Liquidação marca o fim da seleção da Nelore Paulicéia

Criatório da família Castro era um dos mais antigos e tradicionais de Mato Grosso
Criatório promovia um dos leilões mais disputados da Exposul, em Rondonópolis, MT/ Foto: Alisson Freitas

Por Alisson Freitas

Um dos mais tradicionais criatório de Mato Grosso, a Fazenda Paulicéia iniciou a liquidação de seu plantel na tarde de 24 de novembro em um leilão virtual transmitido pelo Canal Rural. O remate vendeu 219 lotes machos e fêmeas Nelore por R$ 1,4 milhão, registrando a média geral de R$ 6.479.

As fêmeas foram o foco da liquidação. Foram negociadas 177 bezerras, novilhas e matrizes à média de R$ 5.791. Já nos machos, a média para 42 animais foi de R$ 9.378, valor equivalente a 70,5@ de boi gordo para pagamento à vista no Sudeste de Mato Grosso (R$ 134/@).

O destaque do dia foi a venda do reprodutor Quatorze por R$ 48.000 para Peter Johannes Rietjens. Filho de FOX Convexo FIV em vaca Edhank TE BM da FC, o animal carrega em seu pedigree a genética dos raçadores Bitelo da SS e Fajardo da GB e chegou aos cinco anos e meio com peso de 1.215 kg e com 42 centímetros de CE.

A liquidação põe fim a uma seleção de quase seis décadas. O atual proprietário da marca, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, continuará na pecuária, mas trabalhando apenas com gado de corte.

Seleção Consagrada – O trabalho da seleção de Nelore da Paulicéia foi iniciado por Francisco Pugliesi em 1961, no Mato Grosso. A marca conquistou inúmeros títulos em exposições regionais e nacionais e alcançou os holofotes em meados da década de 1990, já sob o comando de Antônio Luiz de Castro, com o surgimento do touro Panagpur AL da Paulicéia, um dos mais importantes raçadores do Nelore no Brasil.

Desde o início da década de 2000, o trabalho era conduzido por Francisco Olavo Pugliesi de Castro, terceira geração da família à frente dos negócios, em Rondonópolis, MT. A outra propriedade da marca, a Fazenda Dora Paulicéia, também em Rondonópolis, pertencia a Dora de Castro, irmã de Chico, e foi vendida para Juscelino Antônio e Gilson Dourado, em 2012, passando a se chamar Fazenda Dourado da Paulicéia.

A organização do evento foi da Programa Leilões e a transmissão do Canal Rural. Os leiloeiros João Gabriel e Luciano Pires revezaram-se no comando do martelo.

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