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Tá! Tá! Tá na hora!

Hélio Casale recomenda manejos práticos no cafezal pra garantir uma lavoura produtiva e sustentável.
Cafezal microrregião da Canastra

Na nossa cafeicultura podemos observar que temos uma série de paradigmas que são frutos de uma tradição que passa de pai para filho, de geração em geração. Paradigma nada mais é que um modelo que vem sendo empregado na cafeicultura, que se modernizou, mas está ainda empregando práticas antiquadas. Esses novos procedimentos demonstram que toda solução nasce sob pressão, pois a produtividade deve ser priorizada.

Dentre os procederes mais importantes destacam-se os seguintes:

Manejo dos matos das entrelinhas – é comum, para não dizer generalizada, a manutenção de lavouras com matos controlados com roçadas baixas ou com o emprego de herbicidas que deixam o solo exposto aos raios solares durante todo o ano. As raízes morrem quando a temperatura do solo atinge apenas 32º C. Por isso não se vê raízes no meio das ruas.
Manejar matos de maneira a deixar o solo sempre recoberto de matos mortos ou semimortos, visando reduzir a erosão superficial e a de impacto ao mínimo; regular a temperatura do solo a ponto de estimular o desenvolvimento do sistema radicular; manter a biodiversidade positiva no mais alto nível; aumentar o teor de matéria orgânica do solo que, ao se decompor, é fonte de vida microbiológica, fonte de vida.

Manejo das águas – muita ênfase para irrigação, geralmente descontrolada e irregular. Em vários casos, o pensamento dos cafeicultores é de que sem irrigação em algumas áreas não dá café.
Na realidade, devemos cuidar para que cada gota de água das chuvas ou da irrigação fique retida no solo e seja lentamente cedida para as plantas, evitando estresse hídrico, que causa a interrupção do crescimento normal das plantas.
Pesquisa séria revelou que, principalmente nas áreas mais planas, o vento carrega cerca de 750 mm de água durante o ano. Para amenizar esse efeito negativo, uma medida simples e de baixo custo é empregar nas pulverizações o melaço de cana líquido na concentração de 2% que, além de nutrir, reduz o metabolismo das plantas e as perdas de água por evapotranspiração.

Manejo das plantas – é voz corrente que a desbrota é uma prática cara, dependente da mão de obra cada vez mais escassa e, com isso, as lavouras vão envassourando, a produtividade média caí e a longevidade da lavoura é reduzida.
Na realidade, deixar de desbrotar é o mesmo que deixar de educar os filhos na primeira idade por causa do custo da escola, do uniforme, do transporte, do lanche entre outras despesas básicas.
O mais indicado é manter hastes verticais com desbrota manual logo após a colheita e fazendo um a dois repasses visando um IAF – Índice de Área Foliar ideal entre 8.000 a 10.000 hastes verticais por ha. É quando ainda pequenino que se endireita o pepino.

Manejo da fertilidade – é comum se basear em resultados de análise do solo para indicar a adubação. Enquanto na medicina no que mais os médicos se baseiam para diagnóstico e prescrição dos medicamentos é a analise do sangue, na cafeicultura ainda estamos desprezando a análise de folhas.
O mais indicado é o manejo equilibrado da fertilidade do solo e para isso deve-se analisar o solo a cada 2 anos nas profundidades de 0 a 10 e de 20 a 40 cm para indicar as adubações corretivas – calagem, fosfatagem, potassagem, gessagem. Analisar folhas para ajustar os demais micronutrientes. A principal época para amostragem de folhas é em abril, cujos dados são básicos para indicar a primeira adubação mineral de solo e eventualmente a foliar para ajustar principalmente o manganês, nutriente muito importante para o pegamento das flores do cafeeiro, e que ocorrerá em setembro.

É só isso para ter a certeza de uma boa colheita. Tá na hora!

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