Preços do boi gordo seguem em ritmo de alta nas principais praças pecuárias brasileiras

Em São Paulo, as referências nas cotações para o boi, vaca e novilha prontos para abater estão em R$ 300/@, R$ 275/@ e R$ 287/@, respectivamente, segundo a Scot Consultoria

Nesta quarta-feira, 17 de novembro, os preços do boi gordo no mercado físico brasileiro mantiveram o movimento de alta dos últimos dias, informa a IHS Market.

“A disponibilidade de animais prontos para abater diminuiu muito, gerando problemas com o preenchimento de escalas em algumas unidades frigoríficas”, relata a consultoria.

Do lado de dentro das porteiras, alguns pecuaristas passaram a reter as ofertas, com o objetivo  de barganhar preços ainda melhores de lotes remanescentes de confinamento.

“A especulação altista segue intensa diante da necessidade de algumas unidades em fechar suas escalas de abate para a próxima semana”, observa a IHS.

Segundo a consultoria, as programações de abates mais curtas (devido à dificuldade de compra de boiada gorda) têm feito algumas plantas frigoríficas intercalarem ou reduzirem o número diário de animais abatidos sob a alegação de que a velocidade das altas nos preços das boiadas não está sendo totalmente acompanhada pela carne na ponta final da cadeia.

Em relação às exportações brasileiras de carne bovina, apesar do ritmo se manter bem inferior ao ano passado devido à ausência da China, nota-se uma gradual recuperação em relação ao desempenho verificado em outubro passado.

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reportou que a média diária exportada da proteína in natura durante as duas primeiras semanas de novembro ficou em 4,79 mil toneladas/dia, volume 42,9% inferior à média de novembro de 2020, mas um avanço de 16,5% frente à média de outubro de 2021.

“A presença de outros mercados consumidores ajudou na retomada dos embarques brasileiros, mas o desempenho ainda está longe das máximas registradas no período anterior aos embargo chinês (iniciado em 4 de setembro)”, pondera a IHS Markit.

Giro pelas praças – Entre as principais regiões pecuárias do Brasil, os ajustes positivos nos preços do boi gordo foram quase que generalizados nesta quarta-feira, relata a consultoria.

Nos estados de MG, GO, MS, PR e RS, os preços do animal terminado giram em torno de R$ 300/@ (valor bruto).

“Em Goiás, houve negócios com novilha até R$ 310/@ (bruto, a prazo)”, informa a IHS.

Em São Paulo, o mercado voltou a reagir devido à dificuldade na compra de boiadas gordas, informa a IHS. O tamanho e qualidade do lote geram preços diferenciados nas praças paulistas.

Segundo apurou nesta quarta-feira a Scot Consultoria, nas regiões de São Paulo, a oferta de boiadas para abate continua limitada, mesmo com os ajustes dos últimos dias.

“Porém, mesmo que em ritmo cadenciado, as indústrias paulistas conseguiram originar matéria-prima  para os próximos quatro dias úteis”, informa a Scot.

Em São Paulo, de acordo com dados da Scot, as referências para o boi, vaca e novilha gordos estão em R$ 300/@, R$ 275/@ e R$ 287/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

Nas praças do MT, PA, TO, RO, MA e BA, há fortes especulações, com os preços variando entre R$ 280/@ a R$ 290/@  (valores brutos), informa a IHS. “Há ofertas de venda acima desses níveis, mas ainda não efetivadas”, observa a consultoria.

Na B3, depois das sucessivas altas acumuladas, os preços futuros do boi gordo registraram ajustes negativos, após movimentos de realização de lucro e ajustes de posições. O setor ainda aguarda alguma novidade em relação aos importadores chineses, diz a IHS.

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos seguiram estáveis nesta quarta-feira, com suporte de uma oferta regulada à demanda vigente.

“O fato das indústrias frigorificas operarem com escalas curtas e abates irregulares tem colaborado para manutenção de uma oferta enxuta da proteína”, observa a IHS.

Paralelamente, a demanda ativa, sobretudo por cortes mais nobres, tem garantido níveis de vendas satisfatórios no atacado, ao mesmo tempo que as vendas externas também ajuda na equalização dos estoques.

Cotações máximas desta quarta-feira, 17 de novembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 291/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 284/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 269/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 268/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 277/@ (prazo)
vaca a R$ 267/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca R$ 281/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 281/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 281/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 282/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 288/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 281/@ (à vista)
vaca a R$ 269/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

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