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Maristela Franco

Avanço da pecuária na era digital

Foto: Fazenda Bela Vista

Fazenda Bela Vista, em São Paulo, melhora índices zootécnicos e gestão operacional com software Confinatto, específico para recria/engorda

Quando Caio Sebastião Alves Borges completou 18 anos, em 2003, ganhou do pai, Sebastião Lúcio Borges, alguns bezerros comerciais para iniciar seu próprio negócio. “Eu não gostava muito de estudar, então ele achou que eu devia aprender, na prática, a ser produtor. Foi muito bom, porque sempre gostei de gado. Meu avô era pecuarista-raiz, tocava boiada na estrada. Já meu irmão, Sebastião Filho, prefere a agricultura e meu pai gosta das duas coisas”, conta.

Foto: Fazenda Bela Vista

Fazenda Bela Vista, em São Paulo, melhora índices zootécnicos e gestão operacional com software Confinatto, específico para recria/engorda

Quando Caio Sebastião Alves Borges completou 18 anos, em 2003, ganhou do pai, Sebastião Lúcio Borges, alguns bezerros comerciais para iniciar seu próprio negócio. “Eu não gostava muito de estudar, então ele achou que eu devia aprender, na prática, a ser produtor. Foi muito bom, porque sempre gostei de gado. Meu avô era pecuarista-raiz, tocava boiada na estrada. Já meu irmão, Sebastião Filho, prefere a agricultura e meu pai gosta das duas coisas”, conta.

O presente do pai realmente mudou a vida do jovem produtor, que decidiu recriar os bezerros a pasto e engordá-los no pequeno confinamento da Fazenda Bela Vista, de 585 ha, localizada em Campos Novos Paulista, no sudoeste do Estado. À época, as instalações eram usadas somente para a terminação de fêmeas (200 por ano). Hoje, confinam quase 5.000 animais, usando modernas técnicas de nutrição e um software específico para gestão do negócio.

O caminho até os dias atuais, contudo, não foi fácil. “Tive de aprender muita coisa. A ração que a gente usava no começo era composta basicamente por resíduos de lavoura e bagaço de cana; os animais só ganham 1,3 kg/cab/dia e demoravam muito para atingir peso de abate. Observando projetos de vizinhos, conversando com o pessoal da Agroceres, fui mudando a dieta, colocando mais grãos na mistura e o desempenho dos animais melhorou muito”, relata Caio, que hoje administra todo o projeto pecuário do grupo.

Foto 1: Sebastião Filho, Sebastião Lúcio Borges, Caio Sebastião Alves Borges | Foto 2: Carlos Henrique Kulik, consultor da Agroceres.

Sistema de produção

O principal negócio da família, que tem outras três propriedades na região, é a agricultura. “A Bela Vista tem apenas 40-50 ha de pasto perene, o resto é lavoura. Essa área com capim é usada para sequestro dos bezerros de novembro a abril, mês em que cerca de 900 ha de Brachiaria ruziziensis, formados nas áreas de ILP das quatro fazendas, começam a receber os animais de recria”, conta o gestor, frisando que, em 2021, a seca e a geada acabaram com essas pastagens. “O jeito foi tratar todos os bezerros”, lamenta.

A terminação é feita no confinamento, que tem capacidade estática para 2.000 cabeças e faz, em média, 2,5 giros por ano. Os machos Nelore e cruzados Angus entram nas instalações com [email protected] e são abatidos com [email protected] ou mais. Na recria, eles recebem proteinado (se a oferta de capim for boa) ou ração concentrada na proporção de 0,5% do peso vivo (se for ruim).

“Nos últimos anos, a dieta do confinamento mudou da água pro vinho. A fonte de fibra ainda é o bagaço de cana cru, mas o concentrado inclui silagem de grão úmido, polpa cítrica, farelo de amendoim, núcleo e ureia”, informa Carlos Henrique Kulik, consultor de serviços técnicos da Agroceres Multimix. Em função dessa mudança, o ganho de peso dos animais passou para 1,580 kg/cab/dia e o rendimento foi de 53% para 57%.

Fotos: Fazenda Bela Vista

Software garante controle

Como a concorrência da agricultura é grande, a pecuária da Bela Vista precisa dar lucro. “Temos, inclusive, de pagar os grãos que recebemos da área agrícola do grupo pelo preço de mercado”, explica Caio. Conforme o confinamento foi crescendo, ele sentiu necessidade de profissionalizar a coleta de dados e passou a usar o software Confinatto, da Agroceres Multimix. “Tem ajudado muito. Consigo ver pelo aplicativo de celular tudo que está acontecendo no confinamento, desde o nível de consumo de ração até a movimentação de estoques de insumos”, garante.

Segundo Cassiele Aparecida de Oliveira, consultora de serviços da Agroceres Multimix, o software foi lançado em 2017 e já está sendo usado por 26 fazendas. “Além do planejamento da rotina diária do confinamento (montagem dos vagões de ração, distribuição de alimento, fichas de escore de cocho, recebimento de matérias-primas, fluxo de produção etc), é possível calcular o custo operacional, comparar o desempenho entre lotes e fazer balanço zootécnico-financeiro do confinamento”, diz Cassiele.

Caio conta que, antes, usava apenas uma planilha de excel para lançar dados brutos. “Hoje, os números são muito mais detalhados e precisos, o que me possibilita avaliar o negócio de vários ângulos, fazer planejamento alimentar, emitir relatórios financeiros; tudo na mesma plataforma on line”, diz.

O software também facilita o trabalho de Carlos Kulik na parte nutricional. “Conseguimos checar de forma simples e prática se a ração formulada é a que realmente está sendo entregue e qual o desempenho apresentado pelos animais, a curva de consumo, dentre outros parâmetros importantes de serem monitorados na rotina da operação”, diz.

Case: Fazenda Bela Vista

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