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A vez dos touros jovens

Com o aval da genômica, cresce a contratação de touros jovens nas centrais, mas os técnicos recomendam testá-los antes do uso massivo no rebanho

Émerson Lessi, da ServSêmen/Cacoal, de Rondônia, faz testes com sêmen de touros jovens apenas em propriedades que têm bom manejo nutricional, para eliminar o efeito-ambiente dos resultados.

Por Moacir José

Cai a idade dos touros em coleta nas centrais e aumenta a velocidade de introdução de genética melhoradora nos rebanhos. O advento da genômica tem permitido que o sêmen de reprodutores selecionados para precocidade chegue à base do plantel nacional em tempo mais curto, após passar pelo crivo dos programas de melhoramento genético. Segundo Thiago Carrara, gerente de produto corte da Alta Genetics, com sede em Uberaba, MG, é crescente o alojamento de touros mais jovens na central. Ele estima que, na bateria de 270 touros Nelore da empresa, 45% sejam de machos com menos de cinco anos de idade, enquanto no Angus (274 touros) essa proporção sobe para 70% e no Holandês (raça que está mais avançada na genômica) para 85%.

A rigor, touros jovens são animais de até dois anos de idade e eles também estão entrando nas centrais, em maior número. “Para ser posto em coleta, contudo, os machos dessa idade precisam ter DEP (diferença esperada na progênie) genômica, que tem maior acurácia [até 80%, ante 20% da DEP comum]”, informa Carrara.

Esse também é, desde julho de 2019, o pré-requisito exigido pela CRV, de Sertãozinho, SP, informa o gerente de gado corte/zebuínos, Cassiano Pelle. Ele confirma que vem aumentando a presença de animais jovens da raça na Central Bela Vista (de Pardinho, SP, de propriedade da empresa), onde atualmente estão em coleta de sêmen 92 touros Nelore/Nelore Mocho da CRV, 25 deles com menos de três anos de idade. Prestadora de serviço para outras centrais, a Bela Vista conta, hoje, com 260 touros Nelore, 112 deles (43%) com menos de três anos de idade, informa a zootecnista Adriana Zaia, da área de relacionamento com os clientes. Cassiano Pelle ressalva que, pessoalmente, crê que a DEP genômica ainda não pode ser considerada 100% e que ainda há o que melhorar. “Mas a acurácia avançou muito e hoje se consegue alto grau de acerto”, diz.

Seu colega Delmiro Rodrigues, da área de taurinos, informa que 80% dos reprodutores Angus contratados pela CRV atualmente (22 alojados na Central Bela Vista e 10 na Crio Central Genética Bovina, de Cachoeira do Sul, RS, em sistema de parceria) são nascidos nos anos 2017 e 2018, ou seja, têm, no máximo, quatro anos de idade. “Ficarão em coleta até os cinco anos. Antigamente, era comum ficarem até os 10”, diz ele, lembrando que essa prática obedece ao seguinte pressuposto, caro à seleção: “quanto mais curto o intervalo entre gerações, mais veloz é o melhoramento genético”.

Impacto da precocidade

Márcio Marques, da Geraembryo

Um trabalho feito pelo veterinário Márcio de Oliveira Marques, sócio da consultoria paranaense Geraembryo, confirma isso. O estudo, realizado em uma fazenda acompanhada pelo consultor, permitiu demonstrar não apenas quão benéfico pode ser o uso de sêmen de touros melhoradores em protocolos de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), mas também a vantagem de serem jovens.

O resultado do trabalho está resumido nas duas tabelas que constam nesta reportagem. A primeira é praticamente uma tabuada. Ela mostra a relação matemática entre a DEP para quilos de bezerro à desmama e o desempenho à IATF. Um reprodutor cujas filhas apresentem 60% de prenhez e cuja progênie desmama 20 kg acima da média garante 1.680 kg de bezerro a mais por lote de 100 vacas.

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