[full-banner-1170-x-134-home-geral1]

Novilhas hiperprecoces dão carcaça de qualidade

Experimento conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Goiás, em São Luís de Montes Belos, comprova qualidade e melhor rendimento de carcaça de fêmeas superprecoces terminadas em confinamento

Cobertura de gordura das cruzadas Angus x Nelore ficou acima dos 3mm, tanto para as de 12 como as de 15 meses de idade.

Por Renato Tângari Dib – Zootecnista, mestre em Zootecnia pela Universidade Federal de Lavras e professor da Universidade Estadual de Goiás; e Cláudia Peixoto Bueno – Veterinária, mestre em Ciência Animal pela Universidade Federal de Goiás e professora na Universidade Estadual de Goiás

A pecuária de corte no Brasil tem relevante importância mundial. Em 2019, o País tornou-se o segundo maior produtor e primeiro exportador de carne bovina do mundo, com 23,6% da produção destinada à exportação. Neste contexto, as novilhas têm ganhado cada vez mais espaço na produção de carne, por depositarem gordura mais rápido. É importante saber, contudo, se fêmeas hiperprecoces (12 meses) fornecem carcaças tão boas quanto as precoces (15 meses).

Um experimento conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Goiás, Campus Oeste, em São Luís de Montes Belos, dentro do Programa de Pós-Graduação em Produção Animal e Forragicultura da instituição, procurou avaliar o desempenho desses animais no gancho, escolhendo para avaliação um grupo racial muito comum em projetos de engorda intensiva: cruzados Nelore/Aberdeen Angus, terminadas em sistema de confinamento.

Foram avaliados, nas duas faixas etárias, tanto indicadores zootécnicos (ganho médio de peso diário, eficiência alimentar etc) quanto características de carcaça (peso, rendimento, acabamento de gordura). A escolha das fêmeas cruzadas (F1) Nelore/Aberdeen Angus se justifica também porque esse grupo genético vai para o abate mais cedo, possibilitando abate aos 12-15 meses, se alimentados com ração desde a desmama. Restava saber em que idade elas atingem o peso, rendimento de carcaça e espessura de gordura subcutânea demandados pelo mercado, especialmente em se tratando de carne premium, que exibe padrão de acabamento.

O estudo da UEG foi realizado no confinamento da Fazenda Vera Cruz da Água Limpa, município de Britânia, Goiás. Foram 151 dias de confinamento. Os dados se referem a 40 fêmeas F1, 20 delas com 12 meses de idade e as outras 20 com 15 meses. Todos os animais receberam a mesma dieta, formulada com ajuda do Software Nutrient Requeriments of Beef Cattle versão 1996 (veja tabela abaixo), visando um ganho médio de peso diário (GMD) de 1,2 kg por cabeça.

Para continuar lendo é preciso ser assinante.

Você merece este e todo o rico conteúdo da Revista DBO.
Escolha agora o plano de assinatura que mais lhe convém.

Invista na melhor informação. Uma única dica que você aproveite pagará com folga o valor da assinatura.

Se já é assinante, entre com sua conta

Você precisa adquirir uma de nossas assinaturas.
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no pocket
Pocket
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no skype
Skype
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no pocket
Pocket
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no tumblr
Tumblr
Compartilhar no print
Print

Veja também: