Universidade de Coimbra retira carne bovina de seus restaurantes

Medida faz parte e ações para que a Universidade se torne a primeira instituição portuguesa neutra em emissões de CO² até 2030

Recebi por e-mail, enviado pelo amigo Luís Amorim, lá da terrinha de além mar e trás os montes, notícia publicada nesta semana sobre mais uma ação dos ambientalistas, que andam histéricos por causa das políticas erráticas sobre o clima e pretendem, pois então, defender o meio ambiente a qualquer custo. Diz a notícia:

O reitor da Universidade de Coimbra, em Portugal, anunciou que os refeitórios da instituição vão deixar de servir carne bovina. A declaração foi feita durante a recepção de novos alunos nesta terça-feira (17) e gera polêmica em Portugal.

A medida faz parte de um conjunto de ações para que, até 2030, a Universidade de Coimbra se torne a primeira instituição portuguesa neutra nas emissões de gás carbônico.

“O primeiro passo será dado já em janeiro de 2020, com a eliminação total da aquisição e consumo de carne de vaca na nossa oferta alimentar nas cantinas universitárias”, declarou o reitor Amílcar Falcão.

A Universidade de Coimbra tem 14 refeitórios que consomem, por ano, 20 toneladas de carne bovina. Segundo o reitor, o produto vai ser substituído “por outros nutrientes que irão ser estudados, mas que será também uma forma de diminuir aquela que é a fonte de maior produção de CO2 que existe ao nível da produção de carne animal”.

Indignação do setor agropecuário

A medida não foi bem recebida pelo setor agropecuário nacional. Em comunicado enviado à Sputnik Brasil, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) se diz “perplexa” com a notícia.

“A anunciada imposição, que privará alunos, professores e funcionários, de um elemento que faz parte da dieta alimentar portuguesa e mediterrânica, é uma limitação à sua liberdade de escolha e contribui para confundir os portugueses, porque é alarmista e assenta em pressupostos infundados”, lê-se na nota.

A entidade reconhece que as atuais emergências climáticas devem ser consideradas, mas afirma que a decisão da Universidade de Coimbra tem base em “alarmismos incompreensíveis”.

“O esforço de descarbonização faz-se com a Agricultura e com os Agricultores e não contra a Agricultura e contra os Agricultores. As pastagens biodiversas fixam mais toneladas de CO2 do que aquelas que são emitidas, ou seja, há um balanço positivo, que será tão mais positivo quanto mais produzirmos em território nacional com o nosso tradicional tipo de produção”, afirma a CAP na nota.

Outras entidades do setor, como a Confederação Nacional de Agricultura e Associação dos Produtores de Leite de Portugal, também se manifestaram publicamente contra a medida. A Associação Acadêmica de Coimbra, que representa os estudantes, apoiou a decisão do reitor.

Alarme das Nações Unidas

Dados da ONU apontam que a criação de gado é responsável por 18% das emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo e as previsões são de aumento caso o modelo atual de agricultura não seja revisto. Até 2050, a Fundação das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estima um crescimento de 70% na produção de carne global.

‘Universidade mais brasileira fora do Brasil’

Fundada em 1290, a Universidade de Coimbra é a nona mais antiga do mundo e tem renome internacional. Patrimônio Mundial da Unesco desde 2013, foi a primeira instituição portuguesa a aderir ao programa Enem Portugal, em 2014, que aceita a nota do Exame Nacional do Ensino Médio para o ingresso de brasileiros. Atualmente, é considerada a “universidade mais brasileira fora do Brasil”, com mais de dois mil estudantes do país matriculados.

Observações do autor:

Foi com o espírito de desconstruir a mística mentirosa do “aquecimento” que escrevi o livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”. Sabemos que, quando pressionadas, as pessoas tomam as decisões mais tresloucadas, e essa notícia sobre a Universidade de Coimbra não é outra coisa. De toda forma, é uma guerra de perdas e ganhos, e deverá ser longa, ora perderemos algumas batalhas, ora ganharemos outras. Até aqui o saldo tem sido negativo, o espírito punitivista dos ambientalistas ganha corpo entre os mais insuspeitos, como o desse reitor da Universidade de Coimbra.
Tudo isso acontece pela omissão das lideranças políticas do país e do setor da pecuária de corte, em Portugal, no Brasil, e no mundo, pois a idiotice não escolhe vítimas. É o contrário…

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