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Soja: aspectos de fisiologia para elevadas produtividades (patrocinado)

Conhecer as etapas de desenvolvimento das plantas é vital para que se possa interagir no manejo e obter lavouras eficazes.

Figura 1. Visualização de plantas de feijoeiro que receberam aplicações de bioestimulantes nas sementes. (A) não recebeu a aplicação; (B) Extrato de alga + Aminoácidos; e (C) aplicação de ácido Indole3-butírico. UNIPAM, Patos de Minas, MG,

A agricultura tem sido, aolongo dos anos, uma das áreas com maior crescimento tanto em uso de tecnologias como em aumento de produtividade. As pesquisas têm sido focadas no aumento da expressão de características genéticas ligadas à resistência e a componentes de produção visando plantas mais vigorosas e produtivas. A fisiologia vegetal tem auxiliado na busca de aumento de produtividade, visto que, ao entender como uma planta “funciona” e interage com o ambiente é possível potencializar ações ligadas ao manejo fitossanitário, hídrico e nutricional.

Aumentar a produtividade não é uma tarefa fácil, é necessária a adição de vários princípios ligados à fisiologia e nutrição de plantas. Primeiramente, é importante entender que o potencial máximo de uma planta nunca é atingido na prática. Isso porque, ao longo do ciclo, a mesma se depara com diversos fatores adversos, sejam eles bióticos ou abióticos. Esses causam a redução de atividades fisiológicas das plantas que são fundamentais para expressar a produtividade potencial. Em função disso, atua-se para minimizar o efeito dessas variáveis procurando assim chegar na produtividade atingível. Para isso, é importante entender que a planta apresenta certas prioridades ligadas ao crescimento e desenvolvimento ao longo do ciclo que começa por solos férteis e estruturados ao longo do perfil.

Quando se foca apenas a planta devem-se considerar algumas premissas, que aqui serão tratadas como prioridades. No primeiro momento a planta destina a maior parte da energia para o desenvolvimento de raízes. Esse órgão é considerado a “boca e alicerce” da planta. Portanto, nessa fase é importante potencializar o crescimento dessa estrutura para incrementar a área efetiva de absorção. Sabe-se que o hormônio auxina é responsável pela emissão de raízes laterais para aumentar o volume de raízes (Figura 1).

Figura 2. Visualização de plantas soja que receberam aplicações de bioestimulantes no tratamento de sementes. (A) não recebeu a aplicação; (B) Aplicação dos aminoácidos glutamato, cisteína e glicina e (C) aplicação de extrato de algas, Ecklonia máxima. Cultivar TMG 7063 IPRO. UNIPAM, Patos de Minas, MG,

Várias empresas no mercado têm seguido essa linha por meio de tecnologias que visam o aumento da concentração desse hormônio na planta através do tratamento de sementes. Cada empresa utiliza balanços nutricionais e hormonais que sejam mais adequados ao tratamento de sementes, mas que “entreguem” à planta um incremento na concentração de auxina.

O aumento do desenvolvimento radicular é um dos pontos fundamentais para se construir plantas produtivas, isso porque com o aumento da quantidade de raízes as plantas conseguem aumentar a exploração do solo em busca de água e nutrientes. Quando essas plantas forem submetidas à seca, serão mais resistentes, uma vez que suas raízes conseguem absorver água em maiores profundidades. Também é importante ressaltar que as raízes são locais de síntese de vários hormônios, entre eles a citocinina.

Esse hormônio é produzido na raiz e translocado para a parte aérea, onde estimula a diferenciação de gemas axilares proporcionando a formação de ramificações, além de atuar na redução do estresse e aumento de produção de clorofila. Isso quer dizer que plantas que tenham um bom desenvolvimento radicular possuem uma tendência de apresentar maior número de ramificações, na cultura de soja isso é chamado de “engalhamento”. Depois que a planta inicia o crescimento radicular, a sua atenção também se direciona para o crescimento da parte aérea.

A formação de folhas e hastes começa a se tornar prioridade para a planta, e a fotossíntese torna-se a principal fonte energética que antes poderia ser suprida pelos cotilédones ou endospermas em monocotiledôneas. Nesta fase, é necessário proteger a estrutura fotossintética, evitando-se danos ocasionados por fungicidas, herbicidas e inseticidas. Para isso, tem se buscado tecnologias que minimizem esses danos, destacando-se o uso de aminoácidos, extrato de algas e vegetais, micronutrientes e hormônios promotores de crescimento (auxina, citocinina e giberelina).

Em culturas como feijão e soja, tem-se constatado que a redução de porte e o aumento de ramificações têm proporcionado aumento no número de nós, e consequentemente de gemas reprodutivas. Essa característica tem-se conseguido pelo ajuste de população de planta, pelo uso de produtos de ação citocinínica (Figura 3) e pelo travamento “através da aplicação de herbicidas em subdosagens”.A utilização de subdosagens de herbicidas tem sido a mais utilizada, porém a mais perigosa, devido ao elevado dano proporcionado, além disso, se for precedida por um período de déficit hídrico os danos ocasionados proporcionam perdas expressivas de produtividade. Isso demonstra que a fase vegetativa também serve como um período de preparação para a fase reprodutiva. Todo manejo realizado nessa fase tem por objetivo potencializar caracteres fisiológicos para que a planta chegue à fase reprodutiva com alta taxa fotossintética e concentração de hormônios promotores de crescimento.

 
Figura 3. Visualização de plantas de soja que receberam aplicações de citocinina (CK). (A) aplicação de 200 ppm ha-1 no estádio V2/3; (B) Aplicação de 200 ppm ha-1 no estádios V2/3 e V5/6 (B) e (C) Controle, sem aplicação. cultivar TMG 7063 IPRO. UNIPAM, Patos de Minas, MG, 

A terceira prioridade das plantas é a formação de sementes e frutos. Tomando como exemplo a cultura de soja, o primeiro item a ser considerado pelo produtor é o incremento na fixação de flores. A soja fixa apenas 20% a 40% das flores produzidas, sendo esse um dos desafios a serem enfrentados pelos pesquisadores da área de Fisiologia Vegetal. Sabe-se que o cálcio e o boro são nutrientes fundamentais para redução de aborto de flores, especialmente quando associados a altas concentrações de citocininas nas flores.

A forma mais eficaz é a aplicação de cálcio (Ca) e boro (B) via solo, devido sua translocação ser via fluxo de massa xilemático. Contudo, também se realizam aplicação foliares na pré-florada buscando redução no aborto de flores. Embora menos eficiente a aplicação foliar mostra-se importante quando realizada com fontes e doses adequadas. A procura por esse modo de aplicação se justifica, pois se a aplicação de Ca e B proporcionarem a fixação de uma flor por planta em uma população de 300.000 plantas e essa resultar em uma vagem de dois grãos (sendo cada grão com massa de 0,16 g) o ganho será de 96 kg ha -1.

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