[full-banner-1170-x-134-home-geral1]

Revista DBO | Desmama na remanga favorece bezerros

O processo, que está ganhando adeptos no Brasil,  é rápido, reduz estresse e, consequentemente, evita perda de peso

Feno de qualidade, silagem ou ração não pode faltar nos 3 a 5 dias da desmama.

Por Denis Cardoso

Já ficou demonstrado que a maneira como os bezerros são desmamados (aos 7-8 meses de idade) tem muito a ver com seu desempenho produtivo no período pós-aleitamento. Estudos científicos mostram que uma ruptura abrupta na relação com as vacas faz com que os animais passem mais tempo vocalizando (berros/choros) e caminhando a esmo, deixando de se alimentar, ruminar e descansar – sem contar os acidentes (lesões e até mesmo mortes) ocasionados pelo rompimento de cercas em tentativas desesperadas de reencontro.

Tal situação de estresse reduz o ganho de peso e afeta a imunidade dos bezerros (tornando-os mais vulneráveis a doenças e parasitas), o que resulta em prejuízos econômicos aos pecuaristas.

Tudo isso pode ser evitado com a adoção de métodos racionais, como a chamada “desmama na remanga”, que está ganhando adeptos no Brasil. Inspirada em um técnica australiana, ela consiste em manter os bezerros recém-desmamados em um piquete pequeno (4 a 10 m² por animal) adjacente ao curral, com direito a alimento de qualidade, água e sombra, além de manejo de acondicionamento (movimentação dos animais, principalmente quando eles estão vocalizando muito junto à cerca), para que se eles esqueçam da ausência das mães, que, em geral, são mantidas à vista. Dentro de três a cinco dias, os bezerros já param de berrar e se mostram tranquilos.

VEJA TAMBÉM | Desmama lado a lado: conheça as vantagens; vídeo

A “desmama na remanga” foi introduzida no Brasil pela zootecnista Adriane Zart, difusora do Manejo Nada nas Mãos, e tem sido preconizada por Ana Sílvia Pires Soubhia, adepta da mesma técnica e sócia da Viol Assessoria Pecuária, de Bernardino de Campos (SP). “Esse método de desmama é uma mudança simples de manejo, mas ajuda bastante a minimizar uma situação de forte estresse”, ressalta Ana Sílvia, que também é pecuarista, com fazenda de cria em Inocência, no Mato Grosso do Sul.

Para continuar lendo é preciso ser assinante.

Você merece este e todo o rico conteúdo da Revista DBO.
Escolha agora o plano de assinatura que mais lhe convém.

Invista na melhor informação. Uma única dica que você aproveite pagará com folga o valor da assinatura.

Se já é assinante, entre com sua conta

This post is only available to members.
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Skype
Email
Telegram
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
Email
Tumblr
Print
2742961

Newsletters DBO

Os destaques do dia da pecuária de corte, pecuária leiteira e agricultura diretamente no seu e-mail.