Yara tem lucro de US$ 223 milhões no 2º trimestre de 2020

Resultado da fabricante norueguesa de fertilizantes representa uma queda de 3% na comparação com igual período do ano anterior
Foto: Divulgação

A fabricante norueguesa de fertilizantes Yara reportou, nesta sexta-feira (17/07), lucro líquido após participações de acionistas minoritários de US$ 223 milhões (US$ 0,83 por ação) no segundo trimestre de 2020. O resultado representa queda de 3% ante igual período do ano anterior, de US$ 230 milhões (US$ 0,84 por ação).

A receita recuou 15,6% no mesmo comparativo, para US$ 2,869 bilhões ante US$ 3,402 bilhões no segundo trimestre de 2019. Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 7,7%, para US$ 583 milhões.

Ao excluir itens especiais, o Ebitda do segundo trimestre deste ano também teve avanço de 7,7%, comparado com igual intervalo de 2019, para US$ 588 milhões. As entregas de produtos da companhia foram 6,6% menores em comparação com o segundo trimestre do ano anterior, e atingiram 9,640 milhões de toneladas.

A companhia atribui esse recuo principalmente à queda nas entregas dos produtos na Europa em virtude do início das safras de primavera, que foi parcialmente compensado pelo incremento do volume entregue no Brasil. A produção de fertilizantes acabados da companhia no período registrou baixa de 7%, para 5,087 milhões de toneladas, enquanto a produção de amônia caiu 14% para 1,868 milhão de toneladas.

Segundo a companhia, apesar do recuo no lucro líquido, o resultado trimestral refletiu uma melhora dos negócios com crescimento do Ebitda e do lucro operacional. “A Yara continua tendo um bom desempenho em um ambiente exigente”, disse o CEO da empresa, Svein Tore Holsether, em comunicado divulgado para a imprensa.

A queda na receita pelo quarto trimestre consecutivo veio em linha com o observado nos resultados das demais empresas de insumos. A demanda global por fertilizantes arrefeceu no início deste ano em virtude das incertezas relacionadas à pandemia do coronavírus, o que levou os agricultores a diminuírem o investimento em tecnologias, como o adubo.

O mercado de fertilizantes, contudo, tende a se recuperar no segundo semestre deste ano com a aproximação das safras indianas de grãos e da semeadura das culturas de verão brasileiras.

“Os mercados de nitrogenados são robustos, com plantio e aplicação normais no Hemisfério Norte e forte demanda do Brasil antes da temporada principal do Hemisfério Sul. Os negócios industriais da Yara tiveram uma demanda mais fraca no segundo trimestre, mas com melhorias no final do trimestre”, acrescenta a companhia no documento.

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