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“Precocinha” que não emprenha vai para o gancho

Experimento da Apta-Colina mostra que a recria/engorda intensiva das novilhas que falham na IATF é bom negócio para o produtor

Novilhas Nelore de 16 meses ganharam em média 1,2 kg dia de peso vivo na recria.

Por Renato Villela

Criadores que investem pesado na suplementação de novilhas jovens Nelore com o objetivo de “desafiá-las” para a vida reprodutiva em idade precoce (12-14 meses), não raro se questionam sobre a viabilidade financeira da empreitada. Não é para menos: o investimento é alto para se obter índices de prenhez que costumam oscilar entre 60% e 70% para essa categoria. E as que não emprenham geralmente ficam na fazenda para ser emprenhadas aos 24 meses. Daí, para qualquer direção que se olhe, a conta não fecha.

“O custo para essa fêmea parir somente aos três anos será extremamente alto. Da mesma forma, se somarmos todo o investimento feito em nutrição e dividirmos pelas que emprenharam aos 14 meses, também temos um custo elevado. É um gargalo da suplementação de ‘precocinhas’ ”, afirma Gustavo Rezende Siqueira, pesquisador da Apta – Agência Paulista de Tecnolgia dos Agronegócios, de Colina, SP.

Para desatar este nó, pesquisadores da instituição fizeram um experimento confinando essas fêmeas. O trabalho teve dois objetivos principais: avaliar a viabilidade da suplementação na recria, inserindo a estratégia no sistema de produção como um todo, e o efeito do tempo de confinamento sobre as características produtivas (ganho de peso, ganho em carcaça e eficiência alimentar) das jovens novilhas Nelore. Berço do boi 777, a Apta-Colina se dedica há anos a estudos de prenhez e engorda de fêmeas, e já testou diferentes raças e níveis de suplementação no cocho.

Nos últimos três anos, intensificou os estudos com a categoria. “Para emprenhar uma fêmea comercial – não a de um programa de melhoramento –, é preciso um aporte nutricional mais pesado na recria. Esse investimento só compensa se as vazias forem para o abate em condições de obter valorização próxima da do macho”, diz.

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