Programa Sentinela fiscaliza 4,8 mil bovinos no primeiro trimestre de 2022

As equipes ligadas ao programa, que tem o objetivo de monitorar a área de fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina e o Uruguai, percorreram 13 mil km

As equipes ligadas ao Programa Sentinela, que tem o objetivo de monitorar toda a área de fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina e o Uruguai, percorreram, no primeiro trimestre deste ano, 13 mil quilômetros.

Em toda esta jornada, promoveram 15 operações, fiscalizaram 4.857 bovinos, 594 ovinos e 233 equídeos, vistoriaram 64 propriedades e realizaram 778 ações de educação sanitária.

De acordo com o coordenador do Sentinela, fiscal estadual agropecuário Francisco Lopes, do total de bovinos fiscalizados nos primeiros três meses do ano, 1.751 estavam irregulares, 668 foram apreendidos, 177 estavam fora das propriedades (gado de corredor) e 18 foram sacrificados.

O Programa Sentinela, criado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, completa dois anos em 8 de julho, mantendo o monitoramento de 1,2 mil quilômetros em 59 municípios da fronteira e contando com o apoio das forças de Defesa e Segurança.

“O Programa Sentinela foi instituído pela Seapdr, no intuito de ampliar o controle sanitário na região de fronteira do Estado. O diferencial do Programa, que ganhou força de lei através do Decreto 55.453/2020, foi a aproximação institucionalizada com as forças de segurança. Hoje as atividades são programadas e contínuas em toda a região de fronteira com apoio constante da Brigada Militar, o que é fundamental para o sucesso das atividades”, destaca Francisco Lopes.

Operação na região noroeste – Além das operações efetuadas no primeiro trimestre, no dia 30 de abril, a equipe do Sentinela interditou um galpão, no município de Doutor Maurício Cardoso, na fronteira com a Argentina, onde funcionava um açougue e uma fábrica de embutidos clandestinos.

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Segundo Lopes, a instalação ficava em uma propriedade rural e não tinha as mínimas condições de higiene e segurança para a manipulação de alimentos.

No local, foram apreendidos mais de 1 mil quilos de carne bovina, suína, miúdos e embutidos impróprios para o consumo. Os laudos e documentações geradas na operação foram encaminhados ao Ministério Público.

Doações para entidades assistenciais – A última doação de carne para entidades assistências ocorreu semana passada na Inspetoria de Defesa Agropecuária de Santiago, com a doação de 88,6 quilos para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Santiago (APAE) e 171,9 quilos para a Sociedade Assistencial Santa Izabel.

A equipe do programa Sentinela, durante fiscalização no município de Roque Gonzales, fez a apreensão dos bovinos, por haver divergência no cadastro e não comprovação de origem.

O Frigorífico Sagrillo Ltda prestou os serviços de abate, resfriamento, desossa e entrega às entidades sem custos.

“Pela responsabilidade do Serviço Veterinário Oficial de zelar pela sanidade animal, visando o coletivo da produção pecuária, o Departamento de Vigilância Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura determinou o abate dos animais bovinos devido ao risco sanitário que a sua manutenção e movimentação sem a origem comprovada implicam ao rebanho do Rio Grande do Sul”, destaca o coordenador do programa Sentinela.

Fonte: Ascom Seapdr / Governo do RS

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