Valorização do leite pago ao produtor perde força em abril

Laticínios repassaram valorização da matéria-prima para derivados; UHT subiu 6,7% e muçarela 3,8% no atacado paulista

O preço do leite ao produtor na “Média Brasil” líquida acumulou alta real de 18,9% no primeiro trimestre de 2019. As consecutivas elevações estiveram atreladas à limitação da oferta no campo e à maior competição das indústrias para garantir a compra de matéria-prima.

O movimento de valorização, no entanto, perdeu força de fevereiro para março, por conta da dificuldade das empresas em elevar os preços dos lácteos sem prejudicar seus shares de mercado.

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Apesar de o contexto macroeconômico indicar recuperação do consumo e aumento no poder de compra das famílias, agentes consultados pelo Cepea consideraram que a demanda por lácteos esteve normalizada em março, o que também dificultou o repasse da valorização do campo nos produtos.

Para garantir liquidez no período, os laticínios mudaram suas estratégias de processamento e trabalharam com a diminuição dos estoques, principalmente no caso do leite UHT. Este derivado apresentou queda acumulada de 2,1% no preço no atacado paulista em março, o que levou a redução de 0,4% na média mensal frente a fevereiro.

No caso da muçarela, houve desvalorização de 1,1% no acumulado de março, mas, na média mensal, a cotação ainda ficou 0,3% acima da de fevereiro.

Ainda que a comercialização de lácteos tenha sido dificultada, a produção dentro da porteira continuou limitada em março, em função de condições climáticas desfavoráveis. Diante disso, os preços ao produtor de abril (referentes à captação de março) devem se estabilizar ou registrar ligeira alta em relação ao mês anterior.

Outro fator a ser considerado é a maior competição de laticínios por matéria-prima de qualidade, tendo em vista as novas normativas (IN 76 e 77).

O cenário de oferta restrita se manteve durante o início de abril e forçou os laticínios a repassar a valorização da matéria-prima para os derivados. No acumulado da primeira quinzena de abril, as cotações diárias do UHT e da muçarela no atacado paulista se elevaram 6,7% e 3,8%.

 

Por Natália Grigol (Cepea)

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