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Nova ruziziensis é opção para a ILP

Fruto de mais de 15 anos de trabalho, a BRS Integra produz 20% mais do que a cultivar da mesma espécie disponível no mercado e produz mais forragem na seca

Nova cultivar foi desenvolvida pela Embrapa Gado de Leite, mas ainda não tem data para chegar ao mercado.

Por Ariosto Mesquita

Imagine uma Brachiaria ruziziensis com potencial para produzir 20% mais massa forrageira do que a cultivar da mesma espécie hoje usada na pecuária (a Kennedy) e que ainda possibilite prolongar o tempo de pastejo na entressafra, quando falta alimento para o gado. Estes são justamente os atributos da BRS Integra, com lançamento previsto para breve.

Fruto de mais de 15 anos de trabalho dentro do Programa de Melhoramento de Forrageiras da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG), ela foi desenvolvida para ampliar o leque de opções da espécie no mercado e, como o próprio nome indica, será excelente opção para sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP).

O certificado de proteção da nova cultivar foi expedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no dia 21 de março deste ano e seu lançamento depende apenas da disponibilidade de sementes, atualmente em processo de multiplicação pelas empresas participantes da Unipasto (Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras).

Ela está validada para uso, inicialmente, no bioma Mata Atlântica, mas estudos já foram estendidos às unidades da Embrapa em Goiás e no Mato Grosso do Sul, visando sua indicação para plantio também no Cerrado, bioma que a Embrapa entende concentrar maior demanda de uso por reunir maiores áreas de integração lavoura-pecuária.

Na avaliação sob pastejo (com rebanho leiteiro), realizada no campo experimental da Embrapa em Coronel Pacheco (MG), entre dezembro de 2017 e novembro de 2019, as duas ruziziensis apresentaram potenciais produtivos semelhantes durante os meses chuvosos (medido entre novembro e abril). A diferença à favor da Integra surgiu nos meses mais secos (maio a agosto). A média de massa seca de forragem nesse período ficou em 3.785 kg/ha (Kennedy) e 4.561 kg/ha (Integra).

A nova cultivar também se destacou em massa de folhas, produzindo média de 1.837 kg/ha contra 1.352 kg/ha da Kennedy. Considerando-se essas duas variáveis, a diferença à favor da Integra é de 20,5% e de 35,8%, respectivamente.

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