Rebanho sofre com perda de peso devido à estiagem no Rio Grande do Sul

O Instituto Desenvolve Pecuária constatou que a falta de água e o calor acima do normal em diversas regiões do Estado vêm afetando o pasto

Os pecuaristas têm sentido os efeitos da severa estiagem que domina o Rio Grande do Sul.

Em consulta realizada junto a seus associados em diversas regiões do Estado, o Instituto Desenvolve Pecuária constatou que a falta de água e o calor acima do normal vêm afetando o pasto para os animais, o que também reflete na produção da pecuária de corte. Os relatos foram divulgados nesta terça-feira, 11, pela assessoria de comunicação do instituto (www.desenvolvepecuaria.com.br)

A diminuição da oferta e principalmente a qualidade nutricional do pasto faz com que os animais, especialmente os mais jovens, apresentam redução do ganho de peso projetado para o período e em alguns casos mais severos os animais já apresentam perda de peso.

Nesta época também ocorre a estação reprodutiva de muitas propriedades no Rio Grande do Sul, e com a redução do escore corporal das vacas o desempenho reprodutivo pode ser prejudicado, bem como o desenvolvimento dos terneiros que as vacas estão amamentando.

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Com isso é necessário aumentar o manejo de desmame precoce com suplementação e em alguns casos antecipar a comercialização dos bezerros, pois as fêmeas não conseguem se manter e amamentar.

Algumas regiões relatam que os potreiros com a água de bebida para os animais estão restritos, tendo que adequar lotações e até mesmo, em algum caso, trocar os animais de piquetes, pois mananciais naturais hoje estão muito mais fracos.

Foto: Divulgação

“O quadro é geral, o que se observa é que, com exceção de algumas poucas localidades em alguns municípios que tiveram chuvas há 15 dias e recuperaram uma condição mínima de trabalho, o quadro apresenta um problema de falta de água para os animais, pois as aguadas naturais estão todas secas”, destaca o presidente da Comissão de Relacionamentos Institucionais e Comerciais do Instituto, João Gaspar de Almeida.

O dirigente cita também o prejuízo nas lavouras que, em muitos casos, são implementadas para também auxiliar no reforço à alimentação animal, em especial com o milho, que é a cultura que mais sofre com a seca no Rio Grande do Sul.

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Há relatos também de dificuldades no crescimento das pastagens de verão, o que compromete a alimentação do gado. “Nas pastagens cultivadas de verão o nascimento foi de 25% e as folhas já estão ressecadas. A situação é dramática”, observa Almeida.

Os produtores também abordaram a escassez de água para consumo humano em algumas localidades, pois em muitas propriedades rurais o fornecimento ocorre por meio de poços artesianos comunitários, esses que tem apresentado vazão de água cada vez menores.

Fonte: Ascom Instituto Desenvolve Pecuária

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