Pecuária ambientalmente sustentável, por Carlos Viacava

Para o pecuarista, deixar as pastagens degradadas implica em prejuízos vários para os produtores e para a sociedade em geral

A pecuária brasileira vem experimentando um aumento de produtividade, com avanços ambientais significativos. Segundo dados do estudo “Cálculo da Pegada de Carbono e Hídrica na Cadeia da Carne Bovina no Brasil”, que faz parte do projeto do Instituto Escolhas “Do Pasto ao Prato: Subsídios e Pegada Ambiental da Carne Bovina”, publicado pela Folha de São Paulo em 31 de janeiro de 2020, nossa pecuária produziu mais carne por hectare e menos gases de efeito estufa por quilo de carne.

De acordo com o jornal, entre 2008 a 2017 o rebanho bovino de corte passou de 166,7 milhões para 183,7 milhões de cabeças. A quantidade de carcaça processada, cresceu de 6,6 milhões para 7,7 milhões de toneladas, enquanto a área ocupada pela pecuária passou de 139 milhões para 141 milhões de hectares. Isto significa um aumento de lotação e um aumento de mais de 15% na produção, que passou de 47,48 quilos para 54,61 quilos por hectare ano, com a consequente redução da emissão de gases de efeito estufa por quilo de carne.

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Segundo o estudo a melhoria da eficiência ambiental decorreu principalmente pela diminuição do desmatamento para a produção de carne. A “pegada de carbono” reduziu-se de 157 kg CO2eq/kg carne para 64 kg CO2eq/kg carne, de 2008 a 2017.

No entanto o estudo também detectou diferenças importantes na eficiência ambiental entre diversos sistemas de produção como pasto degradado (PD), pasto estável (PE), pasto bem manejado (PBM), sistema integrado (SI) e confinamento (CO).

O jornal destaca que nos sistemas integrados de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária- Floresta) ocorre a “emissão negativa”, ou seja, um “sumidouro de carbono” (sic), observando-se um sequestro de carbono em torno de 27 kg CO2eq/kg carne ao longo da década.

Pastagens degradadas implicam prejuízos vários para os produtores e para a sociedade em geral. Aumentam a pegada de carbono e usam solo de modo ineficiente, o que por sua vez induz a abertura de novas áreas para a pastagem e, assim, para mais emissões”, destaca a reportagem.

E nós acrescentamos que a ILPF significa a produção sustentável da carne dos pontos de vista ambiental, social e econômico.

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