“Não há espaço para uma maior pressão baixista nos preços”

Exportações em alta e escassez de animais no mercado explicam comportamento da arroba do boi gordo

“Não há espaço para uma maior pressão baixista nos preços da arroba”. Esta é a análise da Informa Economics FNP para o atual momento da pecuária. Nesta sexta-feira, embora o mercado físico do boi gordo continue enfraquecido pelo baixo consumo interno de carne bovina, as poucas variações de preços da arroba ocorridas foram predominantemente positivas.

Segundo a FNP, além da baixa oferta de animais prontos para abate, a forte atuação dos frigoríficos exportadores, que atendem o avanço da demanda da China pela proteína brasileira, tem ajudado a manter os preços do boi gordo em patamares firmes (e altos) nas principais regiões pecuárias do País.

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Nesta sexta-feira, o valor do boi gordo no Estado de São Paulo girou em torno de R$ 200/@, a prazo, de acordo com levantamento da FNP.

No mercado doméstico, porém, a demanda de cortes bovinas continua inconsistente, devido ao clima de instabilidade ocasionado pelo prolongamento das medidas de isolamento social contra a propagação da Covid-19.

Na avaliação da consultoria, o mercado  da carne bovina deve apresentar uma reação mais significativa apenas no início de junho, com a entrada da massa salarial da população. Atualmente, no atacado, os valores dos principais cortes bovinos se mantêm estáveis. “Apesar do baixo consumo de proteína no país, que limita a procura por carne para reposição das gôndolas nos supermercados, a redução dos abates nas indústrias tem ajustado a produção à demanda e, consequentemente, dado suporte para manutenção de preços firmes”, justifica a FNP.

Por isso, no curtíssimo prazo, as indústrias devem trabalhar com escalas de abate encurtadas, adquirindo animais apenas para programações mais urgentes, devido ao receio de promover excedentes de carne bovina nas câmaras frigoríficas.

Giro por outras praças

No Mato Grosso, os negócios foram realizados a preços mais altos nesta sexta-feira. “Apesar da instabilidade na venda dos cortes bovinos, fator retratado por alguns frigoríficos pesquisados no MT, a oferta de boiada gorda ainda é, de certa forma, restrita devido ao período de entressafra, o que impede uma pressão baixista mais forte sob as cotações”, relata a FNP.

Em Goiás, a arroba também se valorizou hoje. A baixa disponibilidade de animais terminados no mercado, fruto do momento que vive o setor de bovinocultura de corte, tem favorecido as cotações da boiada gorda, mesmo com as compras limitadas apenas para abates urgentes, avalia a FNP.

No Mato Grosso do Sul, apesar do registro de ajustes positivos nas cotações, o mercado se manteve com baixa liquidez. Diante do consumo irregular no mercado doméstico, muitas indústrias reduziram o volume de compras, adquirindo boiada apenas para compromissos mais urgentes. As escalas das indústrias do MS atendem, em média, cinco dias.

Em Rondônia, a cotação da arroba registrou alta nesta sexta-feira. Os pecuaristas da região dispõem de boa quantidade de massa verde nas pastagens e conseguem especular valores mais altos pelo gado para abate. Além disso, plantas habilitadas do Norte do País têm se beneficiado do ritmo firme de exportações e da desvalorização cambial.

No Tocantins, poucos lotes de boiadas são ofertados no mercado e com a dificuldade em obter matéria prima, as indústrias aumentaram os valores oferecidos pelo gado gordo.

No Maranhão, com a atuação mais ativa dos frigoríficos para preencher as programações de abate, a arroba também se valorizou nesta sexta-feira, segundo a FNP.

Confira as cotações desta sexta-feira, 22 de maio, de acordo com a FNP:

SP-Noroeste: R$ 200/@ a (prazo)

MS-Dourados: R$ 180/@ (à vista)

MS-C. Grande: R$ 180/@ (prazo)

MS-Três Lagoas: R$ 181/@ (prazo)

MT-Cáceres: R$ 176/@ (prazo)

MT-Tangará: R$ 176/@ (prazo)

MT-B. Garças: R$ 175/@ (prazo)

MT-Cuiabá: R$ 173/@ (à vista)

MT-Colíder: R$ 170/@ (à vista)

GO-Goiânia: R$ 182/@ (prazo)

GO-Sul: R$ 181/@ (prazo)

PR-Maringá: R$ 178/@ (à vista)

MG-Triângulo: R$ 192/@ (prazo)

MG-B.H.: R$ 182/@ (prazo)

BA-F. Santana: R$ 187/@ (à vista)

RS-P.Alegre: R$ 188/@ (à vista)

RS-Fronteira: R$ 186/@ (à vista)

PA-Marabá: R$ 187/@ (prazo)

PA-Redenção: R$ 185/@ (prazo)

PA-Paragominas: R$ 192/@ (prazo)

TO-Araguaína: R$ 183/@ (prazo)

TO-Gurupi: R$ 181/@ (à vista)

RO-Cacoal: R$ 175/@ (à vista)

RJ-Campos: R$ 180/@ (prazo)

MA-Açailândia: R$ 180/@ (à vista)

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