Veja como prevenir e controlar ataques de formigas cortadeiras

Ausência do controle do inseto compromete o campo e pode levar a perda de culturas inteiras
Foto: Instituto Biológico.

 

As formigas cortadeiras são uma ameaça para diferentes culturas agrícolas. Quando não manejados corretamente, esses insetos são capazes de provocar grandes prejuízos para a agricultura. As culturas de frutíferas, citrus e locais de reflorestamento, como eucaliptos, são as áreas mais atingidas.

Estes insetos são seletivos e dão preferência para plantas exóticas, enquanto outras nunca são atacadas. No Brasil, ocorrem nove espécies de saúvas e 21 espécies de quenquéns. É possível distinguir facilmente as formigas saúvas das quenquéns pela sua morfologia e pelo aspecto dos ninhos.

 

 

De acordo com o técnico entomologista João Justi, do Instituto Biológico, a prevenção contra formigas-cortadeiras depende do manejo e da atenção do produtor na área propícia a infestação. “Pode-se fazer um controle químico, sempre baseado em iscas. As formigas têm o hábito de carregar (as iscas) para dentro dos ninhos profundos que elas fazem. As iscas são de fácil aplicação, porém dependem de um clima favorável. Em períodos de chuvas não é aconselhável fazer a aplicação de iscas, porque elas podem umedecer e perder suas características que fisgam a formigas”, explica Justi.

O técnico também lembra que todas as formas de controle químico exigem cuidados do produtor – tanto em relação à quantidade quanto ao modelo de aplicação. “As embalagens do produto trazem uma fórmula para calcular a dimensão do ninho das formigas. Se a quantidade de iscas for muito pequena, o ninho irá parar a atividade. Porém vai se recompor e voltar a ação rapidamente. E se a quantidade jogada (no ninho) for elevada, sobrará iscas no campo e o produtor terá prejuízos”.

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Justi acrescenta que outras formas de evitar os ataques das formigas é, na época da reprodução, normalmente entre os meses de outubro e novembro, localizar as áreas em que elas revoam para inibir a infestação antes que se reproduzam. “Existem várias estratégias. Sempre que o produtor optar por alguma, ele tem que conhecer primeiramente a técnica desejada e o tipo de formiga (quenquém, atta ou saúva) que se tem no ninho para maior eficiência e economia de produto/trabalho”.

Além disso, o técnico fala que existem os controles mecânicos para o combate às pragas. “Fazer a aração ou gradagem do terreno usando armadilhas com plantas pode ser uma solução para o problema. Mas o manejo e o controle químico continuam sendo os mais eficientes”, destacou.

Normalmente, as formigas-cortadeiras começam a trabalhar no final do dia e começo da noite. “Um ninho bem estabelecido tem trilhas da planta até ele. É possível o produtor seguir essa trilha para localizar para onde as formigas estão carregando as folhas. O ninho de quenquém é menor, o produtor pode encontrar dificuldades. No caso da saúva, elas retiram a terra do subsolo para fazer as colônias dentro do ninho . Essa terra retirada é depositada na superfície, o que facilita a localização do ninho na propriedade”, comenta o técnico.

“Um reflorestamento ou campo de mudas e plantios de citros podem ser comprometidos. Pode-se ter um dano pequeno, que não afete o desenvolvimento da planta ou, então, um dano enorme que deixe a planta pelada e atrapalhe a fotossíntese”, explica. Segundo ele, se não houver controle “é possível perder toda a cultura”.

Confira abaixo o vídeo feito por pesquisadores da Unesp sobre os hábitos das formigas cortadeiras.

O Instituto Biológico (IB) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo está disponibilizando gratuitamente uma apostila com orientações sobre o manejo destes insetos. Para acessar ao material clique aqui.

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