De olho nos custos e flexibilidade na formulação da dieta, mais fazendas investem na fábrica própria de ração
Glauco Franco mostra sua fábrica, que pode fazer pré-mistura para rações de confinamento e suplementos prontos para animais a pasto.
Por Renato Villela
Montar uma fábrica de rações na fazenda é um plano que muitos produtores estão tirando da gaveta. Com o avanço no uso de tecnologias que aceleram o ciclo de produção, esse tipo de instalação deixou de ser uma exclusividade dos grandes confinamentos. Além das dietas de terminação, as fazendas estão usando diferentes tipos de suplemento, sejam eles aditivados para rebanhos de cria ou proteinados, proteico-energéticos e concentrados para animais de recria. A economia no custo nutricional é o principal atrativo, mas não o único.
Ter infraestrutura para produção própria de alimentos garante à fazenda maior agilidade operacional, autonomia em relação ao mercado e flexibilidade na hora de formular dietas, tanto para animais confinados quanto para os tratados a pasto. Ou seja, dá para mudar o “cardápio do boi” sempre que necessário, de acordo com os insumos disponíveis, com o sistema de produção ou a condição nutricional das forrageiras, o que faz toda a diferença no desempenho animal.
“Nos últimos 10 anos, tivemos uma migração significativa para tecnologias que promovem maior impacto no ganho de peso e produtividade. Fomos do suplemento mineral para o protéico de baixo consumo; evoluímos para o protéico-energético; depois, os concentrados para semiconfinamento e, por fim, os produtos para TIP (terminação intensiva a pasto)”, afirma Rogério Coan, da Coan Consultoria, de Ribeirão Preto, SP. Segundo ele, quando se parte para suplementos contendo grandes quantidades de grãos farelados, cresce a dependência do fluxo de caixa e isso requer estratégias planejadas de abastecimento.
“A partir do momento em que o produtor constrói a fábrica, consegue comprar insumos nos períodos de maior oferta no mercado e de menor preço, reduzindo drasticamente o custo de produção da ração”, diz o consultor.
Milho dá “empurrãozinho”
Segundo os consultores ouvidos por DBO, todos esses fatores (agilidade operacional, autonomia, flexibilidade na formulação, planejamento) influem na decisão de construir uma fábrica na fazenda, mas é o preço salgado das commodities, em especial do milho, que está dando um empurrãozinho. “A alta desse cereal fez com que muitos produtores, antes reticentes em relação à montagem de uma fábrica na fazenda, tomassem essa decisão”, reforça Arthur Cezar, consultor da Boviplan, de Piracicaba, SP. Para Ricardo Burgi, da Burgi Consultoria, também de Piracicaba, a fábrica própria amplia o leque de fornecedores e oportunidades de compra de insumos.
“O produtor pode negociar o milho com um vizinho ou com um armazém, por exemplo, em condições melhores do que se comprasse a ração pronta da indústria. Acho que produzir a comida na fazenda é uma tendência na pecuária”, salienta.
As empresas que fabricam equipamentos, como moinhos, misturadores e silos, confirmam esse movimento no campo. Segundo Jean Carlo, diretor comercial da CSJ Fábricas de Ração, de Rio Verde, GO, houve um aumento de 30% na demanda por equipamentos para fábricas de ração no segundo semestre de 2020, em comparação com 2019. “A maior parte é composta por produtores de gado de corte”, afirma. Neste ano, a expectativa é crescer mais de 50%. De acordo com o executivo, a maior procura é por fábricas de médio porte, com preços que variam de R$ 300.000 a R$ 800.000.
O que deve ser levado em conta na construção de uma fábrica desse tipo? Como dimensioná-la? Que tipo de equipamento é necessário? As respostas para essas perguntas dependem do projeto pecuário, mas, de acordo com Rogério Coan, dois fatores devem ser considerados inicialmente: o número de animais que se pretende tratar e a tecnologia escolhida.
“Hoje, é possível montar minifábricas competitivas para atendem de 300 a 1.000 animais, mas, evidentemente, quanto maior é a escala, mais se justifica a construção”, diz. Na opinião de Coan, outro fator importante é o tipo de alimento a ser produzido. “Uma fábrica que mistura rações ou suplementos de alto consumo movimenta uma quantidade maior de insumos, tornando-se mais competitiva em relação às indústrias de produtos prontos, em termos de custo de produção”, salienta o consultor.
Nesta reportagem de capa, que abre o Especial de Instalações, são apresentados três cases de pecuaristas que apostaram em modelos simples mas funcionais de fábricas de ração, adequadas à sua realidade. São instalações de médio ou pequeno porte capazes de garantir maior autonomia de produção às fazendas, além de reduzir o custo final dos suplementos. Veja a seguir.
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Glauco Franco mostra sua fábrica, que pode fazer pré-mistura para rações de confinamento e suplementos prontos para animais a pasto.
Por Renato Villela
Montar uma fábrica de rações na fazenda é um plano que muitos produtores estão tirando da gaveta. Com o avanço no uso de tecnologias que aceleram o ciclo de produção, esse tipo de instalação deixou de ser uma exclusividade dos grandes confinamentos. Além das dietas de terminação, as fazendas estão usando diferentes tipos de suplemento, sejam eles aditivados para rebanhos de cria ou proteinados, proteico-energéticos e concentrados para animais de recria. A economia no custo nutricional é o principal atrativo, mas não o único.
Ter infraestrutura para produção própria de alimentos garante à fazenda maior agilidade operacional, autonomia em relação ao mercado e flexibilidade na hora de formular dietas, tanto para animais confinados quanto para os tratados a pasto. Ou seja, dá para mudar o “cardápio do boi” sempre que necessário, de acordo com os insumos disponíveis, com o sistema de produção ou a condição nutricional das forrageiras, o que faz toda a diferença no desempenho animal.
“Nos últimos 10 anos, tivemos uma migração significativa para tecnologias que promovem maior impacto no ganho de peso e produtividade. Fomos do suplemento mineral para o protéico de baixo consumo; evoluímos para o protéico-energético; depois, os concentrados para semiconfinamento e, por fim, os produtos para TIP (terminação intensiva a pasto)”, afirma Rogério Coan, da Coan Consultoria, de Ribeirão Preto, SP. Segundo ele, quando se parte para suplementos contendo grandes quantidades de grãos farelados, cresce a dependência do fluxo de caixa e isso requer estratégias planejadas de abastecimento.
“A partir do momento em que o produtor constrói a fábrica, consegue comprar insumos nos períodos de maior oferta no mercado e de menor preço, reduzindo drasticamente o custo de produção da ração”, diz o consultor.
Milho dá “empurrãozinho”
Segundo os consultores ouvidos por DBO, todos esses fatores (agilidade operacional, autonomia, flexibilidade na formulação, planejamento) influem na decisão de construir uma fábrica na fazenda, mas é o preço salgado das commodities, em especial do milho, que está dando um empurrãozinho. “A alta desse cereal fez com que muitos produtores, antes reticentes em relação à montagem de uma fábrica na fazenda, tomassem essa decisão”, reforça Arthur Cezar, consultor da Boviplan, de Piracicaba, SP. Para Ricardo Burgi, da Burgi Consultoria, também de Piracicaba, a fábrica própria amplia o leque de fornecedores e oportunidades de compra de insumos.
“O produtor pode negociar o milho com um vizinho ou com um armazém, por exemplo, em condições melhores do que se comprasse a ração pronta da indústria. Acho que produzir a comida na fazenda é uma tendência na pecuária”, salienta.
As empresas que fabricam equipamentos, como moinhos, misturadores e silos, confirmam esse movimento no campo. Segundo Jean Carlo, diretor comercial da CSJ Fábricas de Ração, de Rio Verde, GO, houve um aumento de 30% na demanda por equipamentos para fábricas de ração no segundo semestre de 2020, em comparação com 2019. “A maior parte é composta por produtores de gado de corte”, afirma. Neste ano, a expectativa é crescer mais de 50%. De acordo com o executivo, a maior procura é por fábricas de médio porte, com preços que variam de R$ 300.000 a R$ 800.000.
O que deve ser levado em conta na construção de uma fábrica desse tipo? Como dimensioná-la? Que tipo de equipamento é necessário? As respostas para essas perguntas dependem do projeto pecuário, mas, de acordo com Rogério Coan, dois fatores devem ser considerados inicialmente: o número de animais que se pretende tratar e a tecnologia escolhida.
“Hoje, é possível montar minifábricas competitivas para atendem de 300 a 1.000 animais, mas, evidentemente, quanto maior é a escala, mais se justifica a construção”, diz. Na opinião de Coan, outro fator importante é o tipo de alimento a ser produzido. “Uma fábrica que mistura rações ou suplementos de alto consumo movimenta uma quantidade maior de insumos, tornando-se mais competitiva em relação às indústrias de produtos prontos, em termos de custo de produção”, salienta o consultor.
Nesta reportagem de capa, que abre o Especial de Instalações, são apresentados três cases de pecuaristas que apostaram em modelos simples mas funcionais de fábricas de ração, adequadas à sua realidade. São instalações de médio ou pequeno porte capazes de garantir maior autonomia de produção às fazendas, além de reduzir o custo final dos suplementos. Veja a seguir.
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De olho nos custos e flexibilidade na formulação da dieta, mais fazendas investem na fábrica própria de ração
Glauco Franco mostra sua fábrica, que pode fazer pré-mistura para rações de confinamento e suplementos prontos para animais a pasto.
Por Renato Villela
Montar uma fábrica de rações na fazenda é um plano que muitos produtores estão tirando da gaveta. Com o avanço no uso de tecnologias que aceleram o ciclo de produção, esse tipo de instalação deixou de ser uma exclusividade dos grandes confinamentos. Além das dietas de terminação, as fazendas estão usando diferentes tipos de suplemento, sejam eles aditivados para rebanhos de cria ou proteinados, proteico-energéticos e concentrados para animais de recria. A economia no custo nutricional é o principal atrativo, mas não o único.
Ter infraestrutura para produção própria de alimentos garante à fazenda maior agilidade operacional, autonomia em relação ao mercado e flexibilidade na hora de formular dietas, tanto para animais confinados quanto para os tratados a pasto. Ou seja, dá para mudar o “cardápio do boi” sempre que necessário, de acordo com os insumos disponíveis, com o sistema de produção ou a condição nutricional das forrageiras, o que faz toda a diferença no desempenho animal.
“Nos últimos 10 anos, tivemos uma migração significativa para tecnologias que promovem maior impacto no ganho de peso e produtividade. Fomos do suplemento mineral para o protéico de baixo consumo; evoluímos para o protéico-energético; depois, os concentrados para semiconfinamento e, por fim, os produtos para TIP (terminação intensiva a pasto)”, afirma Rogério Coan, da Coan Consultoria, de Ribeirão Preto, SP. Segundo ele, quando se parte para suplementos contendo grandes quantidades de grãos farelados, cresce a dependência do fluxo de caixa e isso requer estratégias planejadas de abastecimento.
“A partir do momento em que o produtor constrói a fábrica, consegue comprar insumos nos períodos de maior oferta no mercado e de menor preço, reduzindo drasticamente o custo de produção da ração”, diz o consultor.
Milho dá “empurrãozinho”
Segundo os consultores ouvidos por DBO, todos esses fatores (agilidade operacional, autonomia, flexibilidade na formulação, planejamento) influem na decisão de construir uma fábrica na fazenda, mas é o preço salgado das commodities, em especial do milho, que está dando um empurrãozinho. “A alta desse cereal fez com que muitos produtores, antes reticentes em relação à montagem de uma fábrica na fazenda, tomassem essa decisão”, reforça Arthur Cezar, consultor da Boviplan, de Piracicaba, SP. Para Ricardo Burgi, da Burgi Consultoria, também de Piracicaba, a fábrica própria amplia o leque de fornecedores e oportunidades de compra de insumos.
“O produtor pode negociar o milho com um vizinho ou com um armazém, por exemplo, em condições melhores do que se comprasse a ração pronta da indústria. Acho que produzir a comida na fazenda é uma tendência na pecuária”, salienta.
As empresas que fabricam equipamentos, como moinhos, misturadores e silos, confirmam esse movimento no campo. Segundo Jean Carlo, diretor comercial da CSJ Fábricas de Ração, de Rio Verde, GO, houve um aumento de 30% na demanda por equipamentos para fábricas de ração no segundo semestre de 2020, em comparação com 2019. “A maior parte é composta por produtores de gado de corte”, afirma. Neste ano, a expectativa é crescer mais de 50%. De acordo com o executivo, a maior procura é por fábricas de médio porte, com preços que variam de R$ 300.000 a R$ 800.000.
O que deve ser levado em conta na construção de uma fábrica desse tipo? Como dimensioná-la? Que tipo de equipamento é necessário? As respostas para essas perguntas dependem do projeto pecuário, mas, de acordo com Rogério Coan, dois fatores devem ser considerados inicialmente: o número de animais que se pretende tratar e a tecnologia escolhida.
“Hoje, é possível montar minifábricas competitivas para atendem de 300 a 1.000 animais, mas, evidentemente, quanto maior é a escala, mais se justifica a construção”, diz. Na opinião de Coan, outro fator importante é o tipo de alimento a ser produzido. “Uma fábrica que mistura rações ou suplementos de alto consumo movimenta uma quantidade maior de insumos, tornando-se mais competitiva em relação às indústrias de produtos prontos, em termos de custo de produção”, salienta o consultor.
Nesta reportagem de capa, que abre o Especial de Instalações, são apresentados três cases de pecuaristas que apostaram em modelos simples mas funcionais de fábricas de ração, adequadas à sua realidade. São instalações de médio ou pequeno porte capazes de garantir maior autonomia de produção às fazendas, além de reduzir o custo final dos suplementos. Veja a seguir.
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Glauco Franco mostra sua fábrica, que pode fazer pré-mistura para rações de confinamento e suplementos prontos para animais a pasto.
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Montar uma fábrica de rações na fazenda é um plano que muitos produtores estão tirando da gaveta. Com o avanço no uso de tecnologias que aceleram o ciclo de produção, esse tipo de instalação deixou de ser uma exclusividade dos grandes confinamentos. Além das dietas de terminação, as fazendas estão usando diferentes tipos de suplemento, sejam eles aditivados para rebanhos de cria ou proteinados, proteico-energéticos e concentrados para animais de recria. A economia no custo nutricional é o principal atrativo, mas não o único.
Ter infraestrutura para produção própria de alimentos garante à fazenda maior agilidade operacional, autonomia em relação ao mercado e flexibilidade na hora de formular dietas, tanto para animais confinados quanto para os tratados a pasto. Ou seja, dá para mudar o “cardápio do boi” sempre que necessário, de acordo com os insumos disponíveis, com o sistema de produção ou a condição nutricional das forrageiras, o que faz toda a diferença no desempenho animal.
“Nos últimos 10 anos, tivemos uma migração significativa para tecnologias que promovem maior impacto no ganho de peso e produtividade. Fomos do suplemento mineral para o protéico de baixo consumo; evoluímos para o protéico-energético; depois, os concentrados para semiconfinamento e, por fim, os produtos para TIP (terminação intensiva a pasto)”, afirma Rogério Coan, da Coan Consultoria, de Ribeirão Preto, SP. Segundo ele, quando se parte para suplementos contendo grandes quantidades de grãos farelados, cresce a dependência do fluxo de caixa e isso requer estratégias planejadas de abastecimento.
“A partir do momento em que o produtor constrói a fábrica, consegue comprar insumos nos períodos de maior oferta no mercado e de menor preço, reduzindo drasticamente o custo de produção da ração”, diz o consultor.
Milho dá “empurrãozinho”
Segundo os consultores ouvidos por DBO, todos esses fatores (agilidade operacional, autonomia, flexibilidade na formulação, planejamento) influem na decisão de construir uma fábrica na fazenda, mas é o preço salgado das commodities, em especial do milho, que está dando um empurrãozinho. “A alta desse cereal fez com que muitos produtores, antes reticentes em relação à montagem de uma fábrica na fazenda, tomassem essa decisão”, reforça Arthur Cezar, consultor da Boviplan, de Piracicaba, SP. Para Ricardo Burgi, da Burgi Consultoria, também de Piracicaba, a fábrica própria amplia o leque de fornecedores e oportunidades de compra de insumos.
“O produtor pode negociar o milho com um vizinho ou com um armazém, por exemplo, em condições melhores do que se comprasse a ração pronta da indústria. Acho que produzir a comida na fazenda é uma tendência na pecuária”, salienta.
As empresas que fabricam equipamentos, como moinhos, misturadores e silos, confirmam esse movimento no campo. Segundo Jean Carlo, diretor comercial da CSJ Fábricas de Ração, de Rio Verde, GO, houve um aumento de 30% na demanda por equipamentos para fábricas de ração no segundo semestre de 2020, em comparação com 2019. “A maior parte é composta por produtores de gado de corte”, afirma. Neste ano, a expectativa é crescer mais de 50%. De acordo com o executivo, a maior procura é por fábricas de médio porte, com preços que variam de R$ 300.000 a R$ 800.000.
O que deve ser levado em conta na construção de uma fábrica desse tipo? Como dimensioná-la? Que tipo de equipamento é necessário? As respostas para essas perguntas dependem do projeto pecuário, mas, de acordo com Rogério Coan, dois fatores devem ser considerados inicialmente: o número de animais que se pretende tratar e a tecnologia escolhida.
“Hoje, é possível montar minifábricas competitivas para atendem de 300 a 1.000 animais, mas, evidentemente, quanto maior é a escala, mais se justifica a construção”, diz. Na opinião de Coan, outro fator importante é o tipo de alimento a ser produzido. “Uma fábrica que mistura rações ou suplementos de alto consumo movimenta uma quantidade maior de insumos, tornando-se mais competitiva em relação às indústrias de produtos prontos, em termos de custo de produção”, salienta o consultor.
Nesta reportagem de capa, que abre o Especial de Instalações, são apresentados três cases de pecuaristas que apostaram em modelos simples mas funcionais de fábricas de ração, adequadas à sua realidade. São instalações de médio ou pequeno porte capazes de garantir maior autonomia de produção às fazendas, além de reduzir o custo final dos suplementos. Veja a seguir.
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Daniel Gaia, zootecnista e proprietário da DG Assessoria Pecuária, comenta os preços da reposição, a oferta de boi magro e as tendências do mercado pecuário no Tocantins.
A zootecnista Janaina Martuscello analisa os benefícios e os desafios das leguminosas em pastagens, destacando os principais cuidados para o sucesso do sistema.
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Por Renato Villela
Montar uma fábrica de rações na fazenda é um plano que muitos produtores estão tirando da gaveta. Com o avanço no uso de tecnologias que aceleram o ciclo de produção, esse tipo de instalação deixou de ser uma exclusividade dos grandes confinamentos. Além das dietas de terminação, as fazendas estão usando diferentes tipos de suplemento, sejam eles aditivados para rebanhos de cria ou proteinados, proteico-energéticos e concentrados para animais de recria. A economia no custo nutricional é o principal atrativo, mas não o único.
Ter infraestrutura para produção própria de alimentos garante à fazenda maior agilidade operacional, autonomia em relação ao mercado e flexibilidade na hora de formular dietas, tanto para animais confinados quanto para os tratados a pasto. Ou seja, dá para mudar o “cardápio do boi” sempre que necessário, de acordo com os insumos disponíveis, com o sistema de produção ou a condição nutricional das forrageiras, o que faz toda a diferença no desempenho animal.
“Nos últimos 10 anos, tivemos uma migração significativa para tecnologias que promovem maior impacto no ganho de peso e produtividade. Fomos do suplemento mineral para o protéico de baixo consumo; evoluímos para o protéico-energético; depois, os concentrados para semiconfinamento e, por fim, os produtos para TIP (terminação intensiva a pasto)”, afirma Rogério Coan, da Coan Consultoria, de Ribeirão Preto, SP. Segundo ele, quando se parte para suplementos contendo grandes quantidades de grãos farelados, cresce a dependência do fluxo de caixa e isso requer estratégias planejadas de abastecimento.
“A partir do momento em que o produtor constrói a fábrica, consegue comprar insumos nos períodos de maior oferta no mercado e de menor preço, reduzindo drasticamente o custo de produção da ração”, diz o consultor.
Milho dá “empurrãozinho”
Segundo os consultores ouvidos por DBO, todos esses fatores (agilidade operacional, autonomia, flexibilidade na formulação, planejamento) influem na decisão de construir uma fábrica na fazenda, mas é o preço salgado das commodities, em especial do milho, que está dando um empurrãozinho. “A alta desse cereal fez com que muitos produtores, antes reticentes em relação à montagem de uma fábrica na fazenda, tomassem essa decisão”, reforça Arthur Cezar, consultor da Boviplan, de Piracicaba, SP. Para Ricardo Burgi, da Burgi Consultoria, também de Piracicaba, a fábrica própria amplia o leque de fornecedores e oportunidades de compra de insumos.
“O produtor pode negociar o milho com um vizinho ou com um armazém, por exemplo, em condições melhores do que se comprasse a ração pronta da indústria. Acho que produzir a comida na fazenda é uma tendência na pecuária”, salienta.
As empresas que fabricam equipamentos, como moinhos, misturadores e silos, confirmam esse movimento no campo. Segundo Jean Carlo, diretor comercial da CSJ Fábricas de Ração, de Rio Verde, GO, houve um aumento de 30% na demanda por equipamentos para fábricas de ração no segundo semestre de 2020, em comparação com 2019. “A maior parte é composta por produtores de gado de corte”, afirma. Neste ano, a expectativa é crescer mais de 50%. De acordo com o executivo, a maior procura é por fábricas de médio porte, com preços que variam de R$ 300.000 a R$ 800.000.
O que deve ser levado em conta na construção de uma fábrica desse tipo? Como dimensioná-la? Que tipo de equipamento é necessário? As respostas para essas perguntas dependem do projeto pecuário, mas, de acordo com Rogério Coan, dois fatores devem ser considerados inicialmente: o número de animais que se pretende tratar e a tecnologia escolhida.
“Hoje, é possível montar minifábricas competitivas para atendem de 300 a 1.000 animais, mas, evidentemente, quanto maior é a escala, mais se justifica a construção”, diz. Na opinião de Coan, outro fator importante é o tipo de alimento a ser produzido. “Uma fábrica que mistura rações ou suplementos de alto consumo movimenta uma quantidade maior de insumos, tornando-se mais competitiva em relação às indústrias de produtos prontos, em termos de custo de produção”, salienta o consultor.
Nesta reportagem de capa, que abre o Especial de Instalações, são apresentados três cases de pecuaristas que apostaram em modelos simples mas funcionais de fábricas de ração, adequadas à sua realidade. São instalações de médio ou pequeno porte capazes de garantir maior autonomia de produção às fazendas, além de reduzir o custo final dos suplementos. Veja a seguir.
Leia este e outros conteúdos exclusivos da DBO, sendo nosso assinante.
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Glauco Franco mostra sua fábrica, que pode fazer pré-mistura para rações de confinamento e suplementos prontos para animais a pasto.
Por Renato Villela
Montar uma fábrica de rações na fazenda é um plano que muitos produtores estão tirando da gaveta. Com o avanço no uso de tecnologias que aceleram o ciclo de produção, esse tipo de instalação deixou de ser uma exclusividade dos grandes confinamentos. Além das dietas de terminação, as fazendas estão usando diferentes tipos de suplemento, sejam eles aditivados para rebanhos de cria ou proteinados, proteico-energéticos e concentrados para animais de recria. A economia no custo nutricional é o principal atrativo, mas não o único.
Ter infraestrutura para produção própria de alimentos garante à fazenda maior agilidade operacional, autonomia em relação ao mercado e flexibilidade na hora de formular dietas, tanto para animais confinados quanto para os tratados a pasto. Ou seja, dá para mudar o “cardápio do boi” sempre que necessário, de acordo com os insumos disponíveis, com o sistema de produção ou a condição nutricional das forrageiras, o que faz toda a diferença no desempenho animal.
“Nos últimos 10 anos, tivemos uma migração significativa para tecnologias que promovem maior impacto no ganho de peso e produtividade. Fomos do suplemento mineral para o protéico de baixo consumo; evoluímos para o protéico-energético; depois, os concentrados para semiconfinamento e, por fim, os produtos para TIP (terminação intensiva a pasto)”, afirma Rogério Coan, da Coan Consultoria, de Ribeirão Preto, SP. Segundo ele, quando se parte para suplementos contendo grandes quantidades de grãos farelados, cresce a dependência do fluxo de caixa e isso requer estratégias planejadas de abastecimento.
“A partir do momento em que o produtor constrói a fábrica, consegue comprar insumos nos períodos de maior oferta no mercado e de menor preço, reduzindo drasticamente o custo de produção da ração”, diz o consultor.
Milho dá “empurrãozinho”
Segundo os consultores ouvidos por DBO, todos esses fatores (agilidade operacional, autonomia, flexibilidade na formulação, planejamento) influem na decisão de construir uma fábrica na fazenda, mas é o preço salgado das commodities, em especial do milho, que está dando um empurrãozinho. “A alta desse cereal fez com que muitos produtores, antes reticentes em relação à montagem de uma fábrica na fazenda, tomassem essa decisão”, reforça Arthur Cezar, consultor da Boviplan, de Piracicaba, SP. Para Ricardo Burgi, da Burgi Consultoria, também de Piracicaba, a fábrica própria amplia o leque de fornecedores e oportunidades de compra de insumos.
“O produtor pode negociar o milho com um vizinho ou com um armazém, por exemplo, em condições melhores do que se comprasse a ração pronta da indústria. Acho que produzir a comida na fazenda é uma tendência na pecuária”, salienta.
As empresas que fabricam equipamentos, como moinhos, misturadores e silos, confirmam esse movimento no campo. Segundo Jean Carlo, diretor comercial da CSJ Fábricas de Ração, de Rio Verde, GO, houve um aumento de 30% na demanda por equipamentos para fábricas de ração no segundo semestre de 2020, em comparação com 2019. “A maior parte é composta por produtores de gado de corte”, afirma. Neste ano, a expectativa é crescer mais de 50%. De acordo com o executivo, a maior procura é por fábricas de médio porte, com preços que variam de R$ 300.000 a R$ 800.000.
O que deve ser levado em conta na construção de uma fábrica desse tipo? Como dimensioná-la? Que tipo de equipamento é necessário? As respostas para essas perguntas dependem do projeto pecuário, mas, de acordo com Rogério Coan, dois fatores devem ser considerados inicialmente: o número de animais que se pretende tratar e a tecnologia escolhida.
“Hoje, é possível montar minifábricas competitivas para atendem de 300 a 1.000 animais, mas, evidentemente, quanto maior é a escala, mais se justifica a construção”, diz. Na opinião de Coan, outro fator importante é o tipo de alimento a ser produzido. “Uma fábrica que mistura rações ou suplementos de alto consumo movimenta uma quantidade maior de insumos, tornando-se mais competitiva em relação às indústrias de produtos prontos, em termos de custo de produção”, salienta o consultor.
Nesta reportagem de capa, que abre o Especial de Instalações, são apresentados três cases de pecuaristas que apostaram em modelos simples mas funcionais de fábricas de ração, adequadas à sua realidade. São instalações de médio ou pequeno porte capazes de garantir maior autonomia de produção às fazendas, além de reduzir o custo final dos suplementos. Veja a seguir.
Leia este e outros conteúdos exclusivos da DBO, sendo nosso assinante.
Seja assinante e aproveite os conteúdos exclusivos da DBO
Glauco Franco mostra sua fábrica, que pode fazer pré-mistura para rações de confinamento e suplementos prontos para animais a pasto.
Por Renato Villela
Montar uma fábrica de rações na fazenda é um plano que muitos produtores estão tirando da gaveta. Com o avanço no uso de tecnologias que aceleram o ciclo de produção, esse tipo de instalação deixou de ser uma exclusividade dos grandes confinamentos. Além das dietas de terminação, as fazendas estão usando diferentes tipos de suplemento, sejam eles aditivados para rebanhos de cria ou proteinados, proteico-energéticos e concentrados para animais de recria. A economia no custo nutricional é o principal atrativo, mas não o único.
Ter infraestrutura para produção própria de alimentos garante à fazenda maior agilidade operacional, autonomia em relação ao mercado e flexibilidade na hora de formular dietas, tanto para animais confinados quanto para os tratados a pasto. Ou seja, dá para mudar o “cardápio do boi” sempre que necessário, de acordo com os insumos disponíveis, com o sistema de produção ou a condição nutricional das forrageiras, o que faz toda a diferença no desempenho animal.
“Nos últimos 10 anos, tivemos uma migração significativa para tecnologias que promovem maior impacto no ganho de peso e produtividade. Fomos do suplemento mineral para o protéico de baixo consumo; evoluímos para o protéico-energético; depois, os concentrados para semiconfinamento e, por fim, os produtos para TIP (terminação intensiva a pasto)”, afirma Rogério Coan, da Coan Consultoria, de Ribeirão Preto, SP. Segundo ele, quando se parte para suplementos contendo grandes quantidades de grãos farelados, cresce a dependência do fluxo de caixa e isso requer estratégias planejadas de abastecimento.
“A partir do momento em que o produtor constrói a fábrica, consegue comprar insumos nos períodos de maior oferta no mercado e de menor preço, reduzindo drasticamente o custo de produção da ração”, diz o consultor.
Milho dá “empurrãozinho”
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“O produtor pode negociar o milho com um vizinho ou com um armazém, por exemplo, em condições melhores do que se comprasse a ração pronta da indústria. Acho que produzir a comida na fazenda é uma tendência na pecuária”, salienta.
As empresas que fabricam equipamentos, como moinhos, misturadores e silos, confirmam esse movimento no campo. Segundo Jean Carlo, diretor comercial da CSJ Fábricas de Ração, de Rio Verde, GO, houve um aumento de 30% na demanda por equipamentos para fábricas de ração no segundo semestre de 2020, em comparação com 2019. “A maior parte é composta por produtores de gado de corte”, afirma. Neste ano, a expectativa é crescer mais de 50%. De acordo com o executivo, a maior procura é por fábricas de médio porte, com preços que variam de R$ 300.000 a R$ 800.000.
O que deve ser levado em conta na construção de uma fábrica desse tipo? Como dimensioná-la? Que tipo de equipamento é necessário? As respostas para essas perguntas dependem do projeto pecuário, mas, de acordo com Rogério Coan, dois fatores devem ser considerados inicialmente: o número de animais que se pretende tratar e a tecnologia escolhida.
“Hoje, é possível montar minifábricas competitivas para atendem de 300 a 1.000 animais, mas, evidentemente, quanto maior é a escala, mais se justifica a construção”, diz. Na opinião de Coan, outro fator importante é o tipo de alimento a ser produzido. “Uma fábrica que mistura rações ou suplementos de alto consumo movimenta uma quantidade maior de insumos, tornando-se mais competitiva em relação às indústrias de produtos prontos, em termos de custo de produção”, salienta o consultor.
Nesta reportagem de capa, que abre o Especial de Instalações, são apresentados três cases de pecuaristas que apostaram em modelos simples mas funcionais de fábricas de ração, adequadas à sua realidade. São instalações de médio ou pequeno porte capazes de garantir maior autonomia de produção às fazendas, além de reduzir o custo final dos suplementos. Veja a seguir.
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Por Renato Villela
Montar uma fábrica de rações na fazenda é um plano que muitos produtores estão tirando da gaveta. Com o avanço no uso de tecnologias que aceleram o ciclo de produção, esse tipo de instalação deixou de ser uma exclusividade dos grandes confinamentos. Além das dietas de terminação, as fazendas estão usando diferentes tipos de suplemento, sejam eles aditivados para rebanhos de cria ou proteinados, proteico-energéticos e concentrados para animais de recria. A economia no custo nutricional é o principal atrativo, mas não o único.
Ter infraestrutura para produção própria de alimentos garante à fazenda maior agilidade operacional, autonomia em relação ao mercado e flexibilidade na hora de formular dietas, tanto para animais confinados quanto para os tratados a pasto. Ou seja, dá para mudar o “cardápio do boi” sempre que necessário, de acordo com os insumos disponíveis, com o sistema de produção ou a condição nutricional das forrageiras, o que faz toda a diferença no desempenho animal.
“Nos últimos 10 anos, tivemos uma migração significativa para tecnologias que promovem maior impacto no ganho de peso e produtividade. Fomos do suplemento mineral para o protéico de baixo consumo; evoluímos para o protéico-energético; depois, os concentrados para semiconfinamento e, por fim, os produtos para TIP (terminação intensiva a pasto)”, afirma Rogério Coan, da Coan Consultoria, de Ribeirão Preto, SP. Segundo ele, quando se parte para suplementos contendo grandes quantidades de grãos farelados, cresce a dependência do fluxo de caixa e isso requer estratégias planejadas de abastecimento.
“A partir do momento em que o produtor constrói a fábrica, consegue comprar insumos nos períodos de maior oferta no mercado e de menor preço, reduzindo drasticamente o custo de produção da ração”, diz o consultor.
Milho dá “empurrãozinho”
Segundo os consultores ouvidos por DBO, todos esses fatores (agilidade operacional, autonomia, flexibilidade na formulação, planejamento) influem na decisão de construir uma fábrica na fazenda, mas é o preço salgado das commodities, em especial do milho, que está dando um empurrãozinho. “A alta desse cereal fez com que muitos produtores, antes reticentes em relação à montagem de uma fábrica na fazenda, tomassem essa decisão”, reforça Arthur Cezar, consultor da Boviplan, de Piracicaba, SP. Para Ricardo Burgi, da Burgi Consultoria, também de Piracicaba, a fábrica própria amplia o leque de fornecedores e oportunidades de compra de insumos.
“O produtor pode negociar o milho com um vizinho ou com um armazém, por exemplo, em condições melhores do que se comprasse a ração pronta da indústria. Acho que produzir a comida na fazenda é uma tendência na pecuária”, salienta.
As empresas que fabricam equipamentos, como moinhos, misturadores e silos, confirmam esse movimento no campo. Segundo Jean Carlo, diretor comercial da CSJ Fábricas de Ração, de Rio Verde, GO, houve um aumento de 30% na demanda por equipamentos para fábricas de ração no segundo semestre de 2020, em comparação com 2019. “A maior parte é composta por produtores de gado de corte”, afirma. Neste ano, a expectativa é crescer mais de 50%. De acordo com o executivo, a maior procura é por fábricas de médio porte, com preços que variam de R$ 300.000 a R$ 800.000.
O que deve ser levado em conta na construção de uma fábrica desse tipo? Como dimensioná-la? Que tipo de equipamento é necessário? As respostas para essas perguntas dependem do projeto pecuário, mas, de acordo com Rogério Coan, dois fatores devem ser considerados inicialmente: o número de animais que se pretende tratar e a tecnologia escolhida.
“Hoje, é possível montar minifábricas competitivas para atendem de 300 a 1.000 animais, mas, evidentemente, quanto maior é a escala, mais se justifica a construção”, diz. Na opinião de Coan, outro fator importante é o tipo de alimento a ser produzido. “Uma fábrica que mistura rações ou suplementos de alto consumo movimenta uma quantidade maior de insumos, tornando-se mais competitiva em relação às indústrias de produtos prontos, em termos de custo de produção”, salienta o consultor.
Nesta reportagem de capa, que abre o Especial de Instalações, são apresentados três cases de pecuaristas que apostaram em modelos simples mas funcionais de fábricas de ração, adequadas à sua realidade. São instalações de médio ou pequeno porte capazes de garantir maior autonomia de produção às fazendas, além de reduzir o custo final dos suplementos. Veja a seguir.
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Glauco Franco mostra sua fábrica, que pode fazer pré-mistura para rações de confinamento e suplementos prontos para animais a pasto.
Por Renato Villela
Montar uma fábrica de rações na fazenda é um plano que muitos produtores estão tirando da gaveta. Com o avanço no uso de tecnologias que aceleram o ciclo de produção, esse tipo de instalação deixou de ser uma exclusividade dos grandes confinamentos. Além das dietas de terminação, as fazendas estão usando diferentes tipos de suplemento, sejam eles aditivados para rebanhos de cria ou proteinados, proteico-energéticos e concentrados para animais de recria. A economia no custo nutricional é o principal atrativo, mas não o único.
Ter infraestrutura para produção própria de alimentos garante à fazenda maior agilidade operacional, autonomia em relação ao mercado e flexibilidade na hora de formular dietas, tanto para animais confinados quanto para os tratados a pasto. Ou seja, dá para mudar o “cardápio do boi” sempre que necessário, de acordo com os insumos disponíveis, com o sistema de produção ou a condição nutricional das forrageiras, o que faz toda a diferença no desempenho animal.
“Nos últimos 10 anos, tivemos uma migração significativa para tecnologias que promovem maior impacto no ganho de peso e produtividade. Fomos do suplemento mineral para o protéico de baixo consumo; evoluímos para o protéico-energético; depois, os concentrados para semiconfinamento e, por fim, os produtos para TIP (terminação intensiva a pasto)”, afirma Rogério Coan, da Coan Consultoria, de Ribeirão Preto, SP. Segundo ele, quando se parte para suplementos contendo grandes quantidades de grãos farelados, cresce a dependência do fluxo de caixa e isso requer estratégias planejadas de abastecimento.
“A partir do momento em que o produtor constrói a fábrica, consegue comprar insumos nos períodos de maior oferta no mercado e de menor preço, reduzindo drasticamente o custo de produção da ração”, diz o consultor.
Milho dá “empurrãozinho”
Segundo os consultores ouvidos por DBO, todos esses fatores (agilidade operacional, autonomia, flexibilidade na formulação, planejamento) influem na decisão de construir uma fábrica na fazenda, mas é o preço salgado das commodities, em especial do milho, que está dando um empurrãozinho. “A alta desse cereal fez com que muitos produtores, antes reticentes em relação à montagem de uma fábrica na fazenda, tomassem essa decisão”, reforça Arthur Cezar, consultor da Boviplan, de Piracicaba, SP. Para Ricardo Burgi, da Burgi Consultoria, também de Piracicaba, a fábrica própria amplia o leque de fornecedores e oportunidades de compra de insumos.
“O produtor pode negociar o milho com um vizinho ou com um armazém, por exemplo, em condições melhores do que se comprasse a ração pronta da indústria. Acho que produzir a comida na fazenda é uma tendência na pecuária”, salienta.
As empresas que fabricam equipamentos, como moinhos, misturadores e silos, confirmam esse movimento no campo. Segundo Jean Carlo, diretor comercial da CSJ Fábricas de Ração, de Rio Verde, GO, houve um aumento de 30% na demanda por equipamentos para fábricas de ração no segundo semestre de 2020, em comparação com 2019. “A maior parte é composta por produtores de gado de corte”, afirma. Neste ano, a expectativa é crescer mais de 50%. De acordo com o executivo, a maior procura é por fábricas de médio porte, com preços que variam de R$ 300.000 a R$ 800.000.
O que deve ser levado em conta na construção de uma fábrica desse tipo? Como dimensioná-la? Que tipo de equipamento é necessário? As respostas para essas perguntas dependem do projeto pecuário, mas, de acordo com Rogério Coan, dois fatores devem ser considerados inicialmente: o número de animais que se pretende tratar e a tecnologia escolhida.
“Hoje, é possível montar minifábricas competitivas para atendem de 300 a 1.000 animais, mas, evidentemente, quanto maior é a escala, mais se justifica a construção”, diz. Na opinião de Coan, outro fator importante é o tipo de alimento a ser produzido. “Uma fábrica que mistura rações ou suplementos de alto consumo movimenta uma quantidade maior de insumos, tornando-se mais competitiva em relação às indústrias de produtos prontos, em termos de custo de produção”, salienta o consultor.
Nesta reportagem de capa, que abre o Especial de Instalações, são apresentados três cases de pecuaristas que apostaram em modelos simples mas funcionais de fábricas de ração, adequadas à sua realidade. São instalações de médio ou pequeno porte capazes de garantir maior autonomia de produção às fazendas, além de reduzir o custo final dos suplementos. Veja a seguir.
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Glauco Franco mostra sua fábrica, que pode fazer pré-mistura para rações de confinamento e suplementos prontos para animais a pasto.
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Montar uma fábrica de rações na fazenda é um plano que muitos produtores estão tirando da gaveta. Com o avanço no uso de tecnologias que aceleram o ciclo de produção, esse tipo de instalação deixou de ser uma exclusividade dos grandes confinamentos. Além das dietas de terminação, as fazendas estão usando diferentes tipos de suplemento, sejam eles aditivados para rebanhos de cria ou proteinados, proteico-energéticos e concentrados para animais de recria. A economia no custo nutricional é o principal atrativo, mas não o único.
Ter infraestrutura para produção própria de alimentos garante à fazenda maior agilidade operacional, autonomia em relação ao mercado e flexibilidade na hora de formular dietas, tanto para animais confinados quanto para os tratados a pasto. Ou seja, dá para mudar o “cardápio do boi” sempre que necessário, de acordo com os insumos disponíveis, com o sistema de produção ou a condição nutricional das forrageiras, o que faz toda a diferença no desempenho animal.
“Nos últimos 10 anos, tivemos uma migração significativa para tecnologias que promovem maior impacto no ganho de peso e produtividade. Fomos do suplemento mineral para o protéico de baixo consumo; evoluímos para o protéico-energético; depois, os concentrados para semiconfinamento e, por fim, os produtos para TIP (terminação intensiva a pasto)”, afirma Rogério Coan, da Coan Consultoria, de Ribeirão Preto, SP. Segundo ele, quando se parte para suplementos contendo grandes quantidades de grãos farelados, cresce a dependência do fluxo de caixa e isso requer estratégias planejadas de abastecimento.
“A partir do momento em que o produtor constrói a fábrica, consegue comprar insumos nos períodos de maior oferta no mercado e de menor preço, reduzindo drasticamente o custo de produção da ração”, diz o consultor.
Milho dá “empurrãozinho”
Segundo os consultores ouvidos por DBO, todos esses fatores (agilidade operacional, autonomia, flexibilidade na formulação, planejamento) influem na decisão de construir uma fábrica na fazenda, mas é o preço salgado das commodities, em especial do milho, que está dando um empurrãozinho. “A alta desse cereal fez com que muitos produtores, antes reticentes em relação à montagem de uma fábrica na fazenda, tomassem essa decisão”, reforça Arthur Cezar, consultor da Boviplan, de Piracicaba, SP. Para Ricardo Burgi, da Burgi Consultoria, também de Piracicaba, a fábrica própria amplia o leque de fornecedores e oportunidades de compra de insumos.
“O produtor pode negociar o milho com um vizinho ou com um armazém, por exemplo, em condições melhores do que se comprasse a ração pronta da indústria. Acho que produzir a comida na fazenda é uma tendência na pecuária”, salienta.
As empresas que fabricam equipamentos, como moinhos, misturadores e silos, confirmam esse movimento no campo. Segundo Jean Carlo, diretor comercial da CSJ Fábricas de Ração, de Rio Verde, GO, houve um aumento de 30% na demanda por equipamentos para fábricas de ração no segundo semestre de 2020, em comparação com 2019. “A maior parte é composta por produtores de gado de corte”, afirma. Neste ano, a expectativa é crescer mais de 50%. De acordo com o executivo, a maior procura é por fábricas de médio porte, com preços que variam de R$ 300.000 a R$ 800.000.
O que deve ser levado em conta na construção de uma fábrica desse tipo? Como dimensioná-la? Que tipo de equipamento é necessário? As respostas para essas perguntas dependem do projeto pecuário, mas, de acordo com Rogério Coan, dois fatores devem ser considerados inicialmente: o número de animais que se pretende tratar e a tecnologia escolhida.
“Hoje, é possível montar minifábricas competitivas para atendem de 300 a 1.000 animais, mas, evidentemente, quanto maior é a escala, mais se justifica a construção”, diz. Na opinião de Coan, outro fator importante é o tipo de alimento a ser produzido. “Uma fábrica que mistura rações ou suplementos de alto consumo movimenta uma quantidade maior de insumos, tornando-se mais competitiva em relação às indústrias de produtos prontos, em termos de custo de produção”, salienta o consultor.
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