Prova do Canchim utiliza pela 1ª vez programa que estima lucro de touros

Prova é a principal ferramenta de avaliação de touros Canchim

A Prova Canchim de Avaliação de Desempenho (PCAD) reuniu no início deste mês na sede da Cooperativa dos Plantadores de Cana de Açúcar do Estado de São Paulo (Coplacana), em Piracicaba, São Paulo, os criadores, técnicos e pesquisadores do setor de confinamento. O evento, realizado no dia 9 de novembro, divulgou o resultado da avaliação de 78 touros jovens.

Os animais foram enviados de 13 principais criadores dos Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás. A prova é a principal ferramenta de avaliação de touros Canchim. São avaliadas características fenotípicas, funcionais e de qualidade de carcaça e de carne via ultrassonografia. O evento conta com a tecnologia Beef Trader, software que informa para o pecuarista a melhor hora de vender animais confinados através de informações geradas por sensores, câmeras de vídeo e balanças inteligentes juntamente com informações do preço da arroba coletado nos frigoríficos. Neste ano, pela primeira vez na história, a tecnologia, tradicionalmente aplicada em rebanhos comerciais, estimou o “lucro” de touros, tornando-se parte de uma rigorosa prova de avaliação zootécnica.

De acordo com a coordenadora e pesquisadora Cíntia Marcondes, da Embrapa Pecuária Sudeste, o advento do Beef Trader vem a contribuir com os sistemas de produção que utilizam o Canchim. “Se considerarmos que o usuário final do Canchim, em sua maioria, termina animais em confinamento, os dados obtidos pela PCAD tornam-se fundamentais”, diz, apontando que embora o touro não seja abatido, sua progênie será.

“Dessa forma podemos predizer o que determinada genética agrega, de fato, à rentabilidade”, afirma Tiago Albertini, da Beef Trader. Os resultados apontaram alta correlação entre os animais geneticamente melhores avaliados pela prova com os animais mais “lucrativos” mostrados pelo software da empresa. “Para nós esse é um dado novo e altamente animador, porque confirma que estamos no caminho certo”, diz Adriano Lopes, presidente da ABCCan e zootecnista.

A PCAD, iniciada no dia 26 de junho, é uma realização da Associação Brasileira de Criadores de Canchim (ABCCan) com a supervisão da Embrapa Pecuária Sudeste de São Carlos – São Paulo. O evento conta também com o apoio do Beef Trader, @Tech e com toda a logística da Coplacana.

A prova se encerrou no período da manhã com uma palestra sobre tecnologia nutricional por Tortuga. O evento também contou com o relatório de abate técnico e resultados de qualidade de carne, comandada por Marcelo Coutinho da BBQ (start-up da qualidade da carne) e o relato do potencial de Canchim no cruzamento industrial na Rondônia pelo dr.José Renato Alves da Emater/RO. Também foi apresentado, por Tiago Albertini, a utilização da ferramenta Beef Trader para auxílio na seleção de touros jovens.

Os 78 garrotes participantes da prova foram divididos em 2 grupos etários, donde surgiu a premiação de um animal em cada grupo.

Animais premiados:

Grupo 1 – Animais nascidos de junho a agosto/2018:
Ouro – ILM12936 – H-12936 MN da Ilma – Irineu Lopes Machado – Angatuba/SP
Prata – DCS1878 – I-1817 MN da São Tomé – Dourivan Cruvinel de Souza – Rio Verde/GO
Bronze – ILM12935 – H-12935 – Mario Francisco Coronado Oliveira- Echaporã/SP
Elites:
– ILM12890 – H-12890 MN da Ilma – Irineu Lopes Machado – Angatuba/SP
– GPA3839 – Araus MN da Vista Alegre – Edson R.Bastos – Candoi/PR

Grupo 2 – animais nascidos de Setembro a Novembro de 2018:
Ouro – ITU5032 – Cantor Boiturama – Carlos Alberto M. Azevedo – Itu/SP
Prata – DCS2070 – I-2070 MN São Tomé -Dourivan Cruvinel de Souza -Rio Verde/GO
Bronze – ALQ1399 – Esalq 1399 – ESALQ – Piracicaba SP
Elite – EHG0253 – Eldorado MN Mangalba EG(FIV) – Emilio H.Gouvea – Tombos/MG

A prova foi conduzida num regime alimentar controlado, para formação de tourinhos, evitando o ganho excessivo de peso, para não prejudicar as qualidades funcionais dos futuros reprodutores.

Na prova, foram avaliados o ganho diário de peso (GDP), o perímetro escrotal (PE), a configuração frigorífica, mucosa, umbigo, pelagem, aprumos, reatividade.

Com a ajuda de ultrassonografia foram avaliados também a área de olho de lombo (AOL), gordura, e marmoreio. Estes parâmetros foram processados pelo Programa Geneplus, gerando a classificação de cada um dos animais por pontuação.

O GDP médio foi de 1,399 kg/dia para o Grupo 1 e 1,366 kg/dia para o Grupo 2.

AOL médio foi de 87,66 e top 103,6 para Grupo 1 média de 89,8 e top 116,2 para Grupo 2, destaque ao AOL de 116,2, demonstrando qualidade de cortes da carne.

A espessura de gordura média foi de 3,42 top 6,91 pra Grupo 1 e 3,01 e top 6,03 para Grupo 2, o demonstrou a qualidade para o processamento industrial e armazenagem.

O marmoreio médio foi de 2,02 e top 3,38 para Grupo 1 e média de 1,91 e top 3,10 para Grupo 2, destaque ao marmoreio de 3,38 e 3,10, demonstrando alta qualidade de carne de Canchim de padrão gourmet.

No cruzamento industrial, usando touros Canchim, busca-se saber a qualidade da carne de animais cruzados. Paralelo à PCAD foi feito um abate técnico de novilhas meio-sangue Canchim, abate na CowPig em Boituva e acompanhado pela start-up BBQ(Brazilin Beef Quality), onde se demonstrou o bom rendimento de carcaça, a alta qualidade dos cortes e da carne.

“A prova cumpriu seu objetivo de identificar os melhores animais para emprego no melhoramento genético da raça”,diz Marcondes.

Os animais entraram na engorda intensiva com peso médio de 227 Kg e idade de oito meses e encerraram a prova com peso de 475 kg, registrando ganho de peso médio diário (GMD) de 1.38 kg, a meta da prova desde seu primeiro ano. Os animais, por volta de 14 meses, obtiveram média de 32,2 cm de CE, um forte indicativo de precocidade sexual da raça.

“Afora ganho de peso, a PCAD objetiva identificar novos talentos eficientes na produção de carne, e temos atingido este objetivo”, diz o presidente da ABCCan.

A média da AOL ficou em 88,73, com animais atingindo o destacado índice de 116,2.

Já a média de espessura de gordura ao final da prova foi de 3,21 mm, com animais apresentando acabamento de até 6,91 mm de gordura.

Quanto às características ligadas à qualidade de carne o marmoreio, o registro de médio foi de 1,96 e máximo de 3,38 – este superior ao encontrado em animais Angus.

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