Nos EUA, processadora de carne é multada por surto de Covid-19 em fábrica

Esta é a primeira multa relacionada à Covid-19 imposta pelo governo americano a um frigorífico
Foto: Smithfield/Divulgação

O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos multou a processadora de carne suína Smithfield Foods, controlada pelo WH Group, de Hong Kong, por causa de um surto de Covid-19 que infectou cerca de 1.300 trabalhadores e levou a quatro mortes em uma unidade em Dakota do Sul. Segundo o departamento, a companhia falhou em proteger os funcionários.

Esta é a primeira multa relacionada à Covid-19 imposta pelo governo federal a um frigorífico, disse o departamento. Durante a primavera no Hemisfério Norte, a doença se espalhou rapidamente entre trabalhadores de unidades de processamento de carne, forçando a Smithfield e outras empresas a fechar temporariamente suas fábricas.

A Smithfield disse que vai contestar a citação, que acarreta uma multa de US$ 13.494, o máximo permitido por lei, de acordo com a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) do Departamento de Trabalho. A fábrica de Sioux Falls, em Dakota do Sul, é uma das maiores da indústria de suínos, com cerca de 3.700 trabalhadores e capacidade diária de abate de 20 mil animais.

Depois que a unidade foi associada a mais de 200 infecções por covid-19 no início de abril, a governadora de Dakota do Sul, Kristi Noem, pediu à Smithfield para fechá-la por um período prolongado. A empresa o fez, mas o CEO, Kenneth Sullivan, advertiu que o fechamento de fábricas ameaçaria o abastecimento de alimentos dos EUA.

A OSHA disse na quinta-feira que, depois de inspecionar as instalações de Sioux Falls, chegou à conclusão de que a Smithfield não forneceu um local de trabalho livre de perigos que pudessem causar morte ou danos graves aos funcionários. A agência disse que pelo menos 1.294 trabalhadores da fábrica contraíram o vírus durante a primavera, e quatro morreram.

A Smithfield criticou a OSHA por citar a empresa sobre as condições das fábricas em março, quando a agência ainda não tinha emitido diretrizes para a indústria de carnes. Segundo a chefe de assuntos corporativos da Smithfield, Keira Lombardo, a empresa solicitou a visita da OSHA mais cedo, mas a agência não o fez. Ela acrescentou que a Smithfield gastou US$ 350 milhões em despesas relacionadas ao coronavírus entre abril e julho, e que a OSHA apontou algumas das ações da companhia como modelo para outros frigoríficos.

A United Food and Commercial Workers International Union, que representa os funcionários da fábrica da Smithfield, considerou a multa proposta um insulto. “A OSHA está distraída durante essa pandemia e este é apenas o exemplo mais recente da agência deixando de fazer seu trabalho e assumir a responsabilidade pela segurança do trabalhador”, disse o presidente do sindicato, Marc Perrone. Uma porta-voz da OSHA não comentou imediatamente o assunto.

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