Boas perspectivas para a arroba do boi no mercado futuro

Preços têm se sustentado desde o fim da greve dos caminhoneiros, mas ainda há espaço para possíveis altas
Foto: Pixabay

Por Alisson Freitas

Após ficar travado desde o fim de maio, em função da greve dos caminhoneiros, o preço do boi gordo no mercado futuro reagiu na segunda quinzena de junho. Na abertura desta segunda-feira, 18, a cotação da arroba na B3 (antiga BM&F) para entrega em agosto foi de R$ 146,65, alta de R$ 0,50 em relação ao fechamento da última sexta-feira, 15.

De acordo com o analista da Radar Investimentos, Douglas Coelho, esse movimento é puxado, principalmente, pela período de entressafra. “O mercado futuro tem demonstrado firmeza desde o fim da greve dos caminhoneiros e há espaço para possíveis altas nas próxima semanas”, afirma.

Entre os fatores que podem influenciar essa guinada nos preços no curto prazo está o possível encurtamento das escalas de abates dos frigoríficos em função da dificuldade de aquisição de gado terminado. “A indústria tem tido dificuldades em adquirir matéria-prima pois tem forçado ofertas abaixo da referência e gande parte dos produtores se nega a negociar a boiada abaixo de R$ 140/@”, explica Coelho.

Outro aspecto que deve ajudar na sustentação de preços é a provavel retomada das exportações de carne, já que na primeira quinzena de junho foram embarcados apenas contratos já fechados antes da greve dos caminhoneiros.

Com esse cenário, a expectativa do analista é que o confinamento consiga entregar uma boa remuneração ao produtor no segundo giro, apesar do encarecimento da dieta. “O mercado futuro reflete a realidade do físico e deve ter cotações remuneradoras para o segundo semestre”, prevê Douglas Coelho, destacando que o atual preço da arroba para outubro é de R$ 150,20 na B3.

Em relação à melhor maneira de negociar os animais, o analista afirma que caso o pecuarista esteja familiarizado com transações na bolsa e tenha uma boa reserva de capital, é recomendado que feche negócio no mercado futuro, lembrando que essa modalidade passa por ajustes de preços diários. Já para quem não está acostumado a fazer esse tipo de transação e não tenha capital para suportar os ajustes, é aconselhável fechar contratos de opção de preço mínimo.

Fonte: Portal DBO

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Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

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