Preço das hortaliças no atacado cai em março

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a queda no consumo e o aumento da oferta nos mercados influenciaram nas cotações
Foto: Pixabay

Os preços das principais hortaliças (alface, cenoura, batata, cebola e tomate), comercializadas no atacado, em março, registraram queda. O resultado, em geral, é reflexo de uma maior oferta nos mercados e uma diminuição no consumo, informa a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no 4º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quinta-feira, 15 de abril.

Conforme comunicado da estatal, “enquanto o avanço da colheita resulta numa maior quantidade de produto nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas, as medidas restritivas para o combate ao novo coronavírus afetam a demanda. Em abril, o cenário segue ainda incerto”.

A pesquisa da Conab considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do País e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA

Segundo a Conab, a maior queda foi verificada nos preços de comercialização da batata. Para o tubérculo, as cotações caíram dois dígitos em todas as Ceasas pesquisadas. O Rio de Janeiro foi o Estado que registrou o barateamento mais intenso, atingindo um porcentual negativo de 39,47%. “Com o pico da safra das águas registrado entre fevereiro e março, essa redução era esperada. Já para este mês a tendência é que ocorra pressão de alta nos preços”, estima a Conab.

No caso da cenoura, o entreposto de Goiás registrou queda significativa nos preços da raiz, sendo que nesse atacado ficou 24,84% mais barata. “Mesmo que já seja possível observar uma reversão da tendência de declínio dos preços da cenoura, o aumento registrado no início de abril ainda é pequeno, tanto pela demanda continuar retraída quanto pela qualidade do produto ofertada nos mercados”, ponderam os técnicos da Conab.

Cebola e tomate também registram comportamento semelhante. A oferta de cebola aumentou cerca de 15% no País. “Mas a tendência dos preços para abril será determinada pela intensificação da colheita nas regiões produtoras do Nordeste, uma vez que se registra o fim da safra no Sul do País”, diz a Conab.

Em abril, as cotações do tomate, por sua vez, começam a apresentar alta. “O ápice da safra de verão já ocorreu e a oferta das áreas produtoras não deve se sustentar nos mesmos níveis.”

Frutas

No segmento de frutas, o estudo da Conab também considerou os alimentos com maior participação na comercialização e no cálculo da inflação (banana, laranja, maçã, mamão e melancia).

Os destaques, conforme a Conab, vão para a maçã e o mamão que tiveram comportamentos opostos. Enquanto a primeira ficou mais barata em todas as centrais analisadas, a segunda teve elevação das cotações, chegando a quase triplicar de preço em Goiânia com alta de 144,85%.

A queda nos valores comercializados da maçã segue os motivos das reduções nas hortaliças, uma maior oferta nas regiões produtoras – principalmente com a intensificação da variedade fuji – combinada com a demanda mais fraca“, diz a Conab.

Para o mamão, apesar da diminuição pela procura do produto, a queda da colheita na maioria das regiões produtoras foi determinante para a alta. A expectativa é que em abril ocorra um aumento no volume do produto disponível no atacado, já que há expectativa de amadurecimento precoce de frutas no oeste baiano, devido ao calor projetado para a região pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No caso da banana, o mês de março registrou elevação da oferta em quase todas as Ceasas e queda de preços na maioria delas. De acordo com a Conab, essa dinâmica foi influenciada pelo aumento do volume colhido de banana nanica, no fim do mês, na microrregião de Registro/SP (Vale do Ribeira), da banana prata na microrregião de Janaúba/MG e da queda geral da demanda.

Se fevereiro teve queda da comercialização de laranjas em todas as Ceasas, somada a pequenas oscilações de preços, março registrou leve alta da comercialização conjugada a pequenas elevações nas cotações. Isso ocorreu “muito em virtude da melhor qualidade das frutas comercializadas (principalmente as precoces e as laranjas pera tardias)”, dizem os técnicos.

O leve aumento da oferta de melancias no decorrer do mês na maioria das Ceasas não se transformou automaticamente em grande queda das cotações, diz a Conab. A demanda foi amortecida, e para não haver grande queda de preços e da rentabilidade, menos melancias foram adquiridas pelos atacadistas, principalmente levando-se em conta o mesmo período do ano passado.

Compartilhe
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email

Publieditorial

2742961

Newsletters DBO

Os destaques do dia da pecuária de corte, pecuária leiteira e agricultura diretamente no seu e-mail.