Mato Grosso reduz em 7,4% abate de bovinos no mês de abril de 2022

Frigoríficos do MT abateram 330,84 mil cabeças no mês passado; fêmeas têm desempenho negativo na comparação com março, informa Imea

Em abril passado, os frigoríficos do Mato Grosso abateram 330,84 mil cabeças, o que significou queda de 7,46% (ou 26,67 mil cabeças a menos) em relação ao volume registrado em março/22, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT).

A retração nos abates deveu-se ao número menor de fêmeas levadas aos ganchos, em comparação ao mês anterior.

“Essa dinâmica ocorre sazonalmente, uma vez que o movimento de descarte de matrizes se concentra apenas no primeiro trimestre do ano”, justifica o Imea.

A abate de fêmeas no Mato Grosso atingiu 150,97 mil cabeças em abril/22, com redução de 15,36% (ou 27,39 mil cabeças a menos) sobre o mês anterior.

As regiões sudeste e norte lideraram o movimento de retração, com diminuição de 30,10% e 18,06%, respectivamente, considerando a mesma base de comparação.

Por sua vez, na categoria de machos, o abate teve ligeiro crescimento de 0,40% em abril/22, sobre março/22, totalizando 179,88 mil animais.

Nesse caso, as regiões noroeste e oeste que puxaram a alta, com volumes de 41,7% e 11,3% maiores frente a março/22, informa o Imea.

Suspensões chinesas – Segundo dados levantados pelo economista Yago Travagini, analista da Agrifatto, em abril/22, o abate de bovinos no Mato Grosso atingiu seu menor patamar em 2022, seguindo caminho contrário do resto do país durante os quatro primeiros meses deste ano.

Segundo Travagini, a principal explicação para o recuo no abate no mês passado é a paralisação de algumas plantas frigoríficas presentes no Mato Grosso.

“Somente no último mês, duas plantas frigoríficas deixaram de abater bovinos no Estado, uma em Colíder e outra em Pedra Preta”, informa o economista.

Além disso, a suspensão chinesa as plantas do JBS em Barra do Garças e do Marfrig em Tangará da Serra desacelerou o abate nessas indústrias, acrescenta ele.

Com esse resultado em abril/22, relata Travagini, Mato Grosso vê a sua participação sobre o total de bovinos abatidos no País recuar 4 pontos percentuais em relação ao quadro registrado em janeiro/22.

Quadrimestre – Apesar do resultado ruim em abril passado, o abate de bovinos no Mato Grosso segue maior em 2022 quando comparado ao mesmo período de 2021.

No primeiro quadrimestre deste ano 1,47 milhão de cabeças foram abatidas no Estado, 3,4% acima do resultado obtido no mesmo período de 2021, informa o analista da Agrifatto.

As fêmeas guiam esse aumento, com um incremento de 10,2% em relação ao mesmo período de 2021, alcançando 674,33 mil cabeças abatidas no acumulado de janeiro a abril de 2022.

Por outro lado, o número de machos abatidos no quadrimestre de 2022 ficou 1,7% menor que em 2021, com cerca de 792,88 mil cabeças levadas ao gancho.

Relação de troca – Em abril/22, os preços do farelo de soja e milho no Mato Grosso apresentaram queda de 12,31% e 6,42%, respectivamente, ante a março/22, para R$ 2.412,58/tonelada e R$ 73,67/sacas de 60 quilos, aponta o Imea.

No entanto, o preço da arroba do boi gordo apresentou queda de 4,99% no mesmo comparativo, e ficou cotado a R$ 291,93/@ na praça matogrossense.

Diante disso, informa o Imea, toda essa conjuntura reduziu a relação de troca do pecuarista em 7,71% para o farelo de soja, fechando em 8,26 @/tonelada, enquanto para o milho a redução foi de 1,50%, ficando em 0,25 @/sc em abril/22.

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