 1º trimestre, alta de 151% em 1 ano

A JBS Brasil apresentou aumento nas margens de lucros, apesar da redução de 5% no número de bovinos processados no período, em razão das suspensões temporárias de algumas plantas brasileiras para exportar para a China

A JBS encerrou o primeiro trimestre de 2022 com lucro líquido de R$ 5,142 bilhões, ou R$ 2,29 por ação, alta de 151,4% ante o verificado em igual período de 2021, informou a empresa, no release que acompanha os resultados, divulgado nesta quarta-feira (11), depois do fechamento do mercado.

A receita líquida foi recorde em R$ 90,866 bilhões, aumento de 20,8% em relação aos R$ 75,251 bilhões do primeiro trimestre do ano passado. Já o Ebtida ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 46,7%, de R$ 6,876 bilhões para R$ 10,084 bilhões. A margem ficou em 11,1%.

A dívida líquida da companhia somou R$ 66,488 bilhões, 4% inferior ao reportado em igual trimestre de 2021, de R$ 69,279 bilhões. Em dólares, a dívida líquida aumentou 13%, de US$ 10,035 bilhões para US$ 14,033 bilhões. Já a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 1,36 vez em reais e 1,53 vez em dólares no primeiro trimestre, contra 1,76 vez e 1,67 vez, respectivamente.

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Na comparação com o índice do trimestre anterior, o último de 2021, a alavancagem estava em 1,52 vez em reais e em 1,46 vez em dólares, alta e queda respectivamente.

O resultado financeiro líquido da empresa ficou negativo em R$ 210,073 milhões, contra um negativo de R$ 1,172 bilhão no primeiro trimestre de 2021.

Por unidade de negócio, o maior crescimento no Ebitda ajustado foi da JBS Austrália, com alta de 398%, seguido pela JBS Brasil, com avanço de 85,4%, pela Pilgrim’s Pride, que teve aumento de 67,4%, pela JBS USA Beef, que teve aumento de 55,7%, e pela JBS USA Pork, com alta de 20,1%. O Ebitda ajustado da Seara caiu 33,9%.

A empresa passou a divulgar os resultados da JBS Austrália neste trimestre (anteriormente parte da JBS Beef North America). Segundo a companhia, a unidade é a maior empresa de processamento de carnes e alimentos do país, com operações em carne bovina, ovina, suína, peixe e alimentos preparados.

Em relação à marca brasileira Seara, em comunicado enviado à imprensa, a companhia ressalta que os custos de produção permaneceram desafiadores, em especial farelo de soja e milho. “Estes aumentos vêm sendo parcialmente mitigados graças ao aumento de preços de venda, bem como um melhor mix de mercados, canais e produtos”, afirma.

No primeiro trimestre do ano, a Seara teve receita líquida 21% maior do que em igual período do ano anterior, para R$ 9,487 bilhões. A companhia atribui o resultado a um aumento de 6,3% no volume vendido e de 13,8% no preço médio de venda. As vendas no mercado interno, que responderam por 48% da receita da unidade, totalizaram R$ 4,6 bilhões, aumento de 17% ante igual período de 2021. No mercado externo, a receita líquida da Seara foi de R$ 4,9 bilhões, um crescimento de 24,9% em relação ao primeiro trimestre de 2021.

A JBS Brasil apresentou aumento nas margens de lucros, apesar da redução de 5% no número de bovinos processados no período, em razão das suspensões temporárias de algumas plantas brasileiras para exportar para a China. Em receita, contudo, houve crescimento de 24,2%, para R$ 14,3 bilhões. A JBS disse que o mercado doméstico o cenário macroeconômico continua bastante desafiador, pressionando o consumo de carne bovina.

“A companhia seguiu sua estratégia de impulsionar o portfólio de valor agregado e trabalhar as marcas junto aos consumidores”, aponta a empresa, no comunicado. Já no mercado externo, a receita foi 45,2% maior na mesma base comparativa, reflexo do crescimento de 17,3% no volume e de 20% no preço médio de venda de carne bovina in natura, impulsionado principalmente pela retomada das exportações brasileiras para a China.

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