Quanto consumimos de água por segundo e como será o futuro?

Agência Nacional de Águas diz que consumo vai crescer até 2030 e orienta gestão de recursos. Pecuária responde por 8%

Estudo da Agência Nacional de Águas – ANA – mostra que a cada segundo a população brasileira consome, em média, 2 milhões e 83 mil litros de água, que significam 2.083 metros cúbicos por segundo. O extenso trabalho da Agência toma como ponto de partida o ano de 1931, quando eram utilizados apenas 131 mil litros por segundo – 6,3% do uso atual. A agência faz uma projeção até 2030 e aponta um crescimento de de 24% nos próximos 11 anos, superando a marca de 2,5 milhões de litros por segundo. Na últimas duas décadas, essa expansão foi de 80%.

Todos esses dados fazem parte de um volume enorme de informações que constam do Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil, elaborado pela ANA. A publicação traz um panorama das demandas pelos recursos hídricos em todos os municípios brasileiros entre 1931 e 2030. O estudo explica também as metodologias aplicadas nas estimativas.

Os usos da água são estimados por setor usuário e município. A agricultura irrigada, o abastecimento urbano e a indústria de transformação são responsáveis por 85% das retiradas de água em corpos hídricos: 2,083 milhões de litros por segundo. Já a pecuária responde por 8% do consumo.

Os números do consumo animal

O estudo ilustra a proporção atual dos rebanhos no total do abastecimento animal no país, onde se observa a preponderância do rebanho bovino na composição da demanda (88%), seguido pelos suínos (5%) e aves (2%).

“Entre 2017 e 2030, nota-se a perspectiva de expansão dos rebanhos e, consequentemente, do uso da água em direção à Amazônia Legal, enquanto o uso tende a diminuir em diversos municípios do Centro-Sul”, conclui a Agência Nacional de Águas.

Em 2017, metade dos dez municípios com maior consumo animal de água estavam no Norte do país. O ranking inclui São Félix do Xingu, no Pará, em primeiro lugar com 1,336 m³/s. A cidade é seguida de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, com 1,080 m³/s; Cáceres (MT) 0,679m³/s; Marabá (PA) 0,674 m³/s;  Ribas do Rio Pardo (MS), com 0,666 m³/s; Vila Bela da Santíssima Trindade (MS), com 0,619 m³/s; Novo Repartimento (PA) com 0,608 m³/s; Juara (MT) com 0,592 m³/s; Porto Velho (RO) com 0,575m³/s e Cumaru do Norte (PA) com 0,487 m³/s.

Embora Corumbá e São Félix do Xingu destaquem-se com altas demandas, reflexo da elevada concentração de rebanhos bovinos, o uso da água para abastecimento animal é disperso pelo território nacional. É notável, entretanto, a concentração em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Pará, assim como no tradicional polo de produção do Rio Grande do Sul.

Ainda segundo a ANA, todos os usos continuarão se expandindo nos próximos anos, com exceção do abastecimento humano rural, que deverá cair com a redução da população no meio rural.

Quem usou mais, e pra quê?

O ano de referência é novamente 2017 e mostra um ranking dos 10 municípios brasileiros com as maiores vazões retiradas e o uso predominante em cada um deles.

São Paulo e Rio de Janeiro, as duas maiores capitais do país, lideram esse consumo, com números muito próximos: SP – 46,026 m³/s, e Rio – 45,283 m³/s. Nas duas capitais do sudeste, o uso predominante foi para abastecimento humano urbano.

O uso para irrigação é dominante nas outras oito cidades com maiores vazões retiradas. Seis delas são gaúchas: Uruguaiana, Santa Vitória do Palmar, Alegrete, Itaqui, São Borja e Mostardas. Predomina também o uso para irrigação em Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco.

Segurança para populações e setor produtivo

O estudo da Agência Nacional de Águas leva em conta a importância de dados precisos e atualizados para garantir o abastecimento das populações e do setor produtivo e orienta ações de planejamento e gestão de recursos hídricos além do para o planejamento da infraestrutura hídrica nacional. A base de dados foi utilizada, por exemplo, na construção do Plano e do Programa Nacional de Segurança Hídrica, a ser lançado pela ANA em breve.

Neste levantamento a ANA também contabiliza a evaporação líquida em reservatórios artificiais, o que inclui hidrelétricas, açudes e outros tipos de aplicações. Segundo dados de 2017, houve uma evaporação líquida de 669,1 mil litros por segundo. O volume é cerca de 35% maior que o retirado para abastecimento urbano (496,2 mil litros por segundo) e 6,8 vezes maior que o consumido pelos próprios reservatórios (99,2 mil l/s). A evaporação líquida só é superada pela retirada e pelo consumo de água pela irrigação (respectivamente 1083,6 e 792,1 mil l/s).

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