Sustentabilidade é isso aí…

Hélio Casale destaca os esforços do agricultor na busca pela sustentabilidade e os principais temas abordados no 3º Fórum de Agricultura Sustentável

A sustentabilidade do agronegócio está sendo contestada com muita frequência, principalmente por pessoas ligadas a grandes canais de comunicação. Sem conhecer de perto como os agricultores estão dando duro no campo, se põem a criticar, a desmerecer o trabalho, o progresso da nossa agricultura que está incomodando os gigantes do mundo todo, principalmente os produtores de grãos.

Diz um velho ditado popular – uma mentira repetida seguidas vezes, acaba por virar uma verdade. Repórteres mal preparados para a função, colunistas tendenciosos, achologistas de plantão, artistas, ideólogos com tendência negativista, entre outros, estão desmerecendo o trabalho dos ligados a agricultura, aqueles que põem comida na mesa diariamente, aqueles que fazem o vestuário, produzem madeira para as construções, para os lápis, para a cobertura das casas, borracha para os pneus, para correção de textos manuais, frutas, verduras, bebidas, leite para as crianças, carne, feijão, arroz, mandioca, chuchu, e tudo o mais, sem os quais não estaríamos com nossa expectativa de vida passando dos 70 anos, chegando perto de países mais desenvolvidos como o Japão, por exemplo. Mais ainda, muitos pensam que o homem do campo é um jeca tatu, um ignorante, com baixo nível de educação, de conhecimento.

Na realidade, os do campo estão preocupados em praticar uma agricultura sustentável, cientes de que a vida depende de manter o solo produtivo. Uma bela tarefa que deve ser apoiada. Sabem muito bem que se usar sub dose de defensivos, herbicidas ou mesmo altas doses cai no prejuízo. Sabem também que é mais correto se preocupar com a hora certa que com a dose certa.

Muito frequentemente se houve comentários falados a boca cheia, a palavra agrotóxico, produtos tóxicos para agricultura, que estão sendo usados indiscriminadamente na produção de alimentos, que estão poluindo o ambiente, intoxicando alimentos, causando doenças graves, matando gente. Muitos saindo para os produtos orgânicos, pensando que são a salvação, quando na realidade, são produzidos de forma arcaica, a custo maior e sem comprovação real do beneficio esperado.

Como seria a reação da classe médica, se esses mesmo alarmistas começassem a chamar os remédios de homotóxicos, pois todos eles têm efeitos colaterais se empregados em dose diferente da recomendação médica.

Vale lembrar que entre as duas grandes guerras morreram cerca de 15 milhões de chineses. Naquela época, ainda se praticava a agricultura chamada de orgânica. Os chineses coletavam resíduos vegetais e até fezes humanas nas ruas e lixões das grandes cidades para empregar nos campos, visando a produção de alimentos. Foi então que sintetizou-se a amônia, por Haber e Bosch, que estavam pesquisando um produto para ser empregado na guerra. Isso foi em 1908. De lá para cá, a expectativa de vida vem aumentando a passos largos, isso graças a alimentos produzidos nas roças com emprego de fertilizantes minerais e defensivos.

A sustentabilidade é geralmente definida como uma prática que deve levar em conta o respeito ao social, o ambiental e o econômico. Outra definição de sustentabilidade: para ser sustentável deve haver recurso financeiro, gostar de trabalhar e ter conhecimento do que está praticando. Outra: sustentabilidade é a arte de modificar o meio ambiente em termos econômicos, sem poluir, sem destruir, sem causar danos irreversíveis. Mais uma: Agricultura sustentável é aquela que sustenta o produtor.

Dentro dessa visão empresarial é que foi realizado em Campo Grande – MS, o 3º Fórum de Agricultura Sustentável. Várias palestras de elevado nível técnico e prático. Lá, pude adquirir novos conhecimentos nessa área e por isso estou colocando à disposição as palestras e o site onde encontrá-las. Vejam a lista dos temas defendidos e onde encontrar o texto no site.

Foram as seguintes:

  • Adubação com pó de rocha – Antônio Bizão, Antônio Lobo e Flávio Faedo
  • Controle biológico de pragas e doenças e multiplicação “on farm” – Felipe Loef, Gino Margotto, Martin Simeon e Reginaldo Mensch
  • O modelo de Agricultura Sustentável – Ruy Caldas
  • Pó de rocha para grandes culturas: interações Microbiológicas e seus impactos na Produtividade – Carlos Crusciol
  • Estratégias do Melhoramento Genético Participativo para sistemas de produção sustentável – Almir Machado
  • A importância da diversidade de plantas no Sistema de Plantio Direto – José Eduardo de Macedo Soares Jr (Zecão)
  • Manejo da Micro Biodiversidade para controle de doenças e pragas das plantas – Celso Tomita
  • Fundamentos da Gestão e Custos de produção na Agricultura Sustentável – Antonio Chaker
  • A experiência da Korin na consolidação do mercado de Produtos Sustentáveis – Luiz Carlos Demattê Filho
  • Revitalização de solos de soja, milho e trigo com o Método Agrohomeopático -Radko Tichavsky
  • Solo x Qualidade do Alimento x Saúde – Carin Primavesi

Observação: fotos, gravações e PDFs das palestras estarão disponíveis até 15 dias após o evento, no site www.grupoagrisustentavel.com.br

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