Vai inseminar o rebanho? Capacite sua equipe

Sergio Saud, presidente da Asbia, fala da importância da capacitação para reduzir o custo da IA na fazenda
Foto: Sergio Saud, presidente da Asbia.

As estatísticas do mercado de genética sinalizam uma mudança positiva, mesmo que em uma toada menor que a desejada, do uso da inseminação artificial na pecuária brasileira. Nos principais estados produtores de leite, a técnica é aplicada entre 9% e 15% das fêmeas em idade reprodutiva, sendo 7,3% a média nacional conforme apontou o Index ASBIA 2018. Se a recuperação da economia do País continuar ocorrendo em 2019 e o preço do leite não sofrer oscilações negativas, devemos ter uma melhora nesse índice até o final do ano.

E ter mais vacas inseminadas significa maior demanda por mão de obra qualificada no campo. Falamos muito das tecnologias desenvolvidas nos últimos anos para elevar a qualidade do sêmen produzido no Brasil, mas é importante destacar que todo esse trabalho pode ir por água abaixo se a tarefa de inseminar o rebanho não for bem executada. O sucesso da inseminação, seja pela IA convencional ou pela IATF, está diretamente ligado à adoção dos procedimentos corretos de conservação e manipulação do sêmen. E somente um profissional capacitado conseguirá executar a tarefa com a precisão exigida.

O produtor precisa encarar os custos com a capacitação da sua equipe como um investimento frequente e essencial para ter bons índices de taxa de prenhez no rebanho. Traduzindo para o “economês”, mais rentabilidade no negócio. Sabemos que a mão de obra é um problema antigo no agronegócio, mas as soluções estão aí ao alcance de todos. A Asbia recomenda um padrão de qualidade para os cursos de inseminação aplicados no Brasil, como forma de garantir um bom nível técnico nessas capacitações. Trata-se de um treinamento com aulas teóricas e práticas de, no máximo 40 horas, sobre as vantagens da técnica e as formas corretas de utilizá-la. Os cursos recomendados pela Asbia são ministrados por técnicos capacitados e devem abordar temas como: vantagens da Inseminação Artificial; anatomia e fisiologia reprodutiva dos bovinos; informações sobre reconhecimento de cio, horário de IA e quando não se deve inseminar uma vaca em cio; descongelamento, manipulação do sêmen e a correta deposição no aparelho reprodutivo; aprimoramento prático da técnica de IA; e informações sobre manejo e índices zootécnicos, além das noções básicas sobre programas de IATF e manejo de botijões criogênicos nos quais o sêmen é armazenado.

Quanto mais capacitada for a equipe, melhor será a relação de doses por vaca prenha e menor o custo da técnica para as fazendas. No Brasil, a média praticada é de quase três doses de sêmen, mas, com uma mão de obra capacitada, podemos reduzir para índices mais próximos a duas doses ou menos. Isso significa uma redução de custos da ordem de milhões de reais, se levarmos em conta, em um raciocínio simples, que as 4,2 milhões de doses de sêmen de raças leiteiras vendidas no mercado interno em 2018 serão aplicadas dentro da relação dose/vaca ideal. Com essa economia de recursos financeiros nas propriedades rurais, o produtor poderá investir ainda mais na tecnificação da produção de leite, saindo de um círculo vicioso para um círculo virtuoso na pecuária leiteira.

Para aqueles que temem capacitar seus funcionários e eles irem embora da fazenda, pensem: o que acontece se eles não forem treinados e ficarem?

 

*As opiniões expressas nos artigos não necessariamente refletem a posição do Portal DBO.

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