Não se deve responsabilizar os pecuaristas do Pantanal por atear fogo no bioma, diz Ricardo Salles

Ministro do Meio Ambiente afirma que a criação de gado na região ajuda a controlar o acúmulo de matéria orgânica que estaria sujeita a pegar fogo
Ministro Ricardo Salles ao lado do presidente Jair Bolsonaro, em live semanal. Foto: Reprodução/Facebook

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que não se deve responsabilizar os pecuaristas do Pantanal por atear fogo no bioma e argumentou que a criação de gado na região ajuda a controlar o acúmulo de matéria orgânica que estaria sujeita a pegar fogo. Ele fez as afirmações na noite de quinta-feira (24/9), ao lado do presidente Jair Bolsonaro, durante a transmissão semanal ao vivo pela internet.

O pantaneiro, o pecuarista lá é um colaborador. E a pecuária ajuda a diminuir a matéria orgânica porque o gado come pasto e não deixa acumular“, apontou. Mais cedo, ele esteve na cidade pantaneira de Poconé (MT) acompanhando o trabalho de brigadistas no combate às chamas.

Durante a live, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que o Brasil é o país “que mais preserva suas florestas” e que seu governo é vítima de uma campanha internacional de desinformação que tem, segundo ele, motivações comerciais.

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“O Brasil é o país que mais preserva. Agora, por que esse ataque criminoso, essa desinformação absurda em cima do Brasil? É o jogo econômico. Nós temos commodities, o que produzimos no campo. E, obviamente, países – não quero citar nomes para não ter polêmica, mas o pessoal deve saber qual país europeu está muito interessado nisso – fazem uma campanha massiva no Brasil, nos acusando de ser terroristas ambientais”.

Ricardo Salles também afirmou que a falta de manejo preventivo do fogo potencializou as queimadas registradas no Pantanal neste ano. Em 2020, os incêndios já destruíram mais de 3 milhões de hectares na região.

“Quando você, fora do período seco, fora do período quente, coloca fogo de propósito e de maneira controlada pra diminuir a quantidade de matéria orgânica, resto de folha, galhos, enfim, se você não faz isso durante dois anos, que é o que vem acontecendo lá, aquele material vai se acumulando e secando de tal forma que, quando pega fogo, pega fogo numa proporção que é muito difícil de controlar porque não tomou a medida preventiva no tempo correto. E, por isso, as queimadas deste ano foram muito piores do que em períodos anteriores”, disse.

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