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Vermífugo na hora da IATF aumenta a taxa de prenhez

Grupos de pesquisa comprovam ganhos de até 7,5 pontos percentuais na fertilidade de vacas tratadas com antiparasitários

Mais de 6.000 fêmeas passaram pelo experimento da Universidade Federal de Goiás.

Por Denis Cardoso

É sabido que o controle parasitário é uma ferramenta indispensável para evitar perdas no desempenho produtivo dos animais. O que não se sabia ainda é que o uso de parasiticidas para o tratamento de verminoses também pode elevar a eficiência reprodutiva de matrizes de corte submetidas à Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

É o que mostram estudos de campo realizados por dois diferentes grupos de pesquisa, um ligado à Universidade Federal de Goiás (UFG), liderado pelo professor Welber Daniel Zanetti Lopes, e outro associado à Universidade de São Paulo (USP), coordenado pela médica veterinária Roberta Machado Ferreira Saran, em parceria com o professor Pietro Sampaio Baruselli.

Em ambas as pesquisas, os lotes de fêmeas que receberam medicamentos antiparasitários no início do protocolo de sincronização para IATF (administrado no D0, mesmo dia de inserção do dispositivo intravaginal de progesterona) registraram taxa de prenhez acima dos resultados médios observados nos grupos controle (tratados com placebo – solução fisiológica). No caso do estudo da UFG, um dos experimentos apontou taxa de prenhez média à primeira IATF de 55,1% para o lote de fêmeas tratadas com um endectocida, ante taxa de 48,1% do grupo controle – uma diferença significativa de sete pontos percentuais (veja quadro).

Em entrevista à DBO, a médica veterinária Luciana Maffini Heller, da equipe da UFG, avaliou como “surpreendentes” os resultados da pesquisa, que apontou aumento na taxa de fertilidade de fêmeas tratadas com moxidectina (princípio ativo do medicamento de combate aos parasitas).

Luciana Heller, da UFG.

“A proposta do projeto era pesquisar se haveria algum resultado negativo na taxa de prenhez com a aplicação desse endectocida no protocolo de IATF e o que ocorreu foi exatamente o contrário”, destaca Luciana, que participou ativamente dos três experimentos coordenados pela equipe da UFG, realizados entre dezembro de 2017 e março de 2019 na fazenda Nova Piratininga, em São Miguel do Araguaia (GO).

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