Saiba como evitar a morte de bezerros por diarreia

Maior causa da doença é a ausência de imunidade no momento da mama logo nos primeiros meses de vida.
Foto: Pixabay

A diarreia é uma das principais doenças causadoras de mortes nos bezerros. Se o animal não receber um diagnóstico precoce, pode chegar à morte devido à desidratação e outros prejuízos provocados pela doença.

“O bezerro pode ficar muito desidratado, com perda de apetite e deixar de produzir. Do ponto de vista de um bezerro, que vai se alimentar para poder crescer e se tornar adulto, ele não terá o mesmo ganho de peso e eficiência de produção”, explica Amanda Jaculi, médica veterinária da UCBVET.

+Diarreia em bezerros aumenta com chuva e calor
+O que fazer do nascimento da bezerra ao 1º parto
+Conheça os cuidados para uma boa colostragem

A empresa possui uma marca própria de antimicrobiano à base de prata coloidal – indicado para o controle e tratamento da doença, o Cursotrat. “Por ser um antimicrobiano é diferente de um antibiótico comum que pode causar resistência no animal. O tratamento leva cerca de um a três dias no máximo”, diz Jaculi.

A veterinária esclarece que um animal debilitado tende a trazer prejuízos econômicos e sanitários. “O produtor terá custos com tratamentos. É necessário a separação do animal para evitar contato com os demais. Isso gera perdas econômicas como também sanitárias”, explica.

A causa mais comum da diarreia em bezerros atualmente é a ausência de imunidade no momento da mama logo nos primeiros meses de vida. “Em alguns casos em que os bezerros são tirados da mãe cedo, eles têm maior probabilidade de desenvolver o distúrbio. A diarreia é um relato comum dentro da bovinocultura, e a ocorrência normalmente depende da relação entre a condição imunológica dos animais e a carga infectante a qual eles estão expostos”, frisa a veterinária.

A médica acrescenta que a doença é fácil de ser diagnosticada. “O pecuarista irá perceber que o animal está desidratado e, em alguns casos, apresentará dor e febre. Será notável uma diferença no modelo das fezes (serão mais líquidas), animal poderá ficar em decúbito, apresentar depressão, e em alguns casos mesmo insuficiência cardíaca ou renal. Hipotermia ou morbidez também podem ser observadas”.

Entre as medidas que podem ser tomadas pelo produtor para prevenção, Jaculi recomenda oferecer o colostro (primeira secreção ou primeiro leite) da mãe do bezerro para que a imunidade seja repassada – projetando, dessa forma, um bezerro forte e com menor probabilidade de desenvolver a diarreia. Além disso, a veterinária diz que é importante observar as condições sanitária do ambiente e oferecer alimento e água de boa qualidade. “É indispensável que seja feita a vacinação das vacas no pré-parto e das bezerras pós-nascimento contra microrganismos que podem trazer tais consequências”.

“Se não houver como fazer essa administração do colostro da forma correta, ou se mesmo assim o animal tiver diarreia, o importante é que se realize o diagnóstico precoce para que se faça o tratamento com antimicrobiano, soros para hidratação e outros produtos que amenizem a doença. Se for tratado precocemente, o animal não será perdido”, ressalta a veterinária.

Uma vez detectada a diarreia em um dos bezerros, é imprescindível que se faça a higienização e as medidas profiláticas dentro dos próprios currais. “Condições em que a sanidade seja prejudicada, como alta densidade de animais, convívio de animais de diferentes idades, umidade excessiva e presença de contaminantes são fatores que favorecem a presença e a proliferação de microrganismos patogênicos. Estes devem ser levados em consideração para o controle da doença”, conta.

Compartilhe
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email

Sou pecuarista e esse frigorífico é meu

Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

Sou pecuarista e esse frigorífico é meu

Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

Publieditorial

2742961

Newsletters DBO

Os destaques do dia da pecuária de corte, pecuária leiteira e agricultura diretamente no seu e-mail.