Meta da BRF é investir R$ 55 bilhões até 2030

Maior companhia de frangos e suínos do País quer chegar a uma receita anual global da ordem de R$ 100 bilhões nos próximos 10 anos

“Estamos abrindo um novo capítulo na história da BRF e ele fala de futuro”, foi uma das primeiras declarações feitas na manhã desta terça-feira (8/12), pelo CEO da BRF, Lorival Luz, em evento para apresentar o plano de negócios da companhia para os próximos 10 anos. A BRF, maior indústria de frangos e suínos do País, deve investir R$ 55 bilhões no período, tendo como meta sair de uma receita atual de cerca de R$ 35 bilhões anuais, para a casa de R$ 100 bilhões.

Para isso, a aposta está no fortalecimento de marcas que já são valiosas, como a Sadia – com valor de mercado da ordem de US$ 2 bilhões – Perdigão e uma aposta mais firme na internacionalização de suas operações. A Banvit, por exemplo, é uma marca forte nos mercados asiáticos e Oriente Médio. Na Turquia, ela é líder de mercado. 

Com a presença de investidores e executivos da BRF, o evento mostrou, em detalhes, o plano de investimentos que contempla três fases. Na primeira, de 2021 a 2023, serão aplicados R$ 18 bilhões. A companhia pretende apostar em produtos de maior valor agregado, no aumento do consumo de suínos e no mercado pet.

“A meta no período é dobrar a receita líquida, para R$ 65 bilhões anuais”, afirma Luz. Na segunda fase, entre os anos de 2024 e 2026, a meta é avançar 2,5 vezes o Ebtida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização). “Nesse período, nossa estimativa é de que 45% da receita já virão de produtos de valor agregado”, diz Luz. Na terceira fase, até 2030, com investimentos de R$ 19 bilhões, serão tomadas ações para acelerar os espaços abertos. 

A meta da companhia de investir em produtos de valor agregado passa por todo o portfólio. Hoje, o índice é 50% e a meta é chegar a 70% de tudo que é produzido. No campo, a BRF trabalha com 10 mil produtores integrados que criam aves e suínos para a companhia. Na agregação de valor de produtos suínos, o cenário é de um mercado que pode chegar a R$ 16 bilhões, quatro vezes o seu tamanho atual. No mercado de pets, hoje da ordem de R$ 40 bilhões, a previsão são de R$ 40 bilhões, em 2030.

Outra vertente de aposta é a de proteínas vindas de fontes variadas que não sejam proteína animal, destinadas ao mercado flexitariano e vegetariano. Para o Luz, esses produtos vão dividir as gôndolas, ao lado de laticínios e carnes. A empresa investiu  R$ 5 bilhões em pesquisas neste setor, nos últimos 5 anos. “Esse mercado representa menos de 3% dos produtos processados, mas tem um alto potencial de crescimento”, afirma o executivo.

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