PIB do agronegócio cresce 3,78% de janeiro a abril

Crescimento foi puxado principalmente pela alta de 8,22% no segmento primário (dentro da porteira)
Foto: Ednilson Aguiar

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 3,78% no primeiro quadrimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 07 de julho, pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Em de abril, a alta foi 0,36%. O resultado foi o menor crescimento mensal registrado ao longo deste ano, diante dos impactos da pandemia da Covid-19.

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Entre os ramos do agronegócio, o agrícola teve pequena queda de 0,19% em abril, mas acumula avanço de 1,72% no ano. Já o pecuário cresceu 1,45% no mês e expressivos 8,01% no ano. A agroindústria, setor mais afetado pelas medidas relacionadas à Covid-19, recuou 1,08% no mesmo mês.

Nesse mês, que foi o primeiro marcado em sua totalidade pelos efeitos das medidas relacionadas ao coronavírus, houve forte queda de produção da agroindústria de base agrícola, com baixas acentuadas para móveis e produtos de madeira, biocombustíveis, têxteis e vestuário e bebidas. Ao contrário, os segmentos de insumos e primário cresceram no mês, 0,46% e 3,26%, respectivamente”, informa a publicação.

Segundo o estudo, de janeiro a abril deste ano, no segmento primário agrícola, os produtos destaques em termos de altas de preços foram milho, café, cacau e arroz, com altas superiores a 20%, além de soja, trigo, mandioca e cana.

A publicação aponta que o bom comportamento do segmento primário pecuário é reflexo dos preços elevados em 2020, com destaque para o boi gordo, suínos e ovos. O resultado reflete um efeito inercial da forte elevação ao longo de 2019, relacionada à Peste Suína Africana.

De acordo com os analistas do Cepea, em abril, a demanda doméstica por carne bovina manteve-se estável e as exportações mantiveram-se aquecidas.
Se por um lado a demanda doméstica de carnes tem sido afetada pela crise econômica desencadeada pelo coronavírus, por outro, a demanda externa segue em alta puxada ainda pelos efeitos da Peste Suína Africana na China, e mais recentemente pela desvalorização do Real frente ao dólar que amplia a competitividade das proteínas brasileiras”, informa o estudo.

Ainda de acordo com o Cepea, no caso das carnes suína e de frango, houve retração da demanda doméstica no mês devido o fechamento ou a redução de atividades de restaurantes e outros estabelecimentos de alimentação, mas as exportações também se mantiveram aquecidas.

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Conteúdo original Revista DBO