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Kit da Embrapa aperfeiçoa diagnóstico da tuberculose

A ideia é que ele complemente o procedimento hoje autorizado pelo Mapa, chamado de intradermorreação, que detecta bem a infecção no início da vida do animal, mas perde eficiência com o avançar da idade do bovino

Kit foi licenciado para a norte-americana Ellie e aguarda registro do Mapa.

Por Ariosto Mesquita

Após 12 anos de estudos, a Embrapa apresentou, em junho, seu novo kit para diagnóstico da tuberculose bovina, que, associado ao intradérmico já utilizado no Brasil, pode tornar a testagem mais rápida e mais eficiente. Segundo o pesquisador Flábio Ribeiro Araújo, da Embrapa Gado de Corte, experimentos feitos na Espanha mostraram que a sensibilidade do teste hoje utilizado varia entre 50% e 80%. Ou seja, no índice mais baixo, metade dos animais infectados não é identificada. Os estudos com o novo teste, coordenados por Araújo, em cerca de 200 animais de três propriedades gaúchas, detectaram 88,7% de bovinos com tuberculose.

O nível de especificidade (proporção de indivíduos que não têm a doença e apresentam teste negativo) chega a 94,6% dos sadios. “Quanto menor a sensibilidade, maior é o risco de se deixar animais infectados dentro da propriedade. Já a testagem com especificidade reduz as chances de se eliminar animais sadios do rebanho”, explica. A tecnologia foi licenciada para a empresa norte-americana Ellie Lab e aguada registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O kit está sendo avaliado para comercialização em diversos países do mundo. A ideia é que ele complemente o procedimento hoje autorizado pelo Mapa, chamado de intradermorreação ou tuberculinização, que detecta bem a infecção no início da vida do animal, mas perde eficiência com o avançar da idade do bovino.

“Não podemos cravar uma idade limite. Cada animal responde à doença de forma diferente. Traçando um paralelo, é semelhante à Covid-19 com o ser humano: tem gente que desenvolve sintomas e outros não. E isso é bem complexo, pois envolve também fatores genéticos. Mas não é raro encontrar animais com menos de três anos apresentando lesões características de infecção crônica e que não respondem mais ao teste oficial”, explica Flábio Araújo.

Para aumentar a cobertura do diagnóstico, buscou-se um novo teste. Isso não quer dizer que os 88% de eficácia se repetirão prontamente mundo a fora: “Com o tempo e a utilização em massa do kit, teremos uma avaliação melhor do seu impacto. O que estamos propondo é primeiro testar o rebanho por intradermorreação (tuberculina) e depois submeter os negativados ao novo kit”, diz Araújo.

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