Menu

Bonificação na produção de leite, uma meta a atingir 

Em época de queda de preço pago ao produtor - menos 1.6% em agosto -, o bônus pode ajudar a manter a atividade no azul

Em sua Carta Leite de 30 de agosto, a Scot Consultoria abordou o tema do pagamento  por qualidade do leite produzido e entregue ao laticínio. Em época de queda de preço, como agora, essa bonificação pode ajudar a manter a atividade no azul. Saiba por que, segundo a Scot:

O pagamento por qualidade é praticado por muitos laticínios e é uma ferramenta que traz benefícios tanto para o produtor quanto à indústria.

Do lado da indústria, uma matéria-prima (leite cru) de melhor qualidade confere maior rendimento na fabricação de derivados lácteos e produtos de melhor qualidade. Para o produtor, os ágios recebidos refletem nas margens e nos resultados econômicos da atividade e, com isso, estão diretamente ligados ao poder de investimentos no sistema de produção e manutenção dos ganhos produtivos.

Para a bonificação são três os parâmetros principais mensurados pelos laticínios: contagem bacteriana total (CBT), contagem de células somáticas (CCS) e porcentagem de gordura e proteína.

A CBT reflete a qualidade microbiológica do leite, ou seja, seu resultado indica os cuidados com higiene ao obter ou manusear o produto. A CCS diagnostica a saúde da glândula mamária do animal. Altos patamares de CCS indicam que a vaca está com infecção (mastite).

Os sistemas de bonificação, além de melhorar a qualidade do produto que será fornecido aos consumidores, vão ao encontro das modificações ocorridas na Instrução Normativa número 76 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), na qual para leite cru refrigerado a CBT máxima permitida é de 300 mil unidades por mililitro (ml) e para CCS, 500 mil por ml.

As empresas normalmente adotam tabelas com as escalas de bonificações por parâmetro.

Considerando os níveis mais altos de qualidade nos quesitos CCS, CBT, gordura e proteína, além de escala de produção e logística, a bonificação pode atingir de R$ 0,30 a R$ 0,50 por litro acima dos preços médios (leite padrão).

Para alcançar melhores padrões de qualidade são necessários investimentos e maiores gastos, por exemplo, na nutrição animal, com dietas balanceadas, melhora na sanidade animal, aplicação de boas práticas de manejo animal e higiene, entre outros.

Ou seja, haverá um desembolso maior (custo total); entretanto, esse incremento será diluído pelo aumento da produtividade e resultará em um custo por unidade de produção menor (R$/litro).

Em resumo, no caso da pecuária leiteira, a rentabilidade média da atividade de média/alta tecnologia (25 mil litros/ha/ano) foi de 0,15% em 2018, considerando a média do preço recebido naquele ano de R$ 1,182 por litro e com um custo médio muito próximo disso.

Aplicando a diferença entre o preço médio do leite com bonificação versus o preço médio padrão sobre o preço recebido e considerando um aumento de 10% nos custos de produção para atingir os parâmetros de qualidade, a rentabilidade sobe para 14,8%.

Considerações finais 

A qualidade do leite é garantia de um alimento seguro e de qualidade nutricional para o consumidor, que também traz aumento da vida de prateleira e maior rendimento industrial dos derivados lácteos.

De acordo com a Embrapa, o leite, para ser caracterizado como de boa qualidade, deve apresentar uma composição físico-química adequada, reduzida contagem de células somáticas (CCS), baixa contagem de bactérias (CBT) e ausência de agentes contaminantes (antibióticos, pesticidas, adição de água e sujidades).

Portanto, esses dois indicadores estão ligados às condições de limpeza e higiene e à sanidade da vaca; com práticas de menor investimento o pecuarista pode atingir os parâmetros ótimos e ganhar em competitividade na produção leiteira.

Neste momento, em que o mercado de leite já deu início à queda dos preços pagos ao produtor – menos 1.6% em agosto – e essa tendência deve continuar até meados de dezembro, receber mais pelo seu produto pode fazer a diferença entre o prejuízo e o lucro na atividade. Por isso, o programa de qualidade deve fazer parte do planejamento e estratégias da propriedade.

Fonte: Scot Consultoria

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on skype
Skype
Share on email
Email
Share on telegram
Telegram
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on email
Email
Share on tumblr
Tumblr
Share on print
Print

Notícias relacionadas:

[banner-link-364-x-134-home-geral1]

[banner-link-364-x-134-home-geral2]

[banner-link-364-x-134-home-geral3]

SOBRE A MÍDIA DBO

A DBO Editores Associados, fundada em junho de 1982, sempre se caracterizou como empresa jornalística totalmente focada na agropecuária. Seu primeiro e principal título é a Revista DBO, publicação líder no segmento da pecuária de corte. O Portal DBO é uma plataforma digital com as principais notícias e conteúdo técnico dos segmentos de corte, leite, agricultura, além da cobertura dos leilões de todo o Brasil.

ANUNCIE DBO

Acompanhe aqui o vídeo da edição mais recente da Revista DBO. Para ver os destaques das outras edições, basta clicar aqui.

ASSINE A REVISTA DBO

Revista DBO Ligue grátis: 0800 110618 (Segunda a sexta, das 08h00 às 18h00)

2018 DBO - Todos os direitos reservados

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!
×
×

Carrinho