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Tuberculose, uma nova preocupação no pedaço

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP ([email protected])

Nunca a pecuária de corte dependeu tanto da exportação de carne como agora, em tempos de pandemia, que fez o mercado interno desabar. Temos de agradecer os “deuses” e os chineses por comprarem muita carne e possibilitarem aos frigoríficos exportadores comprar animais com ágio. Porém, solavancos na cadeia, devido ao aumento de casos de COVID-19 em trabalhadores da indústria, têm levado nossos parceiros de olhos puxados a bloquear alguns estabelecimentos e renegociar o preço por tonelada. Era de se esperar, de bobos não têm nada! Informações de técnicos de frigoríficos e auditores federais agropecuários apontam também outro fato que as vendas do chamado “boi-China”. Dentre as exigências sanitárias dos asiáticos, está escrito, em negrito e grifado, que os animais têm de ser completamente livres de tuberculose (sigla tb).

Recentemente, uma boiada lustrosa de 400 animais vendida a um frigorífico paulista foi inteiramente descartada para envio à China e direcionada ao mercado nacional (sem ágio), por causa de uma única rês com tb no lote. Isso justifica o ditado popular de que “uma única maçã podre pode estragar todas as outras normais”. O abatedouro agiu corretamente, pois não quis manchar sua credibilidade com o importador, além de manter o rigoroso padrão de qualidade de seu produto. Caso esse pecuarista voltasse a ofertar animais sadios para a China não sofreria qualquer sanção, pois não teria seu “nome sujo na praça”. Já se isso acontecesse com o chamado “boi-Rússia”, conforme os contratos, ele seria banido completamente de futuras vendas para aquele país. Um desastre!

Mas, qual a incidência da tuberculose em nossos rebanhos? Comecemos, pelos dados deste citado frigorífico paulista. Nos últimos 16 meses, essa empresa abateu 330.000 bovinos; em 33 deles (0,01%), encontrou lesões características da doença, das quais foi isolada a bactéria causadora da tuberculose, a malfadada Mycobacterium bovis. Identificou-se que cerca de 80% dos animais positivos eram mestiços leiteiros e os demais da raça Nelore ou seus cruzados com raças taurinas.

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