Variação do preço do tomate chega a 88,66% em Goiânia

Segundo a Conab, performance dos preços é consequência direta das menores quantidades ofertadas aos mercados

O mês de março apresentou alta nos preços do tomate em todos os mercados atacadistas analisados pela Companhia Nacional de Abastecimento – Conab. Segundo o boletim mensal da companhia, as altas variaram entre 14,90% na Ceasa/PE – Recife chegando até 88,66% na Ceasa/GO – Goiânia. Os acréscimos de preço também foram significativos na Ceasa do Ceará – Fortaleza (alta de 41,05%) e na Ceasa do Rio de Janeiro (40,97%).

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Foi o segundo mês consecutivo de alta no preço do fruto. De acordo com a Conab, esta performance dos preços é consequência direta das menores quantidades ofertadas aos mercados. O boletim informa que a oferta de fevereiro e março ficou cerca de 20% menor que o total de janeiro deste ano, o que pressionou os preços para cima.

Em relação a qualidade do tomate ofertado, a Conab disse que as chuvas intensas e o calor fazem com que o fruto apresente manchas e perecibilidade acentuada, o que, muitas vezes, provoca descarte por parte do produtor, reduzindo desta forma ainda mais a oferta.

Na unidade do Ceasa de Goiânia, em que o aumento nas cotações foi o de maior intensidade, o gerente da divisão técnica do Conab atribui, além da alta normal dos preços nesta época de período chuvoso, aos baixos preços recebidos pelo produtor durante quase todo ano de 2018.

“Este cenário fez com que o produtor não conseguisse manter a área plantada e a produtividade neste ano, por encontarem-se descapitalizados, considerando que estes produtores são pequenos e médios. É preciso lembrar que o abastecimento dos mercados são, na maioria das vezes feitos, com o produto predominantemente do próprio estado”, diz o boletim.

Segundo o comunicado da companhia, no começo de abril os preços continuam em alta. O boletim ainda informa que no entreposto atacadista do Rio de Janeiro, o preço, que no início de março era da ordem de R$ 2,00/kg, no início de abril, já ultrapassa R$ 4,00/kg. O mesmo movimento ocorre em Belo Horizonte/MG, onde o preço ficou entre R$ 2,25 e 3,00/kg em março e se elevou para R$ 4,50 a 5,00/kg.

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