Pacientes internados no RJ não estão com doença do mal da vaca louca

O INI/Fiocruz e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmam que as suspeitas são da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ)

A informação que duas pessoas internadas na cidade do Rio de Janeiro com suspeita da doença do mal da vaca louca ganhou destaque em vários veículos de comunicação pelo País no início da tarde desta quinta-feira, 11/11.

A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz) e logo depois foi corrigida, às 15h40, segundo o boletim médico, expedido pelo Dr. Estevão Portela Nunes, vice-diretor de Serviços Clínicos do INI/Fiocruz, e logo também repassada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) esclarece que os dois (02) pacientes internados para investigação de Encefalopatia Espongiforme Bovina (“doença da vaca louca”) estão com suspeita da forma esporádica da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), considerando os aspectos clínicos e radiológicos”, diz Nunes, em nota.

Nunes afirma que essa forma esporádica da doença não tem relação com o consumo de carne e reitera que os pacientes estão internados no Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 do INI e que ambos os casos não têm confirmação diagnóstica.

O que é essa doença?

Segundo informações do Ministério da Saúde, a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) [lê-se ‘croitzfeldt jacob’] é uma doença neurodegenerativa, caracterizada por provocar uma desordem cerebral com perda de memória e tremores. É de rápida evolução, e de forma inevitável, leva à morte do paciente.

É um tipo de Encefalopatia Espongiforme Transmissível (EET) que acomete os humanos.

As EETs são chamadas assim por causa do seu poder de transmissibilidade e suas características neuropatológicas que provocam alterações espongiformes no cérebro das pessoas (aspectos esponjosos).

Doença esporádica e desconhecida

Segundo a nota do Mapa, a maior incidência da DCJ ocorre de forma esporádica, tem causa e fonte infecciosas desconhecidas.

Confira na íntegra a nota da pasta, divulgada nesta quinta-feira, 11:

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) esclarece que os casos de doenças neurodegenerativas investigados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), conforme noticiado na imprensa, tratam-se de suspeitas da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

Desta forma, os casos suspeitos não têm relação com consumo de carne bovina.

A maior incidência da doença ocorre de forma esporádica e tem causa e fonte infecciosas desconhecidas.

De acordo com informações disponíveis no site do Ministério da Saúde, entre os anos de 2005 e 2014, foram notificados, no Brasil, 603 casos suspeitos de DCJ. Desde que a vigilância da DCJ foi instituída no Brasil, nenhum caso da forma vDCJ foi confirmado. A vDCJ é uma variante da DCJ, associada ao consumo de carne bovina.

Sobre os casos, o INI/Fiocruz informa ainda que não serão divulgados detalhes que possam identificar os pacientes em respeito à confidencialidade da relação médico-paciente, de acordo com o estabelecido pelo Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina.

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