Menu
Menu

Suprimento de diesel para último trimestre de 2018 está ameaçado

Novas regras de precificação prejudicam importação e mercado brasileiro pode ficar sem produto, diz consultoria
Foto: Pixabay.

Após a greve dos caminhoneiros, o sistema de tabelamento de preços ao consumidor final e de subvenção aos fornecedores tem apresentado problemas em remunerar a importação de diesel. Os valores adotados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para os custos com transporte e tancagem, por exemplo, apontam número muito abaixo do praticado pelo mercado. Além disso, até o momento não foi paga a grande maioria dos valores devidos aos fornecedores pela ANP, muitas empresas estão sem liquidez para realizar novas operações e têm incertezas se a subvenção ocorrerá de fato. “A importação privada está paralisada e a Petrobras é praticamente o único agente a trazer produto para o Brasil, salvo raras exceções”, explica o Head de Petróleo, Gás e Derivados da INTL FCStone, Thadeu Silva.

Os últimos meses do ano costumam apresentar o pico da demanda por diesel no Brasil e 2018 não será diferente. A maior procura pelo combustível fóssil nesse período está relacionada ao setor agrícola brasileiro, que permanece se expandindo ao longo dos últimos anos. Em meio à evolução na safra de grãos, espera-se que o consumo anual de diesel no Brasil apresente evolução de 0,32% em relação ao volume total demandado em 2017 e alcance 50,13 milhões de m³ (137,35 mil m³ por dia) ao final desse ano.

“Caso não haja mudança na política de precificação de diesel por parte da ANP e o início do pagamento da subvenção teremos desabastecimento de diesel nos últimos meses do ano ou a Petrobrás terá que arcar sozinha com o prejuízo de suprir a totalidade do mercado brasileiro com arbitragem negativa”, avalia Silva.

Analisando as condições domésticas de oferta do óleo diesel, que se agravaram após a explosão na Refinaria de Paulínia-SP (Replan) durante agosto e reduziu sua capacidade em cerca de 50%, o grupo projeta que o Brasil precisará importar cerca de 5,5 milhões de m³ (130 navios com capacidade de 42 mil m³) durante os próximos 4 meses para equilibrar o balanço de oferta e demanda doméstico em 2018.

A necessidade de importar 1,37 milhão m³ ao mês pelos próximos 4 meses representaria um aumento de 22,6% em relação a média das importações de diesel nos 5 primeiros meses do ano, em contexto desfavorável, após a greve dos caminhoneiros e a mudança da política de precificação do diesel no Brasil terem diminuído significativamente as importações do combustível.

“Comparando com o volume importado no mesmo período de 2017, as aquisições de diesel no mercado internacional precisarão expandir 12,2%, realçando que ano passado, 24,2% do diesel ofertado no mercado doméstico teve origem fora do Brasil, o maior share já registrado para o produto”, aponta Silva.

Alternativas

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse nesta terça-feira, 18, que o governo está discutindo alternativas de saída do sistema de subsídios ao diesel instituídos até o fim deste ano. Apelidada de “bolsa caminhoneiro” pelo mercado, a medida foi tomada para encerrar o movimento de paralisação do setor de transporte de cargas no fim de maio.

“É preciso discutir uma saída para o sistema de subsídios ao diesel, que vai até o fim deste ano. O subsídio ao diesel foi uma solução transitória de emergência, porque o País não aguentaria mais uma semana de greve. Precisamos pensar soluções mais estruturais a esse problema”, afirmou, na abertura do seminário “Agenda de governo no setor de energia – aspectos regulatórios e concorrenciais”, organizado pela Secretaria de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria (Sefel) do Ministério da Fazenda.

Guardia lembrou que a redução de impostos para o diesel é permanente e já foi compensada por outras medidas tributárias, como a reoneração da folha de pagamentos. Já a subvenção ao combustível, que reduz em R$ 0,30 o preço do diesel nas refinarias, tem um custo de R$ 9,5 bilhões ao Tesouro Nacional até o fim deste ano.

Segundo o ministro, entre as alternativas em discussão para o fim do subsídio está o aumento da competição no refino do combustível no País e a colocação de “um imposto variável” que absorva as oscilações do preço internacional do petróleo. Ele apontou, porém, que essa opção demanda a aprovação de uma Lei Complementar.

Fonte: INTL FCStone e ESTADÃO CONTEÚDO.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on skype
Skype
Share on email
Email
Share on telegram
Telegram
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on email
Email
Share on tumblr
Tumblr
Share on print
Print

Veja também:

SOBRE A MÍDIA DBO

A DBO Editores Associados, fundada em junho de 1982, sempre se caracterizou como empresa jornalística totalmente focada na agropecuária. Seu primeiro e principal título é a Revista DBO, publicação líder no segmento da pecuária de corte. O Portal DBO é uma plataforma digital com as principais notícias e conteúdo técnico dos segmentos de corte, leite, agricultura, além da cobertura dos leilões de todo o Brasil.

ANUNCIE DBO

Acompanhe aqui o vídeo da edição mais recente da Revista DBO. Para ver os destaques das outras edições, basta clicar aqui.

ASSINE A REVISTA DBO

Revista DBO Ligue grátis: 0800 110618 (Segunda a sexta, das 08h00 às 18h00)

2018 DBO - Todos os direitos reservados

×

Carrinho

Você + Portal DBO

Cadastre-se gratuitamente em nossa newsletter e receba diariamente o melhor do agronegócio em seu e-mail.