Testes aumentam eficiência no combate da mastite

Um dos maiores prejuízos causados pelo excesso de medicação nos animais é a resistência desenvolvida aos antibióticos
Novos testes vêm revolucionando o controle da mastite e reduzindo o uso de antibióticos nas propriedades rurais. Esse é o resultado do projeto Cultura na Fazenda, que possibilita transformar os tambos em minilaboratórios. Com uso de placas de observação e materiais esterilizados, os produtores podem coletar o leite, e, em até 24 horas, descobrir o quadro clínico do animal. A solução, que chegou ao mercado depois de quatro anos de pesquisa pelo Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite (Qualileite) da Universidade de São Paulo, foi tema de palestra ministrada pelo professor e coordenador do projeto, Marcos Veiga dos Santos, nesta quinta-feira (29/8), na casa do Grupo Lactalis, durante a 42ª Expointer, em Esteio.
De acordo com Veiga, o teste pretende mostrar ao produtor que cerca de 50% das vacas que possuem um quadro de mastite clínica não precisam ser tratadas com antibiótico. “Se o produtor possuir o teste que identifica a causa da mastite, é possível que essas vacas consigam se recuperar sem necessitar de medicamento. Isso representa economia com o custo do remédio e evitar o descarte de leite”, explica Veiga.
Produtor há 10 anos do Grupo Lactalis, o zootecnista Lucas Ferrari, de Colorado, administra uma propriedade familiar com 24 vacas em ordenha. Segundo ele, quando é identificado um caso de mastite, o tratamento acontece de forma imediata, visto que o projeto ainda não foi implementado. “O nosso interesse em começar a utilizar o teste é para tratar de forma mais eficiente esses casos bacterianos, o que aumenta nossa produção e diminui o custo”,  ressalta.
Um dos maiores prejuízos causados pelo excesso de medicação nos animais é a resistência desenvolvida aos antibióticos. Conforme Veiga, os medicamentos devem ser utilizados apenas quando necessário. “Cada fazenda leiteira tem uma determinada bactéria que pode ser a causa mais frequente da mastite. Sabendo dessa causa, é possível aplicar uma medida mais indicada para cada produtor em particular”, afirma.
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