Limousin espera recuperar parte mercado perdido nos anos 2000

Com o preço médio de R$ 12.647, raça teve valorização recorde nos remates do ano passado
Umas das principais raças da pecuária brasileira entre meados da década de 1990 e 2000, o Limousin tem voltado ao radar do mercado de leilões nos últimos anos. Em 2018, a raça teve a maior valorização de sua no Brasil, de acordo com o Banco de Dados da DBO, ao ter 43 exemplares vendidos em remates ao preço médio de R$ 12.647.
De acordo com Pedro Nunes, superintendente técnico da Associação Brasileira de Limousin (ABL), a valorização reflete os bons resultados que a raça tem entregado nas fazendas, sobretudo na produção de bezerros. “Uma das principais características da raça é o ganho de peso na desmama. Os animais nascem leves, mas ganham peso muito rápido e isso facilita tanto a terminação na própria propriedade ou a venda como reposição”.
Com a valorização recorde, a raça movimentou R$ 543.840, sendo a maior arrecadação anual desde os R$ 778.130 de 2004, quando foram vendidos 234 animais à média de R$ 3.297
A maior média foi registrada no Leilão Elo de Raças, realizado pelas Cabanha VLD e Cabanha Alto Uruguai, no dia 16 de junho em Concórdia, SC. Na oportunidade, foram vendidos nove reprodutores à média de R$ 14.133 e cinco fêmeas a R$ 9.540. “Os produtores da região perceberam o excelente resultado de rendimento de carcaça de animais oriundos de cruzamentos com o Limousin e isso têm atraído um número cada vez maior de produtores ao nossos remates”, destacou Leandro Magro, da Cabanha VLD.
O Limousin foi uma das raças de destaque dos remates no Brasil durante as décadas de 1990 e 2000 e chegou a ser a segunda raça mais negocia do país no ano 2000, ficando atrás apenas do Nelore. Na ocasião, foram comercializados 1.916 exemplares à média de R$ 6.151, movimentando o total  R$ 11,7 milhões.
A queda nas vendas, segundo Pedro Nunes, aconteceu pelo fato de que muitos produtores aproveitaram que a “raça” estava na moda e comercializavam machos jovens que ainda não estavam prontos para cobrir a vacada no campo. “Isso prejudicou muito o desenvolvimento da raça no país. Pois eram animais de 15/16 meses super suplementados, anunciados como reprodutores”, lembra. “Quando esses animais chegavam nas fazendas dos compradores é claro que eles não conseguiam produzir e isso criou uma imagem negativa no Limousin”, acrescentou.
O executivo afirma que a lição foi aprendida e que hoje os produtores que permaneceram na raça têm tido a consciência de colocar no mercado apenas animais acima dos 24 meses, com exame andrológico completo e tratados de forma rústica
Para o futuro, Nunes espera que a valorização atraia novos criadores para a raça e que o Limousin consiga recuperar parte do mercado que foi perdido após a virada dos anos 2.000.
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Conteúdo original Revista DBO