Sanderson Farms prevê alta no custo e queda no ritmo de produção

Expectativa da companhia de aves é de que os preços dos grãos, utilizados para ração animal, permaneçam mais baixos até o fim de 2020 em relação a 2019
Foto: Getty Images

A Sanderson Farms deve observar um aumento nas despesas e uma redução nos volumes de produção até o fim do ano fiscal por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), afirmou a empresa nesta quinta-feira.

“Prevemos que essas taxas mais baixas de produção e custos operacionais mais altos continuarão até que os efeitos da Covid-19 em nossa empresa, nossos clientes, nossos funcionários e as comunidades em que operamos diminuam”, disse o diretor executivo da empresa de processamento de aves, Joe Sanderson.

De acordo com Sanderson, as estimativas apontam para uma redução na produção da empresa no resto do ano fiscal, por causa das medidas de distanciamento social e limitações de operação provocadas pelo vírus.

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“Esperamos que nossa produção total durante o terceiro e o quarto trimestres fiscais de 2020 seja de 2,2% e de 5,0%, respectivamente, em comparação com o mesmo trimestres do ano fiscal de 2019”, disse em comunicado de divulgação de resultados.

Em relação aos custos, a expectativa da empresa é de que os preços dos grãos, utilizados para ração animal, permaneçam mais baixos até o fim de 2020 em relação a 2019. “Existem amplos suprimentos de milho e soja em todo o mundo, e a pandemia teve um impacto na demanda por grãos de ração, especialmente o milho, também usado para etanol”, informou a empresa.

Outra evidência disso, segundo Joe Sanderson, são os relatórios de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês). O levantamento mais recente mostrou que o plantio de milho está em 88% no país, bem acima dos 55% observados no mesmo período do ano passado.

A propagação do novo coronavírus interrompeu a produção em muitas instalações de processamento de carne nos Estados Unidos, aumentando a pressão na cadeia de suprimento de alimentos do país.

Em abril, entretanto, as unidades começaram a reabrir após o presidente dos EUA, Donald Trump, assinar uma ordem executiva para garantir a produção de carnes durante a pandemia, estabelecendo uma série de regras e de fiscalizações para o retorno do funcionamento das plantas. Além da paralisação temporária das atividades, a processadora de aves reportou também estar lidando com uma transformação na demanda de seus clientes.

No último trimestre, as compras de restaurantes e outros estabelecimentos do segmento de food service caíram em meio às medidas de isolamento social, mas as compras das mercearias aumentaram.

“Os preços gerais para os produtos de frango vendidos para os clientes de varejo mantiveram-se relativamente fortes durante o segundo trimestre e os volumes refletiram o aumento na demanda causada pelos consumidores que cozinham mais refeições em casa, em vez de irem a restaurantes e bares”, afirmou Joe Sanderson.

No segundo trimestre fiscal, encerrado em 30 de abril, as vendas da Sanderson aumentaram de US$ 845,2 milhões para US$ 844,7 milhões na comparação interanual. Apesar do crescimento, a receita ainda ficou abaixo do esperado por analistas, de US$ 848 milhões, de acordo com o FactSet.

A empresa registrou um lucro de US$ 6,1 milhões, ou 28 centavos por ação, muito inferior aos US$ 40,6 milhões, ou US$ 1,83 por ação, registrados um ano antes. O benefício fiscal de US$ 37,4 milhões concedido pelo governo impulsionou os ganhos da empresa. Sem a contribuição, a Sanderson observou uma perda trimestral de US$ 31,3 milhões.

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