Julho promete arroba gorda, mas bloqueio chinês entra no radar

Preço dispara nas principais praças pecuárias, com São Paulo fechando negócios a R$ 222 para pagamento a prazo

Com a virada do mês e a entrada da massa salarial de parte da população brasileira, o consumo doméstico de carne bovina tende a esboçar recuperação, o que estimulou uma maior compra de boiadas nesta quarta-feira, 1º de junho.

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“Alguns frigoríficos conseguiram estender as escalas de abate e ajustar a produção, resultando em novas valorizações da arroba em algumas praças pecuárias”, relata boletim pecuário da IHS Markit, grupo com sede em Londres, que no ano passado comprou a Informa Economics FNP e que agora passa por um processo de migração de marca e produto (com extinção do nome anterior).

Segundo levantamento da IHS Markit, nesta quarta-feira, os preços da boiada gorda subiram em algumas das principais regiões pecuárias do País, incluindo São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará. Na praça paulista, o anima terminado avançou para R$ 222/@, prazo, valor máximo (veja a relação dos principais preços regionais desta quarta-feira nesta tela).

“O cenário de maior demanda por proteína animal deve se manter firme ao longo da primeira quinzena do mês, abrindo margem para possíveis novas valorizações nos preços da arroba”, prevê a IHS Markit.

No entanto, dizem analistas, é preciso observar o andamento das medidas da China contra as fábricas mundiais de proteínas que não estão conseguindo eliminar a propagação da Covid-19 entre os funcionários de chão de fábrica. Cinco plantas brasileiras já foram impedidas, temporariamente, de exportar carne (bovina e de aves) para o mercado chinês por conta da doença.

A firmeza nas cotações da boiada gorda no mercado físico tem provocado uma reação também nas cotações dos contratos futuros negociados na B3, que estavam patinando ao redor de R$ 200/@ algumas semanas atrás e agora já atingem valores mais altos, ao redor de 215/@ (contratos para os últimos meses deste ano).

Confira as cotações máximas do boi gordo nesta quarta-feira (1/7), de acordo com a FNP:

SP-Noroeste: R$ 222/@ a (prazo)

MS-Dourados: R$ 207/@ (à vista)

MS-C. Grande: R$ 208/@ (prazo)

MS-Três Lagoas: R$ 208/@ (prazo)

MT-Cáceres: R$ 192/@ (prazo)

MT-Tangará: R$ 193/@ (prazo)

MT-B. Garças: R$ 193/@ (prazo)

MT-Cuiabá: R$ 188/@ (à vista)

MT-Colíder: R$ 182/@ (à vista)

GO-Goiânia: R$ 208/@ (prazo)

GO-Sul: R$ 207/@ (prazo)

PR-Maringá: R$ 215/@ (à vista)

MG-Triângulo: R$ 208/@ (prazo)

MG-B.H.: R$ 208/@ (prazo)

BA-F. Santana: R$ 215/@ (à vista)

RS-P.Alegre: R$ 205/@ (à vista)

RS-Fronteira: R$ 204/@ (à vista)

PA-Marabá: R$ 204/@ (prazo)

PA-Redenção: R$ 204/@ (prazo)

PA-Paragominas: R$ 204/@ (prazo)

TO-Araguaína: R$ 203/@ (prazo)

TO-Gurupi: R$ 201/@ (à vista)

RO-Cacoal: R$ 187/@ (à vista)

RJ-Campos: R$ 197/@ (prazo)

MA-Açailândia: R$ 200/@ (à vista)

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