São Paulo mantém arroba acima de R$ 220, enquanto o Centro-Oeste oscila

Primeiros três dias úteis de julho mostram exportações em ritmo acelerado e retrações são pontuais

Nesta terça-feira, 7 de julho, os preços do boi gordo registraram variações distintas nas principais regiões pecuárias do Brasil. No Centro-Oeste, prevaleceu o movimento de queda da arroba, mas em São Paulo, assim como nas praças do Norte do País, as cotações permaneceram firmes, segundo levantamento da consultoria IHS Markit (antiga Informa Economics FNP).

Nas regiões com maior representatividade de indústrias exportadoras, principalmente nas praças de São Paulo, os preços seguiram estáveis nesta terça-feira. O boi gordo é vendido no Estado a R$ 224/@(valor máximo, a prazo), informa a IHS Markit.

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“As indústrias de grande porte conseguem distribuir melhor os seus custos entre as vendas para o mercado interno e externo, operando num cenário de preços elevados sem prejudicar suas margens”, relata a consultoria.

Nos primeiros três dias úteis de julho, as exportações brasileiras de carne bovina continuaram em ritmo elevado. Dados preliminares divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques brasileiros de carne bovina “in natura” durante a primeira semana de julho totalizaram 17,73 mil toneladas exportadas, com receita de US$ 71,37 milhões. A média diária ficou registrada em 5,90 mil toneladas/dia, desaceleração de 18,6% sobre o mês anterior, mas avanço de 2,1% em comparação a julho/19.

O preço da tonelada exportada também desacelerou quando comparado a junho – a média girou em torno de US$ 4.025,73, com baixa de 6,3% sobre o mês anterior. Se comparado ao mesmo período do ano passado, os preços ficaram praticamente estáveis, com uma alta pontual de 1%.

Do lado da oferta, muitos pecuaristas resistem em liquidar a boiada por preços mais baixos que os praticados atualmente, visando, principalmente, garantir uma boa relação de troca entre o boi gordo e gado de magro, já que os gastos com a reposição dos plantéis seguem muito altos.

Na ponta compradora, a demanda reduzida pela carne bovina nos grandes centros urbanos, consequência da crise econômica decorrente da pandemia de Covid-19, impede o repasse de custos para os preços no atacado, relata a IHS Markit.  Nesta terça-feira, os preços dos principais cortes bovinos seguiram estáveis. “Ao contrário do esperado para este período de início do mês, as vendas de carne bovina no mercado varejista ainda seguem em passos lentos”, afirma a consultoria.

Confira as cotações máximas do boi gordo nesta terça-feira, 7 de julho, de acordo com a FNP:

SP-Noroeste: R$ 224/@ a (prazo)

MS-Dourados: R$ 207/@ (à vista)

MS-C. Grande: R$ 209/@ (prazo)

MS-Três Lagoas: R$ 210/@ (prazo)

MT-Cáceres: R$ 190/@ (prazo)

MT-Tangará: R$ 192/@ (prazo)

MT-B. Garças: R$ 192/@ (prazo)

MT-Cuiabá: R$ 190/@ (à vista)

MT-Colíder: R$ 185/@ (à vista)

GO-Goiânia: R$ 210/@ (prazo)

GO-Sul: R$ 207/@ (prazo)

PR-Maringá: R$ 217/@ (à vista)

MG-Triângulo: R$ 217/@ (prazo)

MG-B.H.: R$ 214/@ (prazo)

BA-F. Santana: R$ 215/@ (à vista)

RS-P.Alegre: R$ 205/@ (à vista)

RS-Fronteira: R$ 204/@ (à vista)

PA-Marabá: R$ 204/@ (prazo)

PA-Redenção: R$ 204/@ (prazo)

PA-Paragominas: R$ 204/@ (prazo)

TO-Araguaína: R$ 208/@ (prazo)

TO-Gurupi: R$ 207/@ (à vista)

RO-Cacoal: R$ 193/@ (à vista)

RJ-Campos: R$ 203/@ (prazo)

MA-Açailândia: R$ 200/@ (à vista)

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