Plano Safra trará mais incentivos à produção de milho, afirma Tereza Cristina

Ministra sinalizou políticas para o cereal, frente à demanda na nutrição de bovinos e de investimentos no setor de aves e suínos

A ministra Tereza Cristina, comandante da pasta de Agricultura, Pecuária e Abastecimento passou por uma sabatina de perguntas na noite da última terça-feira (27/4).

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O evento organizado pela Agroconsult, realizadora da expedição Rally da Safra, trouxe algumas questões sobre temas como regularização fundiária, crédito rural e logística, trazidas por produtores rurais e profissionais do setor.

Entre suas explanações, e sem dar muitos detalhes, Tereza falou o que está por vir no Plano Safra 2021/2022, ainda sem data de lançamento oficial.

(Foto: Antonio Araujo/Mapa)

“Vamos ter novidades que a gente pretende, em breve, ter isso bem conciliado. Junto com o Ministério da Economia, vamos lançar algumas modificações para auxiliar na tomada de decisão do plantio de milho tanto na safra de verão quanto na safrinha, e até mesmo o sorgo”, revelou.

Segundo Tereza Cristina, as políticas a serem adotadas devem refletir numa maior produção do grão para a próxima safra, diante do aumento da necessidade do cereal para a alimentação de bovinos, e com vistas de grandes investimentos no setor de aves e suínos.

“Eu tenho notícias, aqui no Ministério, de mais de R$ 20 bilhões de investimentos nessa área de aves e suínos, então, a gente vai precisar de muito milho”, declarou a ministra.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a produção do grão é de 109 milhões de toneladas, 6,3% a mais que a safra 2019/2020. Um pouco mais ponderada, a Agroconsult estima uma safra de 103 milhões de toneladas.

Crédito rural – Outro tema de destaque na transmissão online foi a questão do crédito rural, que por conta da situação econômica tem ficado cada vez mais curto, mediante o próprio aumento da produção agropecuária brasileira (veja como foi, clicando AQUI).

No ano passado, foram destinados R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, mas apesar do aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior, o retrato que se viu foi o fim de recursos para compra de máquinas.

“Entre as novidades é trazer o investidor urbano, para que ele possa investir no agro, um setor com atividades que têm retorno e que mais cresce no País.”

Para a ela, o caminho ficará melhor com o melhor estabelecimentos das políticas como a Lei do Agro e dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros), fortalecendo a participação dos bancos privados no crédito rural, e até trazendo novos investidores.

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