Febre aftosa: Ministério prevê mais dificuldades para pleitear status de zona livre sem vacinação até 2026

Os Estados do PR, RS, AC e RO, parte do AM e MT passaram a ter o mesmo status conquistado por SC, há 14 anos; meta é que todo o País seja reconhecido até 2026

A Organização Mundial da Saúde Animal (OIE, na sigla em francês) anunciou novas zonas livres da febre aftosa no Brasil, na manhã desta quinta-feira (27/5).

Agora, além do Estado de Santa Catarina, que obteve esse status em 2007, também estão no grupo Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e mais 14 municípios do Amazonas e cinco municípios de Mato Grosso.

No entanto, as dificuldades passam a ser bem maiores para pleitear que todo o País conquiste o mais alto status sanitário contra a doença até 2026.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoveu um evento virtual nesta manhã para fazer o anúncio oficial, logo após ter acompanhado, por vídeo conferência, a assembleia da OIE, na qual foram anunciadas ao mundo o novo status sanitário brasileiro.

O evento do Mapa contou com a participação da ministra Tereza Cristina, do secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, e do diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes, além de demais autoridades estaduais e deputados.

Tereza Cristina, com as cópias dos novos certificados de zonas livres de febre aftosa sem vacinação (Foto: Carlos Silva /MAPA)

“Anunciamos um marco para a história da pecuária brasileira, do Ministério da Agricultura e dos seis Estados que hoje recebem esse reconhecimento”, disse Tereza Cristina.

A meta do governo é que até 2026, todo o País tenha já conquistado o status de livre da doença sem a vacinação. A expectativa é que esse anúncio possa dar abertura à carne bovina à países como Japão, Coreia do Sul e Canadá.

Dificuldades à frente

A confirmação do status das novas zonas no País já era esperada desde o ano passado, reportadas pelo Portal DBO, e, mais recentemente, na edição de abril, da DBO.

No entanto, as próximas conquistas do status de livre da doença sem vacinação deverão ser mais difíceis, como destacou o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal.

Da esq. para dir.: O deputado federal Marcos Montes, a ministra Tereza Cristina, e o secretário José Guilherme Leal (Foto: Carlos Silva /MAPA)

“Agora o desafio é um pouco maior porque são regiões com muitas diferenças, e diferenças entre os Estados. Só vamos avançar se formos superando essas questões com um trabalho de investimento e de articulação com os Estados, como melhoria de gestão de cada serviço de inspeção estadual e com a participação das federações”, explica Leal.

O Estado de Mato Grosso é um caso clássico desse imbróglio, que está divido em dois blocos, o 1 e o 4. Com o cumprimento de 41 das 42 ações necessárias para poder pleitear o mais alto status de sanidade contra a febre aftosa, o Estado depende dos seus demais pares no bloco 4 para, enfim, estar no grupo de ouro.

O bloco 4 reúne, além de Mato Grosso, nove Estados – Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins – e mais o Distrito Federal.

“A questão do descompasso a gente espera resolver num diálogo e com um acordo de cooperação mútua”, diz Leal.

Outro ponto que dificulta o avanço dos Estados é a disparidade entre cada um deles e seus aportes de investimentos próprios, através de fundos privados.

Segundo Leal, está na mesa do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA), a criação de fundo nacional, mas sem previsão de quando isso poderá sair do papel.

Banco de antígenos

Ao que tudo indica, até o final deste ano o governo federal deve ter consolidada a proposta de construção de um banco de antígenos, segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Geraldo Moraes.

O banco servirá para guardar as cepas de vírus de febre aftosa, para servir para fabricação de vacinas, caso fosse preciso.

“Hoje no mundo existem sete tipos de vírus e alguns subtipos. No Brasil e na América do Sul, são três tipos, o vírus O, A e o C, que teve a última ocorrência em 2004”, diz Moraes.

Na esteira do processo de formalização do banco, ainda serão discutidos quais os vírus, não presentes na América do Sul, e que estarão guardados na nova estrutura.

“É importante lembrar que ainda mantemos no País a indústria produtora de vacinas, que nos ajudará em qualquer situação de necessidade, com a disposição de vacinas para usar uma possível emergência veterinária”, afirma Moraes.

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