O alerta serve para inúmeros setores que volta e meia desviam da técnica e da ciência, mas, hoje, 13 de setembro, é dia do Agrônomo; logo, necessário celebrar sua imensa contribuição no processo que levou o Brasil a ocupar a 3ª posição como maior produtor mundial de alimentos e com apenas 7,6% do seu território total, segundo números do IBGE de 2018 sobre a área agrícola do País.
Na pecuária, objetivamente, segundo Irineu Gonçalves Filho, agrônomo de longeva carreira que dispensa apresentação na bovinocultura de corte nacional, o trabalho está no melhoramento genético, na escolha e desenvolvimento de forrageiras, introdução de novas técnicas de manejo e nutrição, além de aprimoramento na gestão das propriedades.

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Outro agrônomo, Carlos Alberto Pereira Modotti, também pecuarista em Rondônia, realça essa visão afirmando que o “profissional é tudo em uma fazenda de gado de corte, pois ele é o grande responsável por gerar comida aos animais.
“Sem ele não há boi”, exemplifica. É quem tem de observar da análise do solo, em seus aspectos físicos, químicos e biológicos, para proceder as devidas interferências.
E são muitos detalhes. Se precisar utilizar uma máquina para melhorar a terra, ainda é preciso regulagem certeira, de modo a se alcançar eficiência e conservação do equipamento.
Depois tem plantio e colheita no melhor ponto para se evitar perdas. “O gado precisa entrar na hora certa para maximizar a oferta de pasto”, lembra Modotti.

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Desafio surpreende – Tem ainda o controle de plantas invasoras e pragas. Tudo por conta do agrônomo. Mas para o profissional também criador, é preciso, antes de mais nada, estar preparado para um bom trabalho de convencimento.
Para ele, os pecuaristas gostam de seguir tradição e “repetir o que o pai e o avô faziam. Não é fácil fazê-los mudar de ideia, mesmo que seja para adotarem tecnologias das mais simples”.
E quem aqui lembra do “jeitinho brasileiro” é Rodrigo de Moraes Galarza, engenheiro agrônomo mestrando da Universidade de Santa Maria (RS) e um especialista em solos do bioma Pampa.
Para ele, essa habilidade de “fazer a cabeça” é fundamental para vencer o grande desafio da profissão, atualmente, que é vencer “a cultura do jeitinho brasileiro de resolver as coisas… um técnico é sempre a última opção”, conclui.

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