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Governo quer polo tecnológico agropecuário em Londrina

Em novembro, Londrina organiza maratona criativa sobre soluções tecnológicas para as mudanças climáticas

Resultados mais rápidos e precisos para a agropecuária. Criar condições para que o país se torne um exportador de inovação e tecnologia do setor agropecuário.

A largada acontece em Londrina, PR, com a criação do primeiro de um conjunto de 12 polos tecnológicos que serão espalhados pelo país. A iniciativa  é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Segundo o diretor de Inovação do Mapa, Luís Cláudio França, o Brasil possui tecnologias de ponta no campo, mas ainda não exporta essa expertise para outros países. A partir desse primeiro passo em Londrina, a ideia é identificar em vários estados locais com vocação tecnológica e proximidade com instituições universitárias para implantar os demais polos de inovação agropecuária do Mapa. Os polos vão atrair universitários para trabalhar com as novas tecnologias para a produção rural.

A escolha de Londrina se justifica pela existência na cidade de mais de 1.200 pequenas e médias empresas de tecnologia. E deve se preparar para a realização de um grande hackathon em novembro – uma maratona criativa que vai reunir programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software, com o objetivo de criar soluções específicas para um ou vários desafios. Neste caso, pela primeira vez o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) vai abrir suas bases de dados para que os participantes criem soluções específicas para os desafios que serão lançados. Os primeiros terão como foco as informações sobre mudanças climáticas.

“Londrina foi a cidade escolhida para fazer um grande hackaton no segundo semestre, e depois vamos usar o polo tecnológico já existente para implementar várias novas tecnologias no Paraná. É o primeiro estado que o ministério vai apoiar e fazer o experimento”, disse a Ministra Tereza Cristina. Ela também agradeceu  emenda parlamentar da deputada Luisa Canziani (PTB-PR), que vai destinar recursos do orçamento federal à inovação tecnológica.

Luis Cláudio França explicou que as cadeias do agronegócio possuem problemas que podem ser solucionados por agritechs, como são chamadas as startups voltadas para as modernas tecnologias da agricultura. A ideia é fazer dezenas de hackathons em várias regiões do país, nos próximos meses, para botar toda a inteligência desses inovações a serviço do setor agropecuário brasileiro.

Portal DBO com informações do Mapa

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